Entre os dias 19 e 22 de março, dezenas de surfistas de diversas partes de todo o Brasil e até de outros países, como França, Suíça e Peru, estiveram reunidos no município de São Domingos do Capim (PA), capital nacional da Pororoca, para o estabelecimento do recorde de maior número de surfistas em uma mesma pororoca.
Alguns dos maiores especialistas no fenômeno foram escalados para fazer parte da megaoperação montada para o feito inédito. Entre eles estava o primeiro campeão brasileiro de surf na pororoca, o carioca Ricardo Tatuí, os pioneiros paraenses Noélio Sobrinho e Gilvandro Júnior, o cearense Adilton Mariano, heptacampeão brasileiro de surf na pororoca, e Marcelo Bibita, primeiro recordista de tempo de permanência em uma pororoca, além de vários outros caçadores de pororocas que fizeram questão de estar presentes para o estabelecimento do recorde.
A operação durou três dias, mobilizou cerca de 200 pessoas – entre surfistas e profissionais responsáveis pela segurança – e envolveu a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Marinha e o pessoal de apoio, que utilizou dez jet-skis, cinco bananas boat, cinco lanchas voadeiras e um helicóptero.