Rebeca Barros

Dia-a-dia no paraíso

 

Em minha oitava temporada na Polinésia Francesa, passei a maior parte de tempo temido pico de Teahupoo, Tahiti. As ondas do pico dispensam comentários.

 

O lipe é pesado e quebra em cima de uma rasa bancada de coral, afiados e venenosos. O pico funciona a partir de 1 metro e aguenta ondulações de mais de 5 metros.

 

Fiquei hospedada em frente ao pico, na casa do bodybaorder local Tahurai Henry. Os dias ficam muito intensos quando a previsão avisa a entrada de boas ondas.

 

Passaram dez dias sem onda, mas fazem quatro dias que a maquina está ligada. Séries entre 2,5 e 3 metros quebraram o dia inteiro com pouquíssimo crowd.

 

Muitos profissionais chegaram para o swell. Os brasileiros Pedro Manga e Lapinho Coutinho também desembarcaram por aqui. Outro dia dividi o outside com John John Florence, Koa Rothman, Raimana Van, Michel Bourez, Simon Torthon e Mike Stewart.

 

Quando não tem onda, a vida por aqui é muito tranquila. Aproveito o tempo livre para correr, treinar apneia, remar de SUP e aprender a falar francês. 

 

Confira na galeria acima os melhores momentos da viagem ao Tahiti.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)