As ondulações geradas por um ciclone em alto-mar, na última semana do mês de setembro, atingiram o litoral do Paraná com muito power, fazendo quebrar ondas em picos famosos como as direitas de Guaratuba, as lendárias Paralelas, na Ilha do Mel e, sem dúvidas, a melhor de todas, o Pico de Matinhos.
O Pico quebra perfeito quando existe a combinação de ondulação de sul com influência de sudeste e terral de oeste. As ondas são extensas, iniciando atrás da laje e percorrendo por mais de 300 metros até atingir a praia dos pescadores.
O último swell com intensidade igual ou até superior que havia chegado a Matinhos foi em maio de 1997. Naquela oportunidade, havia ondas até maiores, mas ficavam devendo no quesito perfeição. O que encostou na semana passada foi superior na qualidade das ondas.
Elas quebraram perfeitas com mais de 2 metros e meio, para a alegria dos privilegiados que estavam na água. Para entrar era uma maratona; os atletas tinham que ir até o Juca’s Point, na Praia Brava (uns 500 metros de distância do Pico), encarar a ondulação fechadeira e a correnteza forte, varar a arrebentação e esperar a melhor da série.
No outside, Jihad Khodr, Peterson Crisanto, Sanderson Trevisan, Jorge Porvilho, Péricles Dimitri e vários outros atletas faziam o espetáculo para a plateia que lotou as pedras da “arena” do Pico de Matinhos.
Agora, o fundo está perfeito e as ondas, menores, não param de quebrar, para a alegria da comunidade surfística paranaense.





















