
O deputado estadual Carlos Minc, do Partido Verde, enviou na última quarta-feira um ofício a Icaro Moreno, presidente da Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas), solicitando informações sobre o andamento da obra de despoluição em São Conrado, zona sul do Rio de Janeiro.
A iniciativa do deputado, que também é presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), ocorre depois de receber em seu gabinete Fernando Gaspar, correspondente do Waves.Terra no Rio de Janeiro e um dos articuladores do movimento em defesa da balneabilidade de São Conrado.
Na ocasião, foram discutidas estratégias e ações no sentido de dar uma rápida solução para a língua negra localizada no canto esquerdo de São Conrado, tradicional reduto de surfistas e bodyboarders do Rio de Janeiro.
Leia a seguir a íntegra do ofício enviado pelo deputado Carlos Minc à presidência da Serla.
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Rio de Janeiro 23 de Março de 2005.
Ofício CDMA Nº 089/2005
Ao Exmo. Sr.
ICARO MORENO
Presidente da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas – SERLA
Senhor Presidente,
Com relação às obras de despoluição da Praia de São Conrado, realizadas pelas Serla, está a Estação de Tratamento que, segundo informação do órgão, entrará em pleno funcionamento no inicio de abril, contribuindo para que não haja mais nenhum problema de línguas negras na praia de São Conrado. Sabemos que a estação já se encontra pronta, operando em fase de teste, restando apenas a conclusão de 30 metros de galeria, que ligará a galeria existente ao túnel. Toda água tratada será desembocada no mar, numa distância de aproximadamente 400m da subida da Avenida Niemeyer, local conhecido como “Cantão” (referência ao costão do canto esquerdo da praia de são Conrado) pelos surfistas e pescadores que ali ficam.
Sabemos que foram gastos cerca de 16 milhões de reais para a construção da estação de tratamento, do túnel e da galeria, e que a estação apresentará uma capacidade de tratamento de 350 l de esgoto por segundo, proporcionando um sistema de esgoto especial para a favela da Rocinha.
Com base nestas informações, e na Lei 2661/96, de minha autoria, solicitamos sejam respondidas as seguintes informações:
1. Qual o tipo de tratamento dado ao esgoto na estação de tratamento de São Conrado?
2. A totalidade dos efluentes que sairá no costão esquerdo da Av. Niemeyer estará tratada pela estação?
3. Existem outros canais que desembocam no sistema, após a estação de tratamento, cujos efluentes são lançados juntos no costão da Niemeyer?
4. Em caso afirmativo, que tipo de tratamento estes efluentes estão recebendo antes de serem lançados no costão da Niemeyer?
5. Sabemos, por moradores e freqüentadores do local, que os efluentes que têm sido despejados no costão têm apresentado odor muito fétido, turbidez e sólidos flutuantes. Isto é esperado pelos técnicos do órgão?
6. Segundo a Serla, ao final das obras, a balneabilidade será restabelecida e a praia de São Conrado estará em ótimas condições para o banho, esporte, lazer e turismo. O órgão já realizou análise da qualidade da água no costão esquerdo da praia, após a saída do esgoto, para saber se está dentro dos limites estabelecidos pela legislação em vigor com relação aos índices de coliformes totais e fecais?
No aguardo do atendimento ao solicitado, agradecemos a atenção e reiteramos votos de consideração e respeito.
Atenciosamente,
Carlos Minc
Deputado Estadual
Presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da ALERJ