Simon Anderson

Criador da triquilha

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Simon Anderson sempre acreditou nas triquilhas. Foto: Divulgação
 

 

Na entrevista abaixo, ele explica com seu característico bom humor e humildade, como criou o revolucionário design, que lamenta, mas não muito, não ter patenteado. Simon não ficou milionário com seu lampejo genial, mas conquistou o respeito mundial que fez com que a revista Surfer o apontasse como um dos oito surfistas mais influentes do séc. XX e o 18º maior surfista de todos os tempos. Um dos poucos shapers a quem Kelly Slater recorreu quando quis experimentar uma prancha diferente, ele continua surfando com assiduidade para testar pessoalmente suas teorias, sempre buscando continuar evoluindo. Sua mais recente paixão foi pelas Quads, mas não durou muito para ele retornar ao seu grande amor, a Thruster, nome com o qual batizou o design que ainda não foi superado por nenhum outro.  

 

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Mais de três décadas depois, Simon se mantém fiel ao design. Foto: Jorge Mesquita

Como você se tornou um shaper?

Foi em 1971. Deixei a escola quando tinha 16 anos e surfava para a Shane Surfboards em Sydney. Naquele momento eu era um desconhecido, mas depois de trabalhar um ano consertando pranchas ganhei o Campeonato Australiano Jr. Então Shane, o dono da fábrica, me perguntou o que eu queria fazer, ele estava esperando que eu quisesse ser um laminador ou lixador. Sua fábrica era a melhor da Austrália e ele tinha alguns shapers bem famosos trabalhando para ele, como Terry Fitzgerald, Ted Spencer e vários outros. Escolhi ser um shaper.

Então você começou por cima?

Não,comecei lá embaixo e fui direto para o topo (rindo).

Seus primeiros shapes foram monoquilhas. Fez alguma alteração significativa no design delas?

Não, inicialmente estava descobrindo meu estilo próprio de shapear, eu sabia o que eu gostava no surf e estava experimentando pranchas de outros shapers. Quando você é inexperiente, você não sabe realmente o que fazer e está procurando inspirações. Encontrar isso nas pranchas de outros shapers e trabalhar o que você gosta, eu acredito que este seja o estado inicial de ser um shaper.

E quando as biquilhas apareceram? Você mudou para elas?

Claro que sim, eu testaria qualquer coisa que fosse nova e eu pudesse por minhas mãos nela. Acho que elas surgiram em 1972, não, foi em 1971, um pouco antes de eu me tornar um shaper. Lembro que Terry Fitzgerald me fez uma. Aquelas biquilhas era muito pouco sofisticadas, muito grossas na rabeta.  Elas vieram por pouco tempo e depois se foram de novo, e não foi até que Mark Richards as reintroduziu novamente, acho que em 75 ou 76, que elas retornaram a ser populares. Surfei com uma biquilha por um período bem curto em 1972 e depois voltei para as monoquilhas. Naquele estágio ainda havia muito trabalho a ser feito com as monoquilhas. 

Quando foi o momento em que surgiu a idéia de adicionar uma terceira quilha na prancha?

Demorou um pouco. A razão pela qual eu comecei a usar biquilhas foi porque Mark Richards estava dominando o Circuito Mundial, que estava indo para mais e mais lugares ao redor do mundo com ondas pequenas. Mark Richards estava ditando o ritmo e Shaun Tomson, Dane Kealoha e Terry Richardson já haviam se convertido para as biquilhas. Ficou bem óbvio que se você quisesse se dar bem neste novo Tour, tinha que surfar de biquilha. Mas por ser um cara grande, naquele momento o maior to Tour (Simon tem quase dois metros de altura e pesava cerca de 90 quilos na época), quando as ondas ficavam maiores de dois pés eu estava tendo muita dificuldade com as biquilhas. Eu era um surfista de monoquilhas e gostava da sensação delas, e tenho um pouco (muita) de força no meu surf por causa do meu tamanho, então eu estava aplicando um excesso de força nas biquilhas quando as ondas ficavam um pouco maiores. Talvez naquele ponto eu não tenha tido a habilidade de tentar descobrir uma maneira de fazer aquelas biquilhas melhores, para estabilizar elas um pouco mais. Não sabia como fazer isso e gostava de surfar de monoquilha, mas indo da biquilha para a monoquilha, havia uma área de problemática, porque obviamente a monoquilha não era tão rápida e nem tão solta quanto biquilha. Eu não podia surfar a biquilha em ondas de mais de dois pés, mas nas de três a quatro pés a monoquilha era muito lenta. Eu estava tentando trabalhar esta zona intermediaria, este problema que eu tinha. Voltei para Narrabeen (praia onde ele era local na Austrália) e um amigo tinha uma biquilha com uma pequena quilha bem atrás. Perguntei a ele o que aquilo fazia, e ele disse que ajudava a deixar a biquilha mais estável. Assim que ele disse isso, eu pensei imediatamente que iria colocar uma quilha inteira lá atrás e deixar a biquilha realmente estável. Então eu fiz a primeira prancha e a única mudança no design foi que eu precisei compensar uma pouco pela quilha extra fazendo as quilhas laterais um pouco menores que na biquilha, assim como a quilha que vai atrás.  Quando as quilhas foram laminadas na prancha, a quilha de trás estava saindo para fora da rabeta.

E a primeira prancha já funcionou de cara?

Sim, eu fiz para ondas de 3 a 4 pés e a primeira prancha funcionou muito bem. 

