Danilo Couto descola novo patrocínio

O big rider Danilo Couto, 28 anos e recém-casado, é a mais nova atração da Red Nose. Agora, a parceria com o carioca Rodrigo Resende, que também é patrocinado pela marca, ficou ainda mais forte.

Lapidado nas ondas pesadas e tubulares da praia do Barravento, em Salvador (BA), Couto é atualmente um dos maiores nomes brasileiros quando o assunto é ondas grandes.

 

Há sete anos residindo no Hawaii, o baiano vem botando pra baixo em diversos picos sinistros ao redor do mundo, como Mavericks, Teahupoo, Todos os Santos, Pipeline, Waimea e Jaws.

Em uma rápida conversa por telefone, Danilo nos contou alguns detalhes sobre sua vida, a

parceria com Rodrigo “The Monster” Resende, a lista de convidados do tradicional Eddie Aikau Invitational, as novidades do North Shore, além de outros assuntos.    
 
Por que você decidiu morar no Hawaii?
 
Em dezembro de 96, fui até a ilha de Maui visitar meu amigo Yuri Soledade e acabei ficando por lá durante um ano. Fiz uma boa base e depois me mudei para Oahu, no intuito de experimentar as ondas grandes do North Shore. Acabei gostando e resolvi morar por aqui.
 
Qual o swell mais sinistro que você já encarou?  
 
Na remada, foi um swell com ondas de 25 pés

plus fechando em Waimea Bay, com um forte vento maral. Quase morri naquele dia… E no tow-in, uma sessão com ondas de 35 pés em Mavericks. Esta foi minha primeira sessão de tow-in.
 
O que você achou da lista de convidados do Eddie Aikau Invitational?
 
É uma lista feita sob muitos interesses e política. Tem gente que nunca provou ser um grande surfista em Waimea e é convidado. Mas tem muito casca-grossa também, e logicamente um deles vai ganhar. Brasileiro não é muito bem vindo neste evento. Campeões mundiais como Carlos Burle e Rodrigo Resende não poderiam estar de fora da lista principal.
 

Você tem esperanças de um dia ser convidado para este evento?
 
Não.    
 
Quando começou esta parceria com o “The Monster”?
 
Eu e o Rodrigo viajamos e surfamos juntos nos invernos há cinco anos. A parceria sempre existiu, inclusive ele me convidou para formar dupla no Tow-In World Cup de 2002. Desde então, adquirimos nosso jet-ski e passamos a treinar bastante. Agora que estamos juntos na Red Nose, espero que possamos explorar cada

vez mais as ondas gigantes ao redor do mundo.
 
Qual a repercussão, aí no North Shore, do fato ocorrido com o Raoni Monteiro e o Yuri Sodré?
 
Estou meio por fora dos bastidores internos da ASP, mas entre nós brasileiros, tá todo mundo revoltado.O Raoni está garantido no WCT, mas se o Yuri fosse australiano, ganharia uma vaga de wild card no Circuito. Só espero que isso não os desanimem e eles voltem com força total.     
 

Você já passou por uma situação semelhante? Qual sua opinião a respeito disto?
 
Como estou aqui no Hawaii há um bom tempo,

já saí e entrei inúmeras vezes. Quando voltei do Tahiti no ano passado, me deram uma geral procurando vestígios de que eu trabalhava por aqui. Me colocaram nessa famosa salinha de espera, mas
depois de me revistarem várias vezes fui liberado. Só acharam cordinhas, quilhas velhas e roupas. Acredito que isso seja conseqüência da situação de medo, insegurança e desconfiança que os Estados Unidos estão passando. Acham que todo mundo é terrorista.
 
E a temporada havaiana? Qual sua expectativa para este inverno?
 

Já rolaram alguns swells bons. Muita onda média, 6 a 8 pés com formação perfeita, 10 a 12 pés… Mas nada gigante por enquanto. Dizem as más línguas que este inverno será ruim. Mas o que é bom pra uns (ondas grandes), é ruim pra outros (marola). Mas uma coisa é certa: vai dar onda grande, pesada, e vai ter muita prancha quebrada.

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