
Entre os dias 6 e 18 de maio as atenções estarão voltadas para o arquipélago da Polinésia Francesa, mais precisamente para Teahupoo, Tahiti, onde acontece a terceira etapa do WCT reunindo os 45 melhores surfistas do mundo.
Além dos oito integrantes brasileiros do WCT, Danilo Costa participa do evento principal como wild-card escolhido pelo patrocinador da etapa, a marca australiana Billabong.
Danilo Costa, 26, volta a Teahupoo pela sexta vez e comemora o ingresso no evento principal. “Eu fazia parte da relação dos trialistas e já estava contente com isso. Mas foi maravilhoso receber um telefonema da Billabong confirmando a minha participação no evento”, disse o atleta, terceiro lugar no ano passado, quando foi eliminado em um show de tubos contra o norte-americano Kelly Slater, vencedor da etapa.

Depois de passar por várias baterias, despachando grandes nomes como Mark Occhilupo, campeão em 99, Damien Hodgood e Dean Morrison, Danilo passou a ser chamado pela mídia internacional de Giant Killer (matador de gigantes) e o próprio Kelly Slater o chamou pelo apelido.
Danilo Costa sabe que a etapa em Teahupoo gera um desconforto nos atletas e diz que todos os competidores ficam ansiosos. “Ninguém fica tranqüilo dentro d’água. Conseqüentemente, os erros acontecem e você tem que estar concentrado para aproveitar as falhas”.
Por quebrar numa rasa bancada de coral, a onda de Teahupoo é considerada uma das mais temidas do mundo. Para surfá-la com segurança, é preciso muito treino.
“Só com muito treino você surfa bem aquela onda. É igual ao Hawaii, você vai se acostumando e, com o tempo, fica mais à vontade no pico, no caso de nada grave acontecer”, diz o atleta potiguar.
Habituado ao power de Teahupoo, Danilo sente-se à vontade. ?É o lugar que mais gosto de competir. Já estive no Tahiti umas cinco vezes e conheço bem aquela onda. Vai ser muito bom voltar para Teahupoo?, avisa.
Entre os brasileiros, ele destaca boas atuações de Teco Padaratz e Joca Junior. “Mas Renan Rocha e Paulo Moura foram os que mais me impressionaram”.
Devido a uma contusão sofrida no Tahiti em 2003, Danilo não conseguiu manter-se no WCT. “Fiquei um ano entre os tops e foi maravilhoso. Infelizmente uma contusão no tornozelo me deixou fora. Entretanto, estou confiante para voltar em 2005”, revela o atleta que recebe supervisão do manager Luiz “Pinga”.
Além da Billabong, Danilo conta com também com o patrocínio da Oakley, Tent Beach e pranchas Ricardo Martins.