
Rolou no último domingo (30/01) o 2005 Pipeline Bodysurfing Classic, 34a edição anual deste evento no pico de Pipeline, North Shore da ilha de Oahu, Hawaii.
Esse é o campeonato mais antigo no Hawaii, quando o surfista enfrenta as ondas rasas, perigosas e tubulares de Pipeline “no peito”, usando como acessório apenas um par de
nadadeiras e mais nada, pois o atleta não pode usar aquela pranchinha na mão, chamada
“Hand Board”.
Esse ano o evento foi disputado por 48 atletas – 32 havaianos (muitos são lifeguards da lha); nove norte-americanos sendo oito californianos (entre eles o surfista profissional Keith Malloy) e um atleta do estado de Oregon (Phillip Deras) três franceses; um australiano; além de mim e mais dois estrangeiros os quais não descobri as nacionalidades.
Patrocinado pela South to South, com 17 anos de dedicação à modalidade, representei o Brasil em minha sétima temporada na ilha.
O campeonato tem formato eliminatório. São formadas oito baterias de seis atletas, com a classificação dos três primeiros até as quartas, semi e final.
Esse ano o campeonato contou com uma janela de espera de sete dias, mas nem precisou tanto, porque já no segundo dia da janela bombaram ondas de 10 pés plus pela manhã, abaixando para 8 pés à tarde.
Clique aqui para ver a galeria de fotos do Pipeline Bodysurfing Classic.
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Com vento terral e sol o dia inteiro, estava um dia daqueles, abençoado por Deus, ainda mais sendo possível escolher as ondas sem preocupação com aquele crowd insano de Pipeline.
Foi um dia perfeito para eu poder evoluir meu bodysurfing. Para registrar os momentos, estavam a postos os fotógrafos e cinegrafistas Bruno Lemos e Tony Fleury.
No primeiro round, passei minha bateria em primeiro contra cinco havaianos e avançaram comigo para as quartas-de-final Jay Thompson (2o) e James Duca (3o).
Apesar de não haver categoria feminina, o campeonato também teve presença da californiana Judith Sheridan, que chegou a passar sua primeira bateria entre os homens.
Nas quartas, juntaram-se a nós Todd Sells (jovem havaiano lifeguard de Pipeline), Mark Cunnigham (45 anos e chefe dos lifeguards do north shore, mestre na arte de entubar em Pipeline no peito, onde já ganhou vários campeonatos) e o havaiano Joe Steinmetz.
Das quartas de final até a final, foram avançando Mark Cunnigham, Todd Sells e eu. Neste caminho, foram eliminados importantes nomes como Steve Kapela, Pete Johnson, Ace Cool e Larry Russo.
Nas outras baterias, os destaques foram Mike Stewart (bodyboarder que sempre compete de bodysurf em Pipe e até já ganhou vários campeonatos), Keith Malloy (o surfista mostrou que mesmo sem prancha ele também entende de entubar) e a revelação Phillip Deras, natural de Oregon que está constantemente treinando no Hawaii.
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A final foi muito disputada e a escolha das ondas era um ponto primordial. Mas os atletas fizeram bonito e mostraram um bodysurf de primeira qualidade, com tubos perfeitos que arrancaram aplausos da galera na praia. Todd Sells ficou em primeiro lugar e eu acabei em quinto.
Sei que o Brasil tem um potencial enorme e litoral imenso, com muitos picos que quebram clássicos em alguns dias. Já existe um número grande de atletas brasileiros praticando o bodysurf, com surfistas e bodyboarders praticando como treino.
Já existe a ABBS (Associção Brasileira de BodySurf ) que neste ano de 2005 já está promovendo três etapas no Brasil, sendo uma delas em Floripa, outra no Rio de Janeiro e outra em São Paulo.
É importante sempre promover a prática de esportes, viver uma vida saudável sem drogas, e com a consciência na preservação do meio ambiente, além de respeito ao próximo.
Interessados pelo bodysurf podem encaminhar e-mail para [email protected] .
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Resultado Pipeline Bodysurfing Classic
1 Todd Sells (Haw)
2 Mike Stewart (Haw)
3 Mark Cunnigham (Haw)
4 Phillip Deras (EUA)
5 Rogério “Cajú” Schefler (Bra)
6 Keith Malloy (EUA)