Todo surfista sonha com os melhores lugares e companhias para uma surf trip. Foi em busca da concretização deste sonho que quatro amigos da cidade de São Paulo, frequentadores do litoral paulista, partiram em meados de outubro para a Costa Rica, um país de 4,5 milhões de habitantes, localizado na América Central.
Com o intuito de desvendar e explorar as bem faladas ondas da Costa Rica, o jornalista Gerson Rodrigues, o administrador de empresas Émerson Claro Magalhães, o engenheiro Daniel Lopes Costa e o autônomo Danillo Rueda, se organizaram durante meses para conciliar as férias, comprar equipamentos e recolher dicas, sugestões e opiniões.
Se a expectativa já era boa, ao chegar no local da primeira parada, em Playa de Jacó, que fica no litoral central do país, a alegria se multiplicou. Depois de nove horas de viagem, com uma escala no Panamá e mais duas horas de carro, chegar e se deparar com um 1,5 metro de ondas perfeitas, não tinha o que falar e sim fazer. O cansaço da viagem foi deixado de lado e rolou a primeira queda. Não havia melhor forma de boas vindas.
Depois de dois dias em Jacó, passando também pela praia de Hermosa, que fica a três quilômetros de Jacó e possui ótimas ondas, os amigos seguiram sentido ao Norte da Costa Rica. A ideia inicial era permanecer em Tamarindo, onde há uma boa estrutura hoteleira, gastronômica, comercial e ótima localização, pois fica próximo às principais praias da região. Mas os viajantes não contavam com uma maratona esportiva que atraiu 6 mil participantes para o pequeno vilarejo.
Sem êxito na procura de hotel surgiu a ideia de seguir para a famosa e lendária Playa Negra, que fica a 20 quilômetros de Tamarindo, cuja praia é bastante conhecida por receber perfeitas ondulações em seu reef break. A turma ia permanecer no pico por poucos dias, mas a constância e regularidade das ondas fizeram com que os viajantes permanecessem no local por uma semana. Devido ao fundo de pedra é preciso respeitar as marés.
O melhor horário para o surf é na maré cheia, a partir das 5 horas da manhã, quando os corais estão profundos. Quando a maré começa a secar, por volta das 10 horas, o perigo fica eminente e as pedras começam a surgir. Melhor horário para voltar ao mar é a partir das 16 horas, quando a maré enche novamente. São direitas e esquerdas intermináveis, aquelas que todos os surfistas sonham.
Perto dali, a 7 quilômetros, está a Playa de Avellanas. Um beach break perfeito, capaz de proporcionar ondas incríveis. Mais uma vez os quatro amigos foram abençoados. Na primeira visita se depararam com ondas em torno de 1 metro, com paredes extensas e manobráveis. Devido às condições o dia seguinte de surf também rolou em Avellanas.
Outro pico que não poderia estar fora do roteiro era a famosa praia de Roca Bruja, conhecida também como Witch´s Rock ou a Pedra da Bruxa. O acesso à praia, que fica em uma reserva ambiental, acontece de barco ou por uma extensa estrada de terra, onde apenas carros 4×4 são aconselháveis. Antes de chegar ao point das ondas muitas surpresas: golfinhos e gigantescas tartarugas surgem no caminho, como uma espécie de boas-vindas.
Ao se aproximar da lendária pedra da bruxa, a adrenalina começa aumentar, pois as ondas já podem ser avistadas. Mais uma vez os quatro amigos surfaram sozinhos ondas de 1 metro com a formação perfeita. Antes de se despedirem do pico, passaram ainda por Oliens Point – uma extensa direita que quebra quase em alto mar e termina em pequenos rochedos na areia, onde há diversas histórias da presença de jacarés.
Um fator bastante curioso no país é o pacífico localismo. Em todas as praias visitas quase todos os surfistas locais possuíam prazer em transmitir boas vibrações. É claro que os viajantes devem sempre exercer o tradicional lema: “Respeite para ser respeitado”. Foi o que os quatro amigos transmitiram por onde passaram. Fruto disso são os laços de amizade criados com vários locais.






