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No início dos anos 80, Simon Anderson era parado na praia por curiosos em checar o design revolucionário. Foto: Jeff Divine
 

 

Mas você tirou um pouco do volume do bico, como o Geoff McCoy vinha fazendo com as monoquilhas dele?

É verdade. Eu acredito que uma das razões que a Thruster foi bem sucedida em 1980, 81, é porque o Geoff McCoy tinha introduzido o design No Nose (Sem Nariz) em 1980. Eu surfei uma delas durante 1980 e por um tempo foi a minha melhor prancha. Peguei este design, fiz com minhas próprias bordas e detalhes e achei que era uma prancha muito melhor que as minhas de 79. Tudo estava pronto para as três quilhas serem colocadas com sucesso numa prancha por causa do trabalho que Geoff havia feito.

Então a triquilha nasceu de uma junção de diferentes elementos da monoquilha combinados com os da biquilha?

Sim, foi, mas funcionou de uma maneira tão bonita, e nós podemos ver isso hoje, porque tinha os melhores elementos dos dois designs que se sincronizaram de uma maneira linda por alguma razão que eu não sei por que. Você tinha toda velocidade da biquilha mais a estabilidade da monoquilha, tudo combinado perfeitamente.

Qual foi a reação das pessoas, eles pensaram que você estava maluco?

Meus amigos mais próximos ficaram muito animados, outras pessoas pensaram que eu poderia surfar qualquer design e que não havia nada demais naquele. No começo de 1981, eu levei o design para os Estados Unidos e fiz um modelo através do Gary MacNab da Néctar Surfboards. Fomos a um feira de surf na Flórida e basicamente introduzimos a Thruster no mundo comercial. Tivemos três encomendas, ou seja foi um grande fracasso (risada). Mas olhando pra trás hoje, foi bom que três pessoas encomendaram a prancha já que ela era tão diferente. 

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Simon provando pessoalmente em Pipeline que as três quilhas funcionavam muito melhor que as biquilhas em ondas tubulares. Foto: Don Balch
 

 

Foi ai que você decidiu provar que a prancha era boa vencendo os principais campeonatos do Circuito Mundial?

Sempre tive isso na minha mente. Mais do que um fabricante de pranchas eu era um surfista profissional (em 1977, Simon terminou 3º do mundo). Minha expectativa era ir bem nas competições, fazendo pranchas que fossem muito boas para qualquer que fosse o desafio que eu tivesse a frente, tanto faz se Pipeline ou Bells Beach ou Narrabeen, onde eu morava. Não era tanto que eu queria provar o design, pois eu acreditava nele e não me importava com o que as pessoas achavam, eu sabia que era apenas uma questão de tempo. Eu nem esperava ir tão bem como em 1981 (quando ele venceu três dos principais campeonatos do Circuito Mundial com Thrusters), aconteceu muito rápido. Eu fiz a primeira Thruster em outubro de 1980, e logo depois disso eu fui para a temporada no North Shore, no Hawaii, só que surfei em monoquilhas, pois era muito cedo para fazer guns e eu só tinha feito triquilhas para ondas pequenas. Em janeiro fui para a América, com o novo modelo feito pela Nectar e voltei para Austrália e o Tour Mundial começou logo depois. Não tive tempo para pensar muito, eu sabia que as pranchas eram incríveis.

E ai você venceu em Bells e Pipe…

Eu tive pouco tempo para desenvolver as pranchas antes do início da perna australiana do Tour. Um fato que pouca gente sabe é que o primeiro campeonato em que eu usei uma Thruster foi o Stubbies em Burleigh, e perdi para o Maurice Cole no primeiro round. As ondas estavam bem pequenas, então eu precisava de uma biquilha (risadas). Mas isso me deu tempo de me recuperar e ir para Bells Beach um pouco mais cedo e o resto é história. A prancha que eu surfei em Bells era uma 6´6”, um pouco maior.

Depois de Bells as pessoas passaram a encomendar a prancha?

Absolutamente. Logo depois de Bells, ficou bem óbvio. E também todos os caras no Tour foram para seus shapers e pediram para que eles começassem a trabalhar em pranchas Thrusters.

Mas Mark Richards continuou vencendo títulos mundiais de biquilha?

Sim (risadas) não havia como pará-lo, porque ele podia surfar a biquilha na maioria dos eventos ao redor do mundo e era muito difícil de ser vencido.

Mas ele nunca experimentou uma Thruster?

Ah, eu não tenho certeza quando Mark começou a surfar em Thrusters, mas ele definitivamente estava surfando em Thursters no Hawaii em 1982. Mas no resto do Tour ele continuou em biquilhas por mais dois anos. Em 81 e 82 ele foi campeão mundial. As triquilhas eram boas, mas as biquilhas também continuavam sendo. 

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Kelly Slater a caminho da vitória em J-Bay num Simon. Foto: Joli
 

 

Como você explica que algo que você inventou em outubro de 1980, 35 anos depois continue sendo o principal design em uso pelos melhores surfistas do mundo?

Fiquei na esperança de que alguma coisa melhor surgisse para ajudar meu surf um pouco (risadas), mas vai saber, tomara que surja algo novo pois todos nós precisamos de ajuda (mais risadas).

Mas 35 anos é muito tempo sem nenhuma grande mudança…

É, mas muito trabalho foi feito no aperfeiçoamento da Thruster, no shape, nas quilhas, só nos últimos cinco a dez anos é que não está acontecendo nada com as pranchas de nível profissional. Mas têm muitas coisas acontecendo em pranchas para outros surfistas, surfistas mais velhos, como eu mesmo (risadas).

Na época você tinha noção do tamanho da mudança que estava promovendo no surf em geral?

