
Antes de mais nada gostaria de agradecer novamente todo o apoio e a torcida que recebi na minha busca pelo hexacampeonato mundial. Sem dúvida nenhuma o apoio mental e espiritual de cada um de vocês foi fundamental (como sempre foi nas minhas conquistas).
E é muito bom poder retribuir tudo isso da melhor maneira possível: ganhando títulos e levando o nome do nosso esporte e do nosso país pra cima.
Mas tem uma hora da vida da gente que temos que colocar nossos sonhos em prática. Esquecer o lado material, amadurecer mentalmente e esportivamente. Buscar as vitórias interiores. E uma delas está sendo conseguida agora.
O sonho de eu ter uma escolinha é bem antigo. Mas nunca tinha me sentido preparado suficientemente para assumir e confiar minha vontade a algum grupo. Por isso, quando resolvi colocar em prática, busquei o que eu achava que seria o melhor para ela, para os alunos e para o esporte.
Já sabia do trabalho da ABBC com um escolinha no Posto 5, que é a minha casa. Sabia também do amadurecimento do grupo, que já era bom e confiável. Pois tinha na cabeça e na formação simplesmente o Chico. E esse dispensa comentários.
Não sabia por onde começar. Então, o Chico me deu sugeriu a Escolinha 360 graus, na Bahia. Entramos em contato com o Márcio Torres (eu e o Flávio Brito) e perguntamos se poderíamos fazer um ?estágio? com ele e, realmente, aprender o que é uma escola de bodyboarding.
Quando chegamos à Bahia, pudemos ver e comprovar tudo o que todo mundo sabe: o trabalho do Márcio Torres é de uma competência e seriedade, aliado à uma dinâmica de grupo e uma preocupação de integração, fora do normal.
Foi de babar. Não é a toa que ele revelou um dos maiores nomes do bodyboard do momento. Nós podemos ver em Uri Valadão o reflexo do que é a Escolinha 360 graus. Um reflexo do Márcio: seriedade, competência, profissionalismo, união, humildade, esportividade. E tudo isso direcionado da melhor maneira possível.
E pelo visto está sendo comprovado em todas as categorias. Sem contar o trabalho social desenvolvido. A satisfação de ter uma criança pegando onda do seu lado…sendo que essa mesma criança poderia estar no morro, nas favelas, com uma arma em na mão… Só quem faz um trabalho social tem consciência do que estou falando.
Nessas horas a gente esquece que é hexacampeão mundial. Nessas horas que vemos nossas vitórias.
Já dei muita prancha, muita roupa, mas pela primeira vez sinto que estou educando e ajudando alguns de verdade. E a recompensa disso é melhor do que qualquer título mundial.
Eu não entendia quando lia que muitas pessoas que tem condições de ajudar imploravam para outras pessoas participarem. O meu tempo sempre foi curto. Mas agora, vejo que poderia ter entrado há muito tempo nesse trabalho.
E eu não consigo sair da água!! Não consigo largar meus alunos. Parece que eu quero ensinar, ficar do lado, conhecer o tempo todo. O horário da aula termina e nós ficamos até quase anoitecer! Não dá vontade de ir embora. Fica a saudade e a vontade da próxima aula chegar logo.
E é lógico, quero fazer meus campeões também!!! Estou dando o gás. Tá todo mundo vendo que a molecada vai dar trabalho.
Eu agradeço e muito ao Márcio e a todos na Bahia .Sem vocês podem ter certeza que eu não sairia do papel. E por falar nisso Márcio…senti sua falta no aeroporto. Você estava no Rio e não foi. Tá me devendo essa. Sua presença ia ser uma alegria para mim, pois tem um pouco de você na minha escolinha.
Espero que continue crescendo, que cada vez mais tenha captação de recursos, e que a gente possa criar intercâmbios, campeonatos. Enfim, continuar o que é nosso!
Queria agradecer aos instrutores, aos monitores (Flávio, Alexandre, Daniel, Ligadinho, Rodrigo, Flávio), ao Chico pela experiência que passa a todos aos alunos! Valeu Felipe, Marina e Larissa – os primeiros.
Os novos são muitos! Não vou falar todos. Sem contar a equipe de competição que está dando o maior gás. Quando cheguei e vi o tamanho da turma… Foi demais.
E como é bom ver todos evoluindo! Aprendendo de verdade o gosto pelo mar, pelas ondas.O respeito, a união e companheirismo. Humildade e garra.
Coisas que todo mundo nasce com elas.Só precisam ser trabalhadas. E eu vou trabalhar para que muitos tenham isso.
E a gente não pode esquecer nunca o fundamental, sempre:
Cada onda descida é um sorriso (não é Márcio?).
100% Bodyboarding!
Um abraço a todos e mais uma vez obrigado