Flávio Ascânio entre o legend Luis Neguinho (esq) e o Prof. Marcello Árias. Foto: Divulgação.

É notório, em praticamente todas as partes do mundo, inclusive no Brasil, o crescimento do número de praticantes e interessados nos esportes radicais praticados com prancha.

 

Conhecidos e apreciados por serem mais agressivos e exigirem alto grau de conhecimento técnico, estes esportes necessitam de profissionais gabaritados para serem devidamente ensinados.

 

Um dos responsáveis no Brasil pela formação desse novo nicho de especialização é o Prof. Ms. Flávio Antônio Ascânio Lauro, Coordenador e Professor do Curso Lato Sensu ?Ciências

Aplicadas aos Esportes de Prancha?.

 

Aulas prática do curso Lato Sensu ?Ciências Aplicadas aos Esportes de Prancha? da Unipran. Foto: Divulgação.

Pioneiro no país, o curso existe há quatro anos na Unipran ? Universidade da Prancha, braço do grupo de ensino Unimonte, em Santos (SP), e está perto de começar a formação da quinta turma de alunos.

 

As inscrições para o curso deste ano estão abertas até a próxima quinta-feira, dia 20.

 

As aulas são realizadas uma vez por mês, durante um final de semana, e começam no dia 28 de abril. O corpo de professores traz profissionais que, além de sólida formação acadêmica, atuam no meio dos esportes com prancha.

 

Entre eles estão Marcello Árias, Rafael Sobral (webmaster do Waves.Terra), Alexandre Vianna (da revista 100% Skate e CBSK), Adriano “Teco” (shaper da Silver Surf), Rogério “Lalau”, Pedro Rodrigues, Marcelo e Maria Lúcia Baboughluian (da clínica
Projeto Marazul).

 

Nesta entrevista, o professor surfista Flávio Ascânio explica o que mudou no curso desde e quais as tendências para os próximos anos no mercado dos esportes praticados com prancha.

 

 Como surgiu a idéia do curso e como tem sido a evolução do conteúdo?

 

A idéia de fazer um curso de pós-graduação em esportes de prancha surgiu depois de outros vários cursos (livres e de extensão universitária) que eu e o Prof. Marcello Árias ministramos. Decidimos criar um curso que atendesse nossas necessidades e que fosse importante para a formação das pessoas interessadas em trabalhar com estes esportes, independentemente da formação acadêmica delas. E nos outros cursos, percebemos que ainda estava faltando algo a mais para ajudar as pessoas a trabalhar melhor e não existia nada parecido sendo oferecido. O conteúdo do curso tem evoluído de acordo com a própria evolução da area e com sugestões de nossos próprios alunos e professores.
 
Como é o feedback dos alunos? Todos trabalham ativamente com o que aprenderam?

 

Nossos alunos têm sempre nos retornado com vários elogios e críticas positivas e construtivas a respeito do curso. Cerca de 80% deles utilizam direta ou indiretamente em seus trabalhos o conteúdo aprendido no curso. Uns 10% dos alunos ainda não estão trabalhando com o que aprendereram, mas estão se preparando para isto. Entretanto, algo interessante que acontece com aproximadamente 10% de nossos alunos é que eles utilizam o conhecimento adquirido somente para fins pessoais, sem interesses profissionais por enquanto. Inclusive, foi por este interesse estritamente pessoal de se aprofundar mais em vários assuntos ligados aos esportes de prancha que eles decidiram fazer este curso.
 
Quais foram as principais mudanças na grade das matérias nestes quatro anos?

 

Como as pessoas que tem procurado o curso têm formações diversas (Educação Física, Fisioterapia, Turismo, Tecnologia de Informática, Web Design, Administração, Engenharia, Biologia Marinha, Jornalismo etc.), o conteúdo do curso tem se tornado cada vez mais abrangente. Assim, algumas áreas da ciência ganharam mais aulas e outras perderam. Muitas destas mudanças foram sugeridas pelos alunos. O curso passa por reformulações no conteúdo a cada dois anos, o que significa que vamos para a terceira grade.
 
Que tendências você aponta para o futuro dos esportes de prancha?

 

Acredito que o mercado de trabalho dos esportes de prancha estará cada vez mais seletivo com todos os profissionais inseridos nele. Num futuro muito próximo não haverá mais espaço para pessoas despreparadas, tanto na parte teórica como prática, atuarem nos esportes de prancha como ainda ocorre hoje. Por isso, mais cursos ligados aos esportes de prancha devem surgir para preparar melhor os profissionais.

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