
Luis Eduardo Francisco tem chamado a atenção de toda a comunidade do bodyboard. Aos 23 anos, esse atleta de Itacoatiara, que começou no bodyboard desde os 12 anos, tem protagonizado cenas incríveis nas pesadas ondas de Itacoá.
Dudu também faz um trabalho social e, junto com Giu Lara, prepara crianças carentes, não só para o mar, mas para a vida. Conheça um pouco mais do vencedor do Shorebreak Challenge.
Dizem que você é a “bola da vez” , pelo fato de estar se destacando nas ondas
pesadas de Itacoatiara. Você acha que

com essas atitudes, o preconceito de “esporte de criança” ou ” de mulherzinha” pode mudar?
Já está mudando, mas a verdade é que esse preconceito vai sempre existir enquanto os próprios bodyboarders derem motivo para isso. O bodyboard é um esporte radical, não é pra ser praticado em merrecas sem força. Os surfistas vão sempre tirar uma onda quando caírem ao lado de um bodyboarder. Mas isso não me incomoda, eles não gostam de cair quando eu e meus amigos gostamos.
Você é a prova de alguns benefícios que os filmes Q! trouxe para o bodyboard Brasileiro. Fale um pouco disso.
O Q! vai sempre mostrar o verdadeiro significado

da palavra bbing. Isso está abrindo os olhos de muita gente. Hoje, apesar de estar fora das competições, consegui fechar patrocínios que finalmente me fazem sentir um bber profissional e com certeza isso ocorre pelo fato da nossa família mostrar que o esporte é muito mais que competições.
Como você analisa os campeonatos de bbing no brasil?
Eu parei de competir porque não me identifico mais com as condições de mar que a maioria dos campeonatos oferece. Não quero dizer que o mar deve estar sempre grande, mas as praias devem ser propícias. Ondas fortes e buracos são fundamentais!!!

Você que já faz parte do quadro técnico de juízes no Rio, acha que o circuito brasileiro forma um bber completo?
Não, bber completo pra mim tem que ser preparado para ondas grandes, ter atitude e muito know-how! Infelizmente hoje esses critérios não são cobrados no circuito.
Em sua escolinha, junto com Giu Lara, a idéia de vocês é formar que tipo de atletas?
Eu treino meus alunos para serem verdadeiros bbers e eles gostam disso. Com certeza vem por aí uma geração muito cascuda! As meninas estão se jogando também. Eles entendem e tem consciência do que tento passar.