Diego Santos arrebenta

Nesta quarta-feira, a estrutura móvel do Oakley Junior Challenge 2006 novamente ocupou as areias da praia Grande, em Ubatuba (SP).

As disputas rolaram em ondas de até 1,5 metros e formação regular.

No decorrer do dia, o vento maral entrou em ação, mas não impediu o show da molecada.

Destaque para a atuação do paulista Diego Santos. Depois de deixar a desejar nos dois primeiros dias de competição, Diego reagiu nesta quarta-feira e arrebentou na primeira bateria do dia.

Em sua melhor onda, mandou duas ragadas fortes e completou um tubo limpo para obter nota 10 unânime dos juízes. Porém, Diego já havia dobrado uma nota 7.70 e deixou de fazer uma pontuação ainda maior.

?Estava com medo de errar novamente na hora de dobrar minha nota e resolvi não desperdiçar a chance de dobrar aquele 7 e tal?, conta Diego. Com os 33.20 pontos obtidos nesta quarta-feira, ele pula da 14a para a 11a posição.  

Além de Diego Santos, a bateria reuniu o também ubatubense Hizunomê Bettero (30.60), o carioca Eduardo Rolins (24.80) e o catarinense Alejo Muniz (23.30).

O carioca Jorge Spanner, melhor do Oakley Junior Challenge no primeiro dia de prova, levou a melhor na segunda bateria e manteve-se na vice-liderança. Com 28.10 pontos, Spanner deixou para trás o paulista Wiggolly Dantas (23.45), o catarinense Giancarlo Zampieri (21.50) e o potiguar Johnny Max (19.95), substituto do português Melvin Lipke, contundido no segundo dia de prova.

##

O potiguar Jadson André venceu a terceira bateria na categoria Sub-20 e manteve a liderança da competição. Em sua primeira onda, Jadson mandou uma rasgada e acertou uma rabetada animal na junção para arrancar 8.00 dos juízes.

Ele estava confiante e resolveu não levantar as mãos para pontuar dobrado. Porém, não conseguiu encontrar outra onda melhor e acabou dobrando um 7.65. ?As ondas estão bem difíceis, realmente vacilei em não dobrar minha primeira onda. A bateria estava no início e eu esperava fazer uma nota ainda maior em seguida?, fala Jadson.

Em segundo lugar no confronto ficou o baiano Rudá Carvalho, com 27.10 pontos, seguido pelo cearense Charlie Brown (25.55) e o paulista Wladimir Peres, autor de 17.40.

A quarta bateria contou com um dos melhores momentos do dia. Uma verdadeira bomba de backside do cearense Pablo Paulino levantou o público na praia Grande.

Apesar de a onda não ter oferecido condições para outras manobras fortes, Paulino foi premiado merecidamente com 9.20 pontos.

Na onda de trás, o paulista Jefferson Silva mostrou que também tem um backside afiado e jogou muita água pra cima em duas porradas sensacionais.

Nota 9.15 para o surfista de Bertioga, que venceu o confronto com o total de 30.45 pontos, seguido por Pablo, com 28.45, Tomas Hermes (27.70) e Patrick Tamberg (24.45).

##

Na Sub-16, o paulista Miguel Pupo perdeu sua bateria por uma pequena diferença de pontos, mas segue líder do Oakley Junior Challenge. Em sua terceira apresentação na prova, Miguel fez 27.00 pontos, 15 décimos a menos do que o local Matheus Toledo.

Na mesma bateria, o paulista Wesley Moraes obteve 19.30 pontos e o peruano Cristobal De Col somou 15.55.

O último confronto do dia foi vencido pelo paranaense Peterson Crisanto, seguido pelo catarinense Cauê Wood, o carioca André Pastori e o paulista Caio Ibelli.

Pastori permanece na vice-liderança da Sub-16 e Peterson diminuiu a diferença para os primeiros colocados.

 

Categoria Sub-20

1 Jadson André (RN) 92.00
2 Jorge Spanner (RJ) 91.00
3 Jefferson Silva (SP) 90.75
4 Hizunomê Bettero (SP) 86.95
5 Tomas Hermes (SC) 84.80
6 Alejo Muniz (SC) 84.25
7 Charlie Brown (CE) 79.85
7 Rudá Carvalho (BA) 79.85
9 Wiggolly Dantas (SP) 78.65
10 Pablo Paulino (CE) 75.70
11 Diego Santos (SP) 73.10
12 Giancarlo Zampieri (SP) 72.65
13 Eduardo Rolins (RJ) 72.55
14 Patrick Tamberg (FN) 70.85
15 Wladimir Peres (SP) 39.65 (pontuou dois dias)
16 John Max (RN) 19.75 (pontou apenas um dia)


Categoria Sub-16

1 Miguel Pupo (SP) 85.65
2 André Pastori (RJ) 76.65
3 Peterson Crisanto (PR) 75.95
4 Matheus Toledo (SP) 72.85
5 Cristoban De Col (Peru) 55.75
6 Cauê Wood (SC) 52.95
7 Caio Ibelli (SP) 47.45
8 Wesley Moraes (SP) 45.45

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)