
O longboarder paulista Diego Rosas tem boa recuperação depois do acidente sofrido em março na praia de Maresias, São Sebastião.
Revelação brasileira no World Longoboard Tour (WLT) em 2003, Rosas teve belas performances nas etapas do circuito mundial.
O atleta começou o ano de 2004 com um ótimo resultado no Nova Schin Surf Legends, etapa de abertura do Circuito Brasileiro, obtendo a terceira posição da categoria Profissional.
Em conversa por telefone, Diego contou os detalhes do afogamento e agradeceu o carinho da galera que enviou mensagens de apoio ao Fórum do site Waves.Terra.

Como foi o acidente?
Estava na água havia umas três horas, cansadão. Aí, avisei ao Jonathan Paiva, um amigo, que iria pegar minha última onda e sair. A partir daí, tudo o que fiquei sabendo foi através de outras pessoas.
O que te contaram?
Disseram que dropei a onda, dei uma batida e fui para a junção. Mas notei que não dava pra manobrar e joguei a prancha. Provavelmente, bati com a cabeça na areia e desmaei.
Como foi salvo?
Estava sem cordinha, perdi a prancha e ela quase machucou o Gustavo, da FGlass, que entrava no mar. Em seguida, Gustavo viu que eu estava boiando e me retirou da água. Fui levado para o hospital de Boiçucanga, onde verificaram ser necessário me internar na UTI. Como lá não havia UTI, me levaram para o hospital de São Sebastião. Como não havia leitos disponíveis, fui parar em Caraguatatuba. Fiquei em coma induzido durante quatro dias. Só acordei na segunda-feira (22/3). Os médicos verificaram que havia quatro litros de água em meus pulmões, fiquei mal pra caramba.
O tempo perdido nessas transferências entre hospitais deixou meus pulmões bastante debilitados por causa da água salgada.
E agora, como está se sentindo?
Perdi cinco quilos, ficando com 57, mas já recuperei 3 quilos. O problema é quando me movimento, pois estou com pouco fôlego. A boa notícia é que devo voltar a surfar daqui a duas semanas. Nem acreditei quando li as mensagens da galera no Fórum do site. Penso que a torcida de tantas pessoas contribuiu para a minha recuperação e agradeço a todos por isso.
Está com algum patrocínio?
Conto com os patrocínios das pranchas Storm Riders e do Açaí Energia Natural, que me dão muita força, mas preciso de um outro patrocinador para ajudar a bancar minhas despesas no circuito mundial, pois o custo é muito alto.