Sim, desde a primeira onda com a primeira prancha eu soube que o design iria ser a próxima grande sensação no surf. Se eu sabia que iria durar até hoje, não, não de verdade… É legal que tenha, é bom para mim eu suponho, mas não, eu não estava pensando nisso. 

Você pensou em patentear sua invenção? Poderia ser um milionário agora, quer dizer, não sei se você é…

Eu teria sido milionário, se eu não tivesse me casado (risadas)… É eu considerei patentear a idéia, algumas pessoas disseram que eu podia e devia, outros disseram não, não se preocupe com isso, no final eu pensei que se eu tentasse conseguir a patente eu talvez fosse gastar mais tempo tentando proteger aquela patente do que surfando. Eu tinha 27 anos, chegando perto do final da minha carreira de surfista profissional, e estava mais interessado em ser bem sucedido no Tour |Mundial, este era meu objetivo principal, mas hoje eu talvez me arrependa um pouco de não ter perseguido a patente. Mas naqueles tempos não haviam empresários de surfistas que pudessem te ajudar. Eu tinha minhas obrigações como surfista profissional e dono de uma fábrica de pranchas e muito trabalho para fazer, muitas distrações. Se eu me preocupo com isso? Não, não de verdade. Se eu sou rico? Não, não de verdade. O que eu ganho é que as pessoas de vez em quando me dão ondas no mar pelo que eu fiz (risadas). 

Matt Biolos, o shaper das pranchas Lost, começou um tempo atrás uma campanha pedindo para que cada shaper que fizesse uma Thruster te desse um dólar. Isso aconteceu? Qual foi sua reação?

Aconteceu por um tempo, foi um belo gesto do Matt. Eu passei por um período, do final dos anos 80 até o meio dos anos 90, em que eu estava tendo um pouco de dificuldade com o trabalho, e acho que o Matt e muitas pessoas pensaram que eu precisava de ajuda naquele momento, mas eu na verdade não precisava. Foi um gesto legal, mas pessoalmente eu não gostei muito da idéia, mas as pessoas quiseram fazer, então eles fizeram, algumas pessoas me mandaram um dinheiro, mas eu estou contente que isso já se esgotou.. Em 1994 fiz uma prancha para Kelly Slater e minha marca decolou, particularmente no Japão, e isso me deu um novo fôlego na vida.

Por que as Thrusters são tão melhores que as biquilhas quando surfadas de backside? Esta foi uma das principais vantagens do seu design, certo?

Sim, com certeza, pois de backside temos mais força, enquanto de frontside estamos nos nosso dedos, de backside estamos surfando com todo nosso peso nos calcanhares, e a biquilha e muito instável nesta situação. 

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O lendário shaper australiano continua testando as pranchas que faz. Entocado perto de casa. Foto: Andrew Kidman
 


E no tubo, esta foi outra vantagem grande…

Com certeza, pois você tinha a quilha lateral que poderia te segurar alto na face da onda e a quilha traseira que não deixava você escorregar face abaixo. A biquilha podia te levar a subir na face, mas não te manteria lá e você escorregaria. A Thruster dava muito mais controle.

O que não é bom, qual o defeito das triquilhas?

Não muitas coisas, se você observar os melhores surfistas de hoje em ondas pequenas e ver a velocidade que eles são capazes de gerar, você irá ver que tem algo muito assombroso acontecendo ali. Não existem muitos problemas com a Thruster, talvez ela seja às vezes rápida demais, mas os surfistas consertaram isso dando aéreos e longos floaters. Eles inventaram uma nova maneira de surfar porque o design tem muita velocidade depois que os concaves passaram a ser usados e os shapes se desenvolveram.

Em um determinado momento da sua vida, você declarou que nunca tirava medidas de suas pranchas, que era tudo no olhar. Hoje, na era dos computadores, com as pranchas sendo shapeadas por máquinas, tudo dependendo de medidas, você mudou sua idéia sobre isso? Você trabalha com máquinas?

Trabalhando com máquinas, computadores e fazendo desenhos, você tem que ter uma idéia geral da suas medidas. Eu continuo um pouco no manual, não analiso demais, o que significa que não sei cada detalhe de cada design, ainda tenho aquela filosofia de, ao trabalhar no computador, usar meu olhar para fazer o outline e a curva de fundo ao invés de se prender a uma determinada fórmula. Acho que não mudei muito. 

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Pausa para descanso na fábrica de Luciano Leão, seu licenciado no Brasil. Foto: Divulgação
 

 

Você consegue visualizar a prancha no computador?

Sim você pode, com certeza, e você pode ver ela aparecendo na tela, mas você tem que trabalhar depois com o que sai da máquina. Cada máquina é um pouco diferente e mesmo máquinas com o mesmo programa podem cortar uma diferente da outra, e você tem que monitorar isso para ser preciso. Fazem só quatro meses que passei a desenhar pranchas no computador, então eu continuo aprendendo.

Você ainda testa seus próprios designs ou você depende mais de uma equipe de surfistas. Quanto importante você acha que é para o shaper ser um surfista dedicado?

Você não precisa ser, mas acho que se você for um surfista dedicado e conseguir testas seus designs é uma grande vantagem. Para mim, agora, a equipe é muito mais importante do que costumava ser porque obviamente eu não posso surfar as pranchas que os surfistas top estão surfando. Da minha própria experiência eu tenho o feedback para fazer pranchas que tenham mais volume, é muito importante para eu ver o que está funcionando.

Você é um dos poucos shapers no mundo para o qual Kelly Salter pede pranchas. Quanto importante é ter uma relação desse tipo com o Kelly?

