A primeira Mostra de Surf Art Brazil foi aberta na última sexta-feira (23/7) e reúne obras de arte ligadas ao surf e ao ambiente marinho, além de esculturas com temas oceânicos no Palácio das Artes, Praia Grande (SP).
O intuito de reunir tantas obras é levar a surf art, de artistas do Brasil e do mundo, ao conhecimento de todos. O foco principal é unir nomes consagrados junto a artistas que nunca participaram de exposições, caso de Carlos Pedrosa e Rafalel Escudeiro, que ganharam oportunidade física e intelectual.
Outro ponto característico da Mostra é a inserção de artistas locais que promovem a cultura na cidade por onde passam, a Surf Art Brazil, e incentivam artistas a participarem do projeto, como o caso de Serapião, Alexandre Huber e Tuca Mansur.
De imediato, este incentivo à arte já funcionou nas primeiras horas da abertura de exposição. Um artista local da Praia Grande (SP), chamado Rondon procurou os organizadores, Fernando Bari e Erick Wilson, revelando um emocionante depoimento ao relatar sua arte e sua vontade de estar no grupo dos artistas.
“Ao observar tantas obras de arte relacionadas ao mar, em minha cidade não posso ficar de fora. Minha especialidade é retratar animais marinhos”, revela Random.
A galeria de arte traz grandes nomes como Flavio Caporali, Drew Brophy, Erick Wilson, João Vianey, Fernanda O’Connell, Maritmo, entre outros, além das revelações Tom Veiga e Daniel Martinelli com muita surf art estampada nas paredes do Palácio das Artes.
Artistas cariocas como Leandro Silva e Marcelo Vieira representaram muito bem a cidade do Rio de Janeiro no evento. “Transitar entre tantas obras alucinantes e importantes me faz crescer como artista, cada tela que admiro aprendo algo com nossos amigos”, comenta Leandro Silva, que participa com 11 telas originais.
Na estreia do evento, convidados e artistas marcaram presença: João Vianey, Alexandre Huber, Erick Wilson, Tuca Mansur, Rafael Escudeiro, Rondom, Fabio Derisit, Marcelo Vieira, Leandro Silva, Fernanda Infanti, além do galerista Tito Bertolucci da Alma do Mar.
A cerimônia de abertura feita pelo artista local Serapião, que abençoou os presentes com performance havaiana, fechando com um depoimento emocionado do surfista Otaviano Taiu Bueno, presença marcante revelando suas emoções com seu retorno ao surf. O encerramento ficou por conta do grupo de dança havaiana Saphyra.
Outro ponto fundamental no conceito da Surf Art Brazil é passar mensagens ambientais de maneira eficaz e principalmente de forma artística. As ONGs presentes praticamente foram moldadas por artistas durante a montagem, integrando perfeitamente ao ambiente artístico da Mostra.
Um enorme pano estendido no chão capta assinaturas de crianças e adultos em uma ação da Ecosurfi. Já o Museu de São Vicente reúne conchas recolhidas ao redor do mundo em picos de surf e a Sea Shepeherd conta com exposição fotográfica.
As réplicas de pranchas idealizada pelo shaper Tão, da Glasser Surfboards, reúne nomes consagrados de surfistas e shapers desde 1910 até 2010 com pranchas em madeiras e de fibra.
A exposição de pranchas ainda revela passo a passo das etapas de construção de pranchas de surf. A ideia surgiu da cabeça dos organizadores e foi abraçada por Tão, que criou uma maneira eficaz.
Durante a semana rolam algumas atividades como filmes e documentários. No próximo sábado (7/8) está agendado uma grande oficina de arte com os artistas Alexandre Huber, Erick Wilson, Serapião, Fernando Bari e Carlos Pedrosa reunindo crianças de escolas para a pintura de uma grande mural que ficará exposto até o fim do evento.
Idealizada pelos artistas Fernando Bari e Erick Wilson, a exposição vai até o dia 14 de agosto e funciona das 9 às 18 horas de terça a sábado. O acervo conta com cerca de 100 obras e foi reunido pelo portal Cabeça Feita.
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