Hawaiian Pro

Disputas esquentam em Haleiwa

2000x1333

Deivid Silva conquista a segunda maior somatória do dia, com 16.00 pontos. Foto: © WSL / Masurel.

A longa espera de seis dias pelo início do Hawaiian Pro, em Haleiwa, North Shore de Oahu, Hawaii, está sendo recompensada por performances incríveis e disputas dramáticas. A prova, que abre a tradicional Tríplice Coroa havaiana e vale como penúltima etapa da divisão de acesso do Circuito Mundial, oferecendo pontuação máxima, com status QS 10.000, apresentou na quinta-feira (19) um show à parte comandado pelos “veteranos” da elite do surf mundial.

O mar reagiu e as ondas melhoraram bastante, variando de 4 a 6 pés, com boa formação. O australiano Adrian “Ace” Buchan e o português Tiago Pires protagonizaram as melhores performances do dia, quando foram realizadas todas as baterias do Round 2 e as quatro primeiras baterias do Round 3. 

Ambos mostraram suas garras na segunda bateria do Round 3, que registrou as maiores pontuações do dia. Pires surfou uma salvadora esquerda que lhe rendeu 9.60 pontos e um passaporte para o Round 4, ficando a 0.07 pontos à frente de Adam Melling (AUS), enquanto Adrian Buchan consolidou sua vitória na mesma bateria surfando de forma impecável para garantir um total de 17.00 pontos.

“Foi um grande começo! Vencer a Tríplice Cora significa muito para mim e cheguei perto de vencê-la algumas vezes. Agora tenho mais uma chance de colocar o meu nome nesse prestigiado troféu. É algo que eu realmente gostaria de fazer”, comentou Buchan.

978x653

Adrian Buchan vence a bateria mais disputada do Round 3 fazendo a maior pontuação do dia, 17.00 pontos. Foto: © WSL / Masurel.

Entre os brasileiros, o grande destaque foi Deivid Silva. O paulista de 20 anos surfou com muita radicalidade registrando a segunda maior média do dia, 16.00 pontos, com uma pontuação de 8,23, apoiada por outra forte onda que lhe rendeu um 7.77.

“Felizmente encontrei as ondas certas em minha bateria e consegui realizar boas manobras. Agora é seguir focado para realizar uma boa atuação na terceira rodada e seguir na competição, obrigado a todos que estão torcendo por mim”, disse Deivid ao sair da água.

Tomas Hermes e Alex Ribeiro também mandaram bem e já estão garantidos no Round 4 após vencerem suas baterias. O potiguar candidato ao título de “Rookie Of the Year”, Italo Ferreira, não teve a mesma sorte, ficando com a quarta colocação na mesma bateria vencida por Hermes, no Round 3.

Alex Ribeiro chamou a atenção por sua linha progressiva e também por sua “prancha da sorte”, já com algumas “marcas de guerra”, com a qual venceu sua bateria. 

“Essa prancha é muito boa. Tenho ela há algum tempo e foi com ela que venci o QS de Saquarema, mas amanhã irei usar outra menor, pois a previsão diz que o swell irá peder a força”, respondeu ao entrevistador do evento logo após vencer sua bateria, quando foi questionado sobre o estado de sua prancha.

2000x1336

Alex Ribeiro carimba seu passaporte para o Round 4. Foto: © WSL / Masurel,

Entre as baixas sofridas pela esquadra brazuca no segundo dia de competição, além de Italo, eleminado no Round 3, estão Bino Lopes, Willian Cardoso, David do Carmo, Michael Rodrigues e Jesse Mendes, que não conseguiram avançar na segunda rodada, além de Pedro Henrique, competindo por Portugal, também eliminado no Round 2.

A janela para finalização do Hawaiian Pro vai oficialmente até a próxima segunda-feira (23/11), porém, de acordo com as previsões tudo indica que o evento possa ser finalizado ainda nesta sexta-feira (20/11). 

Wiggolly Dantas, Filipe Toledo, Adriano de Souza, Caio Ibelli, Hizunome Bettero, Jadson Andre, Luel Felipe, Gabriel Medina e Daivid Silva entram na água nesta sexta para disputar as últimas vagas de acesso ao Round 4, onde já se encontram Tomas Hermes e Alex Ribeiro.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.