Obviamente é muito bom para o marketing. O surf cada vez mais é um esporte que gira em torno dos ídolos, então é muito importante para nós fabricantes de pranchas fazer pranchas para essas pessoas se quisermos ter prestígio na nossa indústria. A outra maneira é quando você se especializa e trabalha num certo tipo de prancha por muitos anos e recebe reconhecimento por isso. Fazer pranchas para o Kelly num par de ocasiões foi uma grande sorte pára mim.  Certamente minha história ajudou, Kelly estuda a história do esporte e tem interesse no surf e respeita os surfistas mais velhos. Ao longo dos anos também fiz pranchas pára caras como Shaun Tomsom e Tom Carroll, entre outros grandes surfistas.

Na sua campanha para o título mundial de 2004, Kelly venceu em Jeffrey´s Bay e Trestles com uma prancha sua. O que ela tinha de especial?

Eu acho que para ele foi um pouco diferente do equipamento que ele estava usando. Era uma com concave simples e rabeta round pin, tinha as mesmas dimensões das pranchas que eles estava usando do All (Merrick) mas ao invés de square, era round tail. Era apenas a prancha certa na hora certa, mas um pouco diferente do que todo mundo mais estava surfando no Tour. Foi um ano de chave para o Kelly, que estava tentando conquistar o título após seu retorno ao Tour. Para ele a única medida do sucesso é ganhar o título mundial e, após tentar por dois anos, sua confiança estava um pouco baixa. Aquela prancha ter aparecido naquele momento deu um impulso na sua confiança, não que ele precisasse muito.

Hoje você faz Quads também, mas anteriormente você disse que três quilhas era o máximo que se poderia colocar numa prancha devido ao arrasto que elas causam. Por que você mudou de idéia?

Bem, por que eu estava errado.

E quando você se tocou disso?

Eu me percebi isso quando as pessoas passaram  a usar Quads e comecei a ouvir suas experiências e decidi fazer minha própria versão. Mexi numa coisa ou outra aqui e ali e descobri que elas funcionavam mais como uma biquilha com um pouco mais de controle. Como eu estava ficando mais velho e querendo uma prancha um pouco mais rápida e solta em ondas pequenas,  achei que elas eram boas.

Mas hoje dia você quer ser reconhecido pelas Thrusters que você faz ou as Quads?

Quads foram minha paixão por um período, pois elas me ajudavam em ondas pequenas, sendo mais velozes e soltas, hoje estou trabalhando em Thrusters que funcionam como Quads?

Como isso é possível?

Oh, você faz as rabetas mais largas, põe menos curva no fundo, move um pouco de lugar e muda de tamanho as quilhas. O problema que eu tinha com as Quads era que eu perdia o controle às vezes. As coisas mudam e você tem que explorar todas as possibilidades que aparecem. Isso é o que tento fazer.

E sua prancha pessoal hoje em dia, qual é?

Estou surfando exclusivamente com Thrusters.

