No último dia 26 de junho, um mesmo swell fez a festa dos tow-surfers em boa parte do litoral brasileiro.
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Uma forte ondulação de Sul com cerca de 8 pés (2,5 metros) proporcionou boas ondas no litoral catarinense, agraciadas por um vento Noroeste (terral).
Na praia da Joaquina, duas duplas fizeram a cabeça numa excelente session. Muitos tubos perfeitos para os dois lados com vento terral e lindo dia de sol. Romeu Bruno e Paulo Moura, dois atletas profissionais, pegaram ótimas ondas.
Mas, foi Dê da Barra e seu aluno Rico Grunfield quem roubaram a cena. Uma modalidade que vem crescendo muito por todo o litoral brasileiro e precisa ser praticada com responsabilidade, sob orientação de verdadeiros profissionais do assunto.
Dê da Barra, conhecido big rider catarinense, faz parte da equipe Salva Surf Resgate há oito anos. Atua como piloto na segurança aquática dos eventos e ainda instrutor de tow-in.
Pratica e leciona as técnicas do tow-in e resgate com jet-skis de forma responsável, obedecendo às normas internacionais de salvatagem e às normas da marinha quanto ao uso adequado de embarcações.
“Existem muitas pessoas praticando o surf rebocado por jet-skis em áreas proibidas, sem noção do perigo e ainda sem ser habilitado para essa modalidade. Também existem pessoas passando por instrutores desta modalidade sem qualquer preparação para esta função. Queremos e precisamos acabar com essas irregularidades nos outsides e, para que isso possa virar realidade, todos os interessados em iniciar no tow-in devem procurar pessoas e instituições sérias, profissionais da área”, alerta o experiente tow surfer Dê da Barra.
Na session da Joaquina, para provar a veracidade dos fatos, Dê leva seu aluno ao limite tanto na pilotagem, como na posição de surfista. O aluno Rico Gruenfield coloca Dê em excelentes ondas e vice-versa. O tow-in praticado assim pode ser uma opção para muitos surfistas que abandonaram o surf na remada.
O empresário Rico Grunfield, 47, começou a surfar aos 10 anos e parou de surfar por muitos anos. “O tow-in fez renascer em mim, de uma forma segura e prazerosa, a vontade pelas ondas, principalmente agora que existem milhares de surfistas nos outsides. A disputa é muito grande”, fala Rico.
