
Como é bom assistir a um evento profissional aberto. Ele se torna cheio de vida por suas surpresas, com novos nomes, trazendo o inesperado para o esporte.
O novo circuito WQS parece estar encontrando seu formato ideal com etapas abertas e fechadas e tenho que reconhecer que superou minhas expectativas.
O fato de ser um circuito com etapas até 4 estrelas, abertas para todos, faz com que o WQS seja uma ótima vitrine e oferece a chance de novos surfistas enfrentarem os profissionais, dando assim os primeiros passos e pontos rumo a tão desejada classificação para o WCT.
Sou contra qualquer circuito fechado, seja ele WCT ou SuperSurf, e acho que no caso do circuito nacional, além de ser uma atitude protecionista, o fato de ser fechado e não fazer parte do WQS só enfraquece o produto na mídia e não ajuda muito no plano de carreira dos surfistas brasileiros, pois divide o foco daqueles que ainda querem tentar a sorte no mundial.
Impedir que surfistas como o novo campeão mundial amador Jefferson Silva de participar é deixar de fora o que há de melhor no momento. Poder participar destes eventos em casa é a melhor solução para os novos surfistas que precisam de pontos para poder participar dos eventos 5 e 6 estrelas.
Como é bom ver surfistas como os jovens Miguel Pupo e Jadson André participando e adquirindo experiência, que com certeza vai ser muito útil no futuro.
Um circuito aberto permite a chegada de novos nomes, de atletas que se desenvolveram mais tarde e/ou que na categoria amadora não tiveram muito espaço. Surfistas de 21, 22 anos que estão chegando ao auge e com um bom resultado em um evento desses podem dar uma guinada na carreira em termos de patrocínio e imagem.
Temos que ter uma visão de longo prazo, sem pensamentos protecionistas decidindo o que é melhor para a carreira do surfista brasileiro. Não podemos só pensar na premiação imediata a na manutenção de nossos direitos, temos que ver o circuito nacional com a verdadeira estrutura para a carreira dos atletas.
O SuperSurfe em etapas 3 ou 4 estrelas do WQS abertas, fazendo uma grande perna brasileira, seria nossa mola propulsora para que novos talentos consigam seus primeiros pontos sem grandes custos, permitindo um segundo passo no circuito mundial.
É melhor apostar no que é melhor para todos e pensar nas próximas gerações em vez de querer tapar o sol com a peneira e se manter no topo mais um ano.