Duda lembra seus 20 anos de bodyboard

Acho que muitos sabem que eu faço parte dos dinoboarders. Tenho 32 anos e a pouco fiz 20 anos de bodyboard. Parei para pensar em tudo que a pratica que esse esporte me trouxe. Descobri o quanto vale a pena ser bodyboarder, mais uma vez.

Comecei a cair de bodyboard em 1984, meu tio trabalhava na Dow química – fabricante das espumas para a Morey boogie no Brasil – me deu uma prancha de bodyboard. Eu surfava de pranchinha e troquei imediatamente após a primeira queda com o novo brinquedo.

 

Por um bom tempo, o 360 era a única manobra que conhecia. Isso, fora cutback e a batida, mas mesmo assim a diversão era enorme. Alguns amigos usavam o pé-de-pato ao contrario, ninguém sabia nem da existência do “el rollo” – manobra que melhor representa o esporte – era uma época engraçada.

Vocês acham que rola discriminação hoje? Perguntem como era para a galera das antigas. Era difícil se impôr, com o tempo, todos se acostumaram e viram que viemos pra ficar, colocando para baixo quando o bicho pegava, foi assim que conseguimos o respeito em picos anti-bodyboard naquela época.

 

O que mais me marcou, foram as amizades que fiz nessa longa caminhada pelas praias da vida. São centenas de amigos que ficaram espalhados pelo Brasil e pelo mundo, lembro dos primeiros campeonatos. A camaradagem era o principal aditivo para tudo.
Torcíamos pelo camarada, cada campeonato era uma festa. Com onda ou sem, era muito divertido ficar na zoação e azaração na areia.

Figuras lendárias que hoje ajudam o esporte a se levantar. Um bom exemplo é o Presidente da Federação de Bodyboard de São Paulo – FEBBESP, Washington, e sua pick up amarela, onde sempre cabia mais um. Rogerio, que hoje e um dos melhores juízes de bodyboard no Brasil.

Muitas histórias e roubadas ficarão gravadas na mente, caronas para surfar, o prazer de estar junto com os amigos, sem crowd, cada praia “descoberta” era uma nova aventura, praia Brava, praia Branca. Era maneiro pegar o ônibus e fazer aquela pequena viagem, até chegar lá e dar de cara com altas ondas em um pico para nós, desconhecido.

 

A Paúba, é um capítulo a parte desses vinte anos, surfei lá em 1989 pela primeira vez e depois disso minha vida mudou.. Vivia para esperar um bom swell de sul entrar e rolar

aquela poderosa direita. Eram dias de angústia, a espera atormentava e a fissura aumentava, virou um vicio.

Mas nada melhor do que a entrada da frente fria, sabia que acordaria na função de ir para meu pico predileto. Hoje, o crowd impera mas há 10 anos, chegava as 6 da manhã e era so os camaradas no mar. Vocês devem estar cansados desse saudosismo, mas um dia todos teremos esse sentimento, a vontade que o tempo volte e sinto informar, isso não será possível.

Por isso galera curtam a vida, viajem, façam sua barca. Juntem a galera e sejam  amigos, continuem no bodyboard e botando para dentro das ondas, esse é o nosso esporte, nosso estilo de vida, o que acordamos e temos orgulho de fazer.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.