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    Gabriel Medina voltou ao lugar mais alto do pódio nesta terça-feira (3), ao conquistar o Philippines Pro 2026, em Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas. O tricampeão mundial derrotou o australiano Jack Robinson por 16,93 a 14,50 e encerrou um jejum de mais de três anos sem vitórias no Championship Tour (CT). Sua última conquista havia sido em Margaret River, na Austrália, em abril de 2023. Depois de três vice-campeonatos na temporada, Medina aproveitou sua quarta final do ano para levantar a taça. O resultado também levou o brasileiro da quarta para a segunda colocação do ranking mundial, atrás do compatriota Yago Dora, a uma etapa do encerramento do circuito. A decisão foi disputada em boas ondas, com tubos profundos na bancada de Cloud 9. Jack Robinson abriu a bateria com 6,17 pontos, mas Medina respondeu com 7,50. Na metade do confronto, o brasileiro encontrou um tubo espetacular, recebeu 9,43 e deixou o australiano precisando de uma combinação de notas para assumir a liderança. Robinson reagiu e conseguiu sair da combinação, chegando a 14,50 pontos. Com a prioridade nos minutos finais, Medina administrou a vantagem e confirmou a vitória com 16,93 pontos, somando 9,43 e 7,50. O título também teve sabor de recuperação. Na etapa anterior, em Peniche, Portugal, Medina liderava a final até o último minuto, quando Griffin Colapinto conseguiu a virada e ficou com a vitória. Duelo brasileiro na semifinal Antes de enfrentar Robinson, Medina precisou superar Yago Dora em uma semifinal inteiramente brasileira. O tricampeão mundial começou forte, com uma nota 8,83, mas Yago respondeu com 7,00 e 6,50, chegando a assumir a liderança. Medina recuperou a primeira colocação ao somar 6,93 e fechou a bateria com 15,76 contra 13,50. Na outra semifinal, Jack Robinson derrotou Ethan Ewing por uma diferença de apenas 0,63 ponto. Apesar da eliminação, Yago segue na liderança do ranking mundial. Medina assume a segunda posição, enquanto Italo Ferreira, Griffin Colapinto e Miguel Pupo completam os cinco primeiros colocados. Caitlin Simmers conquista título feminino Na categoria feminina, a norte-americana Caitlin Simmers venceu o Philippines Pro ao superar a australiana Isabella Nichols por 12,00 a 10,77 na final. Simmers chegou à decisão depois de uma semifinal movimentada contra Carissa Moore. A havaiana sofreu uma penalidade por interferência, decisiva para o resultado de 9,43 a 5,67 favorável à norte-americana. Na outra semifinal, Isabella Nichols derrotou Tyler Wright por 10,17 a 7,00. Com o título, Simmers sobe para a terceira colocação do ranking feminino. Molly Picklum permanece na liderança, seguida por Carissa Moore. Decisão mundial em Pipeline A temporada 2026 do Championship Tour será encerrada em Pipeline, no Havaí, entre os dias 8 e 20 de dezembro. A etapa terá pontuação ampliada, com 15 mil pontos para os vencedores, e definirá os campeões mundiais masculino e feminino. Yago Dora chegará ao Havaí na liderança, mas terá Gabriel Medina como um de seus principais adversários na disputa pelo título. Depois de três vice-campeonatos e da vitória nas Filipinas, o tricampeão mundial mantém viva a possibilidade de conquistar sua quarta coroa. Confira mais informações em nossas próximas atualizações. Baterias do Philippines Pro Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 13,13 x 9,90 Callum Robson (AUS)2 – Seth Moniz (HAV) 12,66 x 10,33 Marco Mignot (FRA)3 – Filipe Toledo (BRA) 10,67 x 9,53 Cole Houshmand (EUA)4 – Liam O’Brien (AUS) 14,33 x 13,33 João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) 14,83 x 10,00 Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) 10,33 x 6,67 Noah Arkfeld (FIL)7 – John Mark Tokong (FIL) 16,60 x 11,00 Samuel Pupo (BRA)8 – Jayuard Alciso (FIL) 12,93 x 12,17 Kauli Vaast (FRA) Round 2 1 – Seth Moniz (HAV) 14,43 x 13,67 Italo Ferreira (BRA)2 – Jack Robinson (AUS) 13,23 x 12,60 Miguel Pupo (BRA)3 – Filipe Toledo (BRA) 14,00 x 12,33 Griffin Colapinto (EUA)4 – Ethan Ewing (AUS) 14,50 x 11,54 John Mark Tokong (FIL)5 – Yago Dora (BRA) 14,00 x 12,14 Connor O’Leary (JAP)6 – Kanoa Igarashi (JAP) 12,90 x 11,84 Jayuard Alciso (FIL)7 – Gabriel Medina (BRA) 15,23 x 14,50 Liam O’Brien (AUS)8 – George Pittar (AUS) 14,63 x 13,83 Leonardo Fioravanti (ITA) Quartas de Final 1 – Jack Robinson (AUS) 14,17 x 10,50 Seth Moniz (HAV)2 – Ethan Ewing (AUS) 17,17 x 14,93 Filipe Toledo (BRA)3 – Yago Dora (BRA) 17,37 x 9,60 Kanoa Igarashi (JAP)4 – Gabriel Medina (BRA) 12,33 x 9,17 George Pittar (AUS) Semifinais 1 – Jack Robinson (AUS) 16,63 x 16,00 Ethan Ewing (AUS)2 – Gabriel Medina (BRA) 15,76 x 13,50 Yago Dora (BRA) Final 1 – Gabriel Medina (BRA) 16,93 x 14,50 Jack Robinson (AUS) Feminino Round 1 1 – Caitlin Simmers (EUA) 15,17 x 9,00 Caroline Marks (EUA)2 – Yolanda Hopkins (POR) 10,10 x 7,00 Gabriela Bryan (HAV)3 – Luana Silva (BRA) 10,63 x 9,66 Bettylou Sakura Johnson (HAV)4 – Carissa Moore (HAV) 14,33 x 6,07 Sierra Kerr (AUS)5 – Molly Picklum (AUS) 11,50 x 4,50 Mara Lopez (FIL)6 – Isabella Nichols (AUS) 9,67 x 9,47 Lakey Peterson (EUA)7 – Tyler Wright (AUS) 11,93 x 10,64 Erin Brooks (CAN)8 – Nadia Erostarbe (ESP) 10,04 x 9,57 Sawyer Lindblad (EUA) Quartas de Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) 10,34 x 8,33 Yolanda Hopkins (POR)2 – Carissa Moore (HAV) 13,57 x 7,83 Luana Silva (BRA)3 – Isabella Nichols (AUS) 13,50 x 2,57 Molly Picklum (AUS)4 – Tyler Wright (AUS) 13,67 x 7,93 Nadia Erostarbe (ESP) Semifinais 1 – Caitlin Simmers (EUA) 9,43 x 5,67 Carissa Moore (HAV)2 – Isabella Nichols (AUS) 10,17 x 7,00 Tyler Wright (AUS) Final 1 – Caitlin Simmers (EUA) 12,00 x 10,77 Isabella Nichols (AUS) Ranking masculino da WSL 2026 Após 11 etapas 1 – Yago Dora (BRA) – 54.950 pontos2 – Gabriel Medina (BRA) – 53.210 pontos3 – Italo Ferreira (BRA) – 49.335 pontos4 – Griffin Colapinto (EUA) – 46.195 pontos5 – Miguel Pupo (BRA) – 45.270 pontos6 – Leonardo Fioravanti (ITA) – 45.015 pontos7 – Ethan Ewing (AUS) – 41.725 pontos8 – Kanoa Igarashi (JAP) – 39.155 pontos9 – Jack Robinson (AUS) – 34.965 pontos10 –

    Gabriel Medina encerra jejum de mais de três anos sem vitórias no Circuito Mundial, conquista o Philippines Pro e chega à última etapa da temporada na segunda posição do ranking.

    A Praia de Carcavelos, em Portugal, volta a receber os melhores especialistas em tubos do mundo. A partir deste domingo (1º), começa uma nova janela de espera do Capítulo Perfeito, competição que reúne 16 surfistas convidados e será realizada em um único dia, quando as condições de mar e vento estiverem ideais. Inicialmente programada para o começo de 2026, a 12ª edição foi adiada depois que sucessivas tempestades impediram a formação das ondas desejadas pela organização. Mesmo com a extensão do prazo até 31 de março, a competição não aconteceu. Agora, a expectativa é encontrar as condições perfeitas até 15 de dezembro, com a chamada oficial anunciada 72 horas antes do evento. “Este é um evento único, marcado pela imprevisibilidade do mar e por um compromisso inegociável com a perfeição. Continuamos determinados a esperar pelo dia perfeito, que acreditamos que chegará entre novembro e dezembro”, afirma Rui Costa, organizador do Capítulo Perfeito. Brasileiros entre os convidados O Brasil terá dois representantes na competição principal. Bruno Santos, campeão do Capítulo Perfeito em 2015, retorna a Carcavelos ao lado de Anne dos Santos, primeira mulher a integrar a lista de convidados internacionais do evento. O grupo também reúne nomes consagrados do surfe mundial, como os ex-campeões mundiais Joel Parkinson e Rob Machado, além de Balaram Stack, Noah Beschen, Soli Bailey, Torrey Meister e Tosh Tudor. O norte-americano Cam Richards, vencedor da edição de 2025, retorna para defender o título. Entre os portugueses estão Nic von Rupp, Miguel Blanco e João Maria Mendonça. A última das 16 vagas será preenchida pelo Wildcard Performance, convite reservado a um surfista internacional que terá seu nome anunciado às vésperas da competição. A programação também inclui o Women Special Heat, bateria especial feminina com Camila Cardoso, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Maria Salgado. Novo formato de competição Uma das principais novidades da edição de 2026 será o formato de disputa. Todos os 16 participantes competirão em duas rodadas iniciais sem eliminações, com pelo menos três participações garantidas ao longo do evento. Após as duas primeiras rodadas, os oito melhores avançam diretamente para a quarta fase. Os outros oito disputam uma repescagem, que classificará mais quatro surfistas. Na quarta rodada, os quatro melhores avançam à final, na qual o campeão será definido pela soma das duas melhores ondas. O objetivo é permitir que os participantes enfrentem diferentes condições de maré ao longo do dia, reduzindo o impacto de eventuais mudanças nas ondas. Outra novidade é que os quatro finalistas de 2026 garantirão vagas na edição de 2027. Até então, apenas o campeão recebia esse benefício. Capítulo Perfeito também chegou à Indonésia A temporada de 2026 marcou a expansão internacional do evento. Em setembro, o Capítulo Perfeito realizou uma edição em Desert Point, na ilha de Lombok, na Indonésia. O havaiano Makana Pang conquistou o título com uma nota 10 na final e 17,57 pontos no somatório, superando os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi, além do indonésio Usman Trioko. Com a vitória, Pang garantiu um convite para disputar o Capítulo Perfeito de Carcavelos em 2027. Convidados do Capítulo Perfeito 2026 Internacionais Anne dos Santos (BRA)Balaram StackBruno Santos (BRA)Joel ParkinsonNoah BeschenRob MachadoSoli BaileyTorrey MeisterTosh Tudor Portugueses João Maria MendonçaMiguel BlancoNic von Rupp Convidados especiais Cam Richards (campeão de 2025)Pedro Boonman (escolhido pelo público)Tomás Valente (vencedor dos Trials)Wildcard Performance (a definir) Women Special Heat Camila CardosoGabriela DinisMafalda LopesMaria Salgado O Capítulo Perfeito tem como característica realizar a competição apenas quando o mar apresenta ondas grandes e tubulares, com os tubos sendo a única manobra considerada na pontuação. A organização divulgará a chamada oficial em seus canais e no site capituloperfeito.com.

    Capítulo Perfeito reúne 16 surfistas em Portugal entre 1º de novembro e 15 de dezembro. Brasileiros Bruno Santos e Anne dos Santos estão entre os convidados da 12ª edição, que estreia novo formato.

    A organização do Eddie Aikau Big Wave Invitational uma das competições mais tradicionais e prestigiadas do surfe de ondas gigantes, anunciou nesta quinta-feira (29) os convidados para a temporada 2026/27. A lista reúne 32 atletas, entre eles John John Florence, Kai Lenny, Landon McNamara, Grant Baker e Luke Shepardson. O brasileiro Lucas Chumbo Chianca está entre os alternates. Chumbo, que integrou a lista principal na temporada passada, aparece agora na nona posição entre os 20 suplentes masculinos. Caso algum dos convidados não possa participar, o brasileiro poderá ser convocado conforme a ordem de substituição estabelecida pela organização. A janela de espera do evento começa em 6 de dezembro de 2026 e segue até 4 de março de 2027, em Waimea Bay, na costa norte da ilha de Oahu, no Havaí. A tradicional cerimônia de abertura está marcada para 3 de dezembro. A tradição do The Eddie Criado em homenagem ao lendário surfista e salva-vidas havaiano Eddie Aikau, o campeonato é conhecido por suas exigências extremas. A competição só acontece quando as ondas atingem consistentemente 40 pés de face, aproximadamente 12 metros, e as condições permitem realizar todas as baterias em um único dia. Desde sua primeira edição, em 1985, o The Eddie aconteceu apenas 11 vezes. Naquele ano, a competição foi realizada em Sunset Beach, com vitória de Denton Miyamura. Em 1986, o evento passou para Waimea Bay, onde Clyde Aikau, irmão de Eddie, conquistou o título. As duas últimas edições aconteceram em dezembro de 2023 e 2024, vencidas pelos havaianos Luke Shepardson e Landon McNamara, respectivamente. Na temporada 2025/26, a organização encerrou a janela sem realizar a competição por falta de condições adequadas. A seletividade faz parte da identidade do The Eddie. Diferentemente dos campeonatos convencionais, que seguem um calendário de baterias previamente estabelecido, o evento depende inteiramente da chegada de uma ondulação excepcional a Waimea Bay. Entre os convidados desta temporada estão campeões históricos, como Bruce Irons, John John Florence e Ross Clarke-Jones, além de nomes consagrados do surfe de ondas grandes, como Billy Kemper, Mark Healey, Jamie Mitchell e Nathan Florence. O atual campeão, Landon McNamara, também está confirmado. Em dezembro de 2024, ele conquistou o título com uma apresentação que incluiu uma onda de 50 pontos, nota máxima na competição. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) O legado de Eddie Aikau Mais do que uma competição, o The Eddie celebra a memória de um dos personagens mais importantes da cultura havaiana. Eddie Aikau foi o primeiro salva-vidas de Waimea Bay e de toda a costa norte de Oahu. Ao longo de sua carreira, participou do salvamento de mais de 500 pessoas e ficou conhecido pela coragem com que enfrentava o mar em condições extremas. Em 1978, aos 31 anos, Eddie desapareceu no oceano ao sair remando em busca de ajuda para os tripulantes da canoa tradicional Hokule’a, que enfrentava dificuldades durante uma travessia entre o Havaí e o Taiti. Sua história deu origem à expressão “Eddie Would Go” (“Eddie iria”), que se tornou um símbolo de coragem, solidariedade e respeito ao oceano. A cerimônia de abertura do campeonato preserva essa tradição, reunindo familiares de Eddie Aikau, surfistas, líderes espirituais e membros da comunidade havaiana. O ritual inclui homenagens, bênçãos e um paddle out coletivo em Waimea Bay. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Convidados do Eddie Aikau Big Wave Invitational 2026/27 Aaron Gold (HAV)Annie Reickert (HAV)Ben Wilkinson (AUS)Billy Kemper (HAV)Bruce Irons (HAV)Chad Keaulana (HAV)Eala Stewart (HAV)Eli Olson (HAV)Emily Erickson (HAV)Ezekiel Lau (HAV)Felicity Palmateer (AUS)Grant Twiggy Baker (AFS)Ha’a Aikau (HAV)Ian Walsh (HAV)Jake Maki (HAV)Jamie Mitchell (AUS)Jamie O’Brien (HAV)Joey Cadiz (HAV)John John Florence (HAV)Kai Lenny (HAV)Koa Rothman (HAV)Landon McNamara (HAV)Luke Shepardson (HAV)Makua Rothman (HAV)Mark Healey (HAV)Mason Ho (HAV)Matahi Drollet (TAH)Nathan Florence (HAV)Paige Alms (HAV)Ross Clarke-Jones (AUS)Seth Moniz (HAV)Tom Lowe (ING) Suplentes masculinos (ordem de convocação) 1 – Torrey Meister (HAV)2 – Kala Grace (HAV)3 – Cliff Kapono (HAV)4 – Kaiwi Berry (HAV)5 – Russell Bierke (AUS)6 – Josh Moniz (HAV)7 – Tyler Larronde (HAV)8 – Ivan Florence (HAV)9 – Lucas Chumbo Chianca (BRA)10 – Tiger Doerner (HAV)11 – Mikey O’Shaughnessy (HAV)12 – Barron Mamiya (HAV)13 – Nic von Rupp (POR)14 – Francisco Porcella (HAV)15 – Mitch Sanborn (HAV)16 – Steve Roberson (HAV)17 – Kipp Caddy (AUS)18 – Koa Smith (HAV)19 – Isamu Sumi (JAP)20 – Jojo Roper (EUA) Suplentes femininas (ordem de convocação) 1 – Laura Enever (AUS)2 – Bianca Valenti (EUA)3 – Tiare Lawrence (HAV)4 – Makani Adric (HAV)5 – Justine Dupont (FRA) Os 11 campeões da história 1985 – Denton Miyamura (HAV)1986 – Clyde Aikau (HAV)1990 – Keone Downing (HAV)1999 – Noah Johnson (HAV)2001 – Ross Clarke-Jones (AUS)2002 – Kelly Slater (EUA)2004 – Bruce Irons (HAV)2009 – Greg Long (EUA)2016 – John John Florence (HAV)2023 – Luke Shepardson (HAV)2024 – Landon McNamara (HAV)

    Eddie Aikau Invitational divulga lista de 32 convidados para a temporada 2026/27 em Waimea Bay, no Havaí. Brasileiro Lucas Chumbo Chianca aparece entre os alternates.

    A estreia de Cloud 9 no Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL) pode acontecer em condições excepcionais, se as previsões se confirmarem. O Philippines Pro abre sua janela neste sábado (31), na ilha de Siargao, nas Filipinas, com previsão de ondas fortes e tubulares geradas pelo tufão In-fa, que atua no Pacífico, ao norte do arquipélago filipino. Clique aqui para assistir ao vivo A primeira chamada está marcada para as 20h30 desta sexta-feira (30), pelo horário de Brasília, quando já serão 7h30 de sábado nas Filipinas. A competição poderá começar meia hora depois, caso as condições sejam favoráveis. A janela segue até 10 de novembro. O tufão In-fa vem gerando ondulações de diferentes períodos e direções, com potencial para proporcionar dois pulsos de swell ao longo da primeira semana da etapa. A previsão aponta boas condições já no início da competição, seguidas por um segundo aumento mais expressivo entre terça (3) e quarta-feira (4). Tubos e ondulação em alta A expectativa é de ondas entre 1,2 e 1,5 metro de face na abertura, com aumento gradual ao longo do fim de semana. No domingo (1º), o swell de período mais longo deve favorecer a formação dos tubos que tornaram Cloud 9 mundialmente conhecida. Após uma redução temporária na segunda-feira (2), uma nova entrada de ondulação de nordeste deve ganhar força na terça (3). As maiores séries podem atingir aproximadamente 3 metros de face entre o fim de terça e as primeiras horas de quarta-feira (4). Apesar do tamanho, os dias de maior ondulação não necessariamente serão os melhores para os tubos. Cloud 9 costuma apresentar seu funcionamento mais clássico com ondas na faixa de 1,5 metro. Quando o mar cresce além disso, as ondas podem quebrar mais afastadas da bancada, reduzindo a frequência dos tubos mais profundos e constantes. O vento também será determinante. A previsão indica condições mais favoráveis no início da janela, com vento terral fraco e oportunidades de tubos limpos. Já na terça-feira, o vento maral de nordeste poderá comprometer a qualidade das ondas, justamente durante o pico da ondulação. Como a trajetória e a intensidade do tufão ainda podem mudar, a previsão permanece sujeita a alterações. Mesmo assim, o cenário é promissor para a estreia de Cloud 9 na elite mundial. Brasileiros disputam a liderança Além da expectativa pelas ondas, o Philippines Pro terá peso importante na corrida pelo título mundial de 2026. Penúltima das 12 etapas da temporada, a competição pode alterar a liderança do ranking antes da decisão em Pipeline, no Havaí. Atual campeão mundial e líder do ranking, Yago Dora chega às Filipinas com a lycra amarela e boas expectativas para sua primeira experiência em Cloud 9. O brasileiro ainda não encontrou a onda em suas melhores condições, mas já se mostrou impressionado com o potencial do pico. “É minha primeira vez aqui, mas já acho que pode se tornar um dos meus lugares favoritos. Chegamos há poucos dias, então ainda não vimos a onda em todo o seu potencial, mas dá para perceber o que ela pode oferecer. Sinto que é uma onda que combina com meu estilo de surfe, então estou confiante”, afirma Yago Dora. O brasileiro lidera o ranking, seguido por Italo Ferreira, em segundo, Griffin Colapinto, em terceiro, Gabriel Medina, em quarto, e Miguel Pupo, em quinto. O italiano Leonardo Fioravanti ocupa a sexta posição e também tem chances de assumir a liderança. O resultado nas Filipinas será especialmente importante porque a última etapa, em Pipeline, distribuirá pontuação 50% maior que as anteriores. Uma vitória em Cloud 9 vale 10 mil pontos, enquanto o campeão no Havaí receberá 15 mil. Yago fará sua estreia diretamente no Round 2, assim como Italo Ferreira, Miguel Pupo e Gabriel Medina. Filipe Toledo, João Chianca e Samuel Pupo começam a disputa no Round 1. Entre as mulheres, Luana Silva será a única representante brasileira. Atual sétima colocada do ranking, ela enfrenta a havaiana Bettylou Sakura Johnson na primeira rodada. Filipe Toledo busca resultado Bicampeão mundial, Filipe Toledo já demonstrou bom desempenho nos treinos e não esconde o entusiasmo com a estreia em Siargao. O brasileiro destacou a qualidade da onda, a receptividade dos moradores e a possibilidade de proporcionar um espetáculo ao público. Segundo Filipe, os atletas chegaram a brincar sobre a quantidade de notas 10 que poderiam surgir durante a competição, diante do potencial de Cloud 9. O brasileiro também falou abertamente sobre as dificuldades enfrentadas nesta temporada. Depois de muitos anos no circuito, reconheceu que nem sempre é fácil encontrar motivação, especialmente diante dos resultados abaixo das expectativas. A descoberta de um pico como Cloud 9, porém, trouxe um novo estímulo. “Lugares como este reacendem a chama em mim”, afirma Filipe, em declaração na coletiva de imprensa. Estrelas e convidados locais A estreia do CT em Siargao também reúne alguns dos maiores nomes do surfe mundial, como os atuais campeões Yago Dora e Molly Picklum, além de Filipe Toledo, Gabriel Medina, Caroline Marks e Carissa Moore. Os convidados locais prometem dificultar a vida dos favoritos. O filipino John Mark Tokong, especialista em Cloud 9, venceu quatro competições em nove participações no pico e enfrentará Samuel Pupo na primeira rodada. Outro destaque é o indonésio Bronson Meydi, convocado para substituir o lesionado Jake Marshall. Conhecido por seu repertório de manobras e tubos, ele estreia contra o australiano Jack Robinson. Na chave feminina, a australiana Sierra Kerr, já classificada para o CT de 2027, enfrenta a pentacampeã mundial Carissa Moore. Baterias do Philippines Pro Round 1 Masculino 1 – Connor O’Leary (JAP) x Callum Robson (AUS)2 – Marco Mignot (FRA) x Seth Moniz (HAV)3 – Cole Houshmand (EUA) x Filipe Toledo (BRA)4 – Liam O’Brien (AUS) x João Chianca (BRA)5 – Jack Robinson (AUS) x Bronson Meydi (IND)6 – George Pittar (AUS) x Noah Arkfeld (FIL)7 – Samuel Pupo (BRA) x John Mark Tokong (FIL)8 – Kauli Vaast (FRA) x Jayuard Alciso (FIL) Round