
O surfista potiguar Danilo Costa, 28, é atleta exclusivo da Oakley. Costa, que contava com o co-patrocínio da empresa há 11 anos, agora compete com o logotipo no bico da prancha.
Seu principal objetivo no momento é retornar à divisão de elite do surf mundial, o WCT. Em 2003, ele sofreu uma forte lesão no pé direito durante a etapa das Ilhas Fiji e ficou três meses parado, o que acabou prejudicando uma melhor performance do potiguar na temporada.
Porém, ele ainda guarda boas lembranças do ano em que disputou o WCT, principalmente da excelente terceira posição obtida nas perigosíssimas esquerdas de Teahupoo, Tahiti.

Na ocasião, o surfista teve uma atuação impecável e despachou nomes como Mark Occhilupo, Damien Hobgood, Dean Morrison e Kalani Robb, arrancando elogios de todos que presenciaram o evento.
Kelly Slater, para quem perdeu na semifinal, também não economizou elogios ao estreante no tour.
“Antes da bateria, ele falou muitas coisas legais para mim, que eu estava surfando muito bem, que iríamos fazer uma bela bateria, que o surf brasileiro devia estar muito feliz pelo que eu estava fazendo em Teahupoo, etc”, relembra Danilo.
“E depois ele veio me parabenizar pela bateria e disse que a minha onda 9,4 era um 10, já que eu tinha pego um tubo animal. No final da bateria ele ficou me segurando para que eu não ficasse solto no outside”, conclui o potiguar, apelidado de “Giant Killer” (matador de gigantes) pelos locutores da prova.
Como surfista profissional, Danilo Costa já disputou diversas finais no WQS. Destaque para as vitórias no Uruguai (96), EUA (97) e Japão (2005), país em que subiu ao pódio em quatro etapas.
Com a vitória em Virginia Beach, Costa tornou-se o primeiro brasileiro a vencer uma etapa do circuito mundial nos Estados Unidos (sem incluir o Hawaii, onde Fabinho Gouveia venceu uma prova em Sunset Beach).
O potiguar revela estar motivado este ano e vai fazer de tudo para conseguir a classificação para o WCT.
“Estou muito feliz em ser atleta exclusivo da Oakley, empresa que há 11 anos acredita em meu trabalho. Tenho o maior prazer em competir com o logotipo no bico, pois era o meu patrocinador mais antigo”, diz o surfista, que conta ainda com o co-patrocínio da Tent Beach.
“Tenho uma relação internacional muito boa na Oakley. Os dirigentes da empresa sempre trataram todos os atletas de igual para igual, independentemente da nacionalidade. Com os brasileiros não é diferente, graças ao excelente trabalho do Luís Henrique (diretor de marketing da Oakley Brasil)”, conclui Danilo.