O livro “Pororoca – A onda da Amazônia” é resultado de seis expedições à fascinante onda do rio Araguari, comandadas pelo surfista Serginho Laus e o fotógrafo Fabio Paradise. Lançado pela editora Gaia, a publicação reúne, em 160 páginas, imagens da impressionante onda que eternizam as viagens.
“A Pororoca tem uma energia especial. Você sente a força da natureza. Na maioria das vezes, quando a ondulação se aproxima, cai uma chuva forte, às vezes com rajadas de vento. O primeiro contato com a onda é um estrondo, que aumenta com sua aproximação. Você olha para o lado e se vê no meio da selva, prestes a saltar do barco para uma parede lisa de água doce. É a liberdade total: nesse momento, você faz parte da natureza”, descreve Fabio Paradise o momento do encontro com o fenômeno natural.
O lançamento da publicação está marcado para o dia 31 de março, na FNAC do Park Shopping Curitiba, em Curitiba (PR), às 19 horas.
Surfistas da Amazônia As fotografias mostram um talentoso time de atletas que faz a tarefa de surfar a onda parecer fácil. Um deles é o big rider e waterman Jorge Pacelli, do Guarujá, que foi acompanhado da filha Nicole, surfista e campeã mundial de stand up paddle. O paulistano Eduardo Domingues foi mais um representante do pranchão, enquanto Alexandre Haigaz levantou a bandeira do foil board (modalidade na qual se surfa com uma prancha suspensa da água).
Mas não foram apenas pranchas de surf que deslizaram sobre as terrosas águas do Araguari. O paulistano Bruno Guazelli, campeão brasileiro de caiaque, protagonizou longos ziguezagues pelas lisas paredes, enquanto sua conterrânea Roberta Borsari tornou-se a primeira mulher a surfar a Pororoca de caiaque. Mais um desempenho emocionante da modalidade foi o do tricampeão mundial de paracanoagem, o paulistano Fernando Fernandes, que sentiu pela primeira vez o gosto da onda fluvial.
Sobre a pororoca De origem tupi, a palavra pororoca quer dizer “destruidor, grande estrondo” e foi o nome escolhido para o fascinante fenômeno natural. A onda pode atingir mais de 4 metros de altura e durar até duas horas. Ela surge da entrada da maré cheia no estuário do rio Amazonas, sob a forma de uma ondulação que se choca contra a corrente fluvial. Não é exclusividade brasileira, e ocorre em outras regiões de grandes marés, como o rio Dorgdone, na França (chamada de Mascaret), no rio Severn, na Inglaterra (chamada de Severn Bore), no rio Quintang, na China (chamada de Silver Dragon), no rio Kampar, na Indonésia (chamada de Bono), entre outras. No entanto, por uma questão de maior vazão, as ondas do território tupiniquim são as mais intensas do mundo, podendo alcançar até 7 metros de altura.
História Fabio Paradise é fotógrafo e surfista. Além do universo esportivo, atua em outras áreas, como turismo, gastronomia, cultura e moda. Serginho Laus é um dos precursores do surf na Pororoca e detém dois recordes mundiais para o Guinness Book na onda do rio Araguari (2005 e 2009). Com muitos quilômetros acumulados na onda amazônica, a dupla trabalha junto à equipe Surfando na Selva, formada por surfistas e aventureiros que desbravam ondas inóspitas de rios e marés, em parceria com organizações não governamentais.
Título: Pororoca
Subtítulo: A onda da Amazônia
Autor: Fabio Paradise
Editora: Gaia
Páginas: 160
Preço: R$ 160
Lançamento: janeiro de 2014
Edição: 1ª edição
Ano de publicação: 2014
Gênero: Esportes e Lazer
Origem: Nacional
Assunto: Surf / Esportes
Serviço
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Serginho Laus (Surfista Profissional Pororoca) 9958.1877