Foguete dos campeões

DHD Surfboards em alta no circuito mundial

Mick Fanning exibe o potencial de sua prancha em Imbituba (SC). Foto: Aleko Stergiou.

Eu tenho surfado e trabalhado com Mick Fanning há 13 anos. Tem sido uma jornada excitante assistir ao Mick evoluir e se tornar um surfista campeão do mundo.

 

Neste ano de trabalho duro para nós dois, Mick conquistou três etapas do WCT com as pranchas DHD. Essas vitórias, junto a resultados extremamente consistentes na temporada, deram-lhe o título e o direito de trazer o título para a Austrália pela primeira vez desde Occy, campeão em 1999. Isso custou muito sangue, coisas agradáveis e lágrimas, antes de tudo acontecer.

 

Este ano, conseguimos realizar um sonho. Agora há mais por vir. Mick começou a surfar com minhas pranchas quando tinha 13 anos de idade. Era uma 5?3″, agora, aos 26, ele geralmente usa uma 6´1″ durante as competições.

 

Stephanie Gilmore e Mick Fanning em Pipeline, Hawaii. Foto: ASP Kirstin / Covered Images.

A maior parte de suas pranchas tem dimensões semelhantes, com uma rabeta round square. As pranchas são feitas na base e laminadas em resina poliéster com um tecido na diagonal, com quatro onças de cada lado e reforço na ponta do pé.

 

Isso faz com que elas sejam super leves e com resistência adicional. A resistência é importante quando conseguimos uma prancha mágica, aquela em que Mick sente-se confiante para vencer os melhores do mundo. É suficiente para que ele possa fazer seu trabalho.

 

Uma enorme quantidade de trabalho, preparo físico e mental foram feitos para que ele se recuperasse de sua contusão e conseguisse o título.

 

Como parte do nosso plano, decidimos juntos que o melhor caminho para garantir que suas pranchas fossem perfeitas era eu trabalhar naquelas que ele surfava mais vezes, entre as 6?1″ e 6?4″.

 

Como a maior parte dos surfistas do WCT, ele estava propenso a surfar as grandes ondas havaianas. Mick sempre fez suas pranchas maiores com shapers havaianos, já que eles são especialistas em gunzeiras. Foi bem sucedida e satisfatória a campanha construída em uma grande relação de amizade, trabalho árduo, persistência e dividindo a paixão por um surf de performance.

 

O design das pranchas foi progressivo em poucos anos, e como Mick e eu gastamos muito tempo na shaping bay, trabalhando especialmente nos concaves, largura das rabetas e curvas, nos surpreendemos em como pequenas mudanças fazem grandes diferenças.

 

Como resultado do nosso tempo na bay, além da constante busca do aperfeiçoamento e refinamento, havia três pranchas que fizeram a enorme diferença nesta temporada de competição.

 

Primeiro havia a Snapper Board, que ele surfou durante a etapa da França até a semifinal, quando ela finalmente quebrou depois de ser colocada à prova, como o maior dos pesos pesados.

 

Essa prancha tinha um concave menor do que a prancha anterior. Mick disse que se sentiu livre para dar aéreos de frontside e surf seguro. Ele ganhou US$ 68 mil com essa prancha, incluindo a surpreendente vitória em Snapper, Austrália.

 

A segunda foi a Green Backup Board, que ele usou para vencer a final na França e solidificar a liderança sobre Kelly e Taj. Mick disse que a prancha também era boa, mas tinha um pouco mais de concave e não sentia tão seguro como com a mágica Snapper Board.

 

A terceira prancha, trazida ao Brasil, ele pegou do último lote que eu shapeei antes de ele ir. Essa era uma cópia da Snapper Board, só que um pouco mais fina na borda. Mick ganhou o título mundial no Brasil, foi coroado campeão na praia, celebrou rapidamente e voltou seu foco para vencer a final do evento. Foi muito bom Mick ter se consagrado campeão mundial no Brasil, local onde estou muito bem representado pelo shaper licenciado Sylvio Zampol, que vem desenvolvendo um ótimo trabalho de equipe com nossas pranchas.

 

A campanha para Mick vencer de novo no próximo ano já começou. Nós já temos dez pranchas na garagem dele, prontas para irem a água, e mais dez laminadas, para quando ele voltar do Hawaii. Estarei com Mick e os gêmeos Hazza (Hamington) assistindo-o a surfar Pipe, e assim beberemos muitas cervejas para celebrar o grande ano que foi para o surf australiano.

 

Foi um ano duro e eu tenho pó de poliuretano saindo dos meus ouvidos, mas tudo isso tem sido gratificante. Como um shaper, eu não poderia imaginar nada mais satisfatório do que trabalhar junto de duas grandes pessoas, ver seus esforços e a luta para levar alguns excepcionais resultados para a Austrália e colocar nosso país de volta ao topo do surf mundial.

 

A DHD Surfboards também produz as pranchas da campeã do WCT Feminino, Stephanie Gilmore.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.