Doutor Rodrigo Monstro examina o XXL

O carioca Rodrigo Resende dispensa maiores apresentações. No cartel, entre outros

títulos, ele tem três do Big Trip e ainda defende a primeira colocação na TowIn World Cup, vencida com o ex-parceiro Garrett McNamara.

 

Agora, ele pode dividir a bolada que seu parceiro, o baiano Danilo Couto, pode faturar no próximo 16 de abril no XXL.  Afinal, o surfista sem um bom parceiro não tem como se divertir e, de repente, até concorrer a um prêmio de US$ 60 mil, como este do XXL.

 

Esse é um ponto que sempre gosto de deixar claro, pois se o Rodrigo Monstro não estivesse no local certo na hora certa,  Danilo não teria desfrutado aquele direitão.

Nessa entrevista exclusiva, Rodrigo conta um pouco da última temporada, do dia 10 de janeiro especial, e o que pretende fazer no futuro com o diploma de medicina.

 

Como foi a temporada 2004?
Esse ano não deu muita onda, tirando o dia 10 de janeiro. Houve alguns dias com 10 a 15 pés, mas nada muito especial.

 

E no dia 10 de janeiro, altas ondas, e você colocou o Danilo naquela bomba que está concorrendo ao XXL. Como foi aquele dia pra você?
Um dia muito especial, né. Foi o típico dia que nós esperamos o ano inteiro e ele acontece. Foi muito bom e o Danilo pegou aquele direitão,

uma das maiores ondas que passaram no dia e espero que ele ganhe. E tem outros na disputa como o Pete Cabrinha e o Yan Walsh.

 

E aí, já pensou que você pode faturar uma grana? Danilo tem que dar metade da bolada?
Opa, claro. Vai ser show.

 

Você já venceu vários eventos (três vezes o Big Trip, Tow-In World Cup). E agora, que acha de estar nas cabeças do XXL?
Eu gosto muito do que faço e tenho sido recompensado. Muito maneiro.

Na hora que em estávamos lavando os jets naquele dia 10 você me disse que ficou de cara com as ondas que tinha visto e que algumas eram insurfavéis e que não havia ser humano capaz de dropar aquelas aberrações. Eu também achei isso. O que você pode acrescentar?
Foi o maior mar que eu já vi quebrar, principalmente em Jaws, que é tão especial. Teve uma série que entrou com uns cinco jet-skis posicionados e nenhum deles tomou atitude de botar pra baixo. Eu não consigo nem saber o tamanho real daquelas ondas, algo maior que 70 pés, com certeza. Ninguém botou na onda… sei lá, né…

 

Você é médico e passa a toda temporada  gastando a maior grana, correndo atrás defasado no budget, como todos nós. O que você tem em mente?
Eu acho muito importante fazer o que gosta na vida. O que eu mais me amarro na vida é pegar essas ondas gigantes. Esse é o meu maior prazer no momento. E é isso aí, tô correndo atrás dos meus sonhos.

 

Daqui a quanto tempo você pretende voltar a trabalhar como médico, uns 15 anos? (rs)
Acho que antes disso (rs). Quando eu colocar na cabeça que quero voltar eu volto. Nada me impede, eu tenho o diploma e devo fazer residência na cadeira que eu escolher. Não sei se vai ser cirurgia geral ou ginecologia (rs). Não sei ainda, vou decidir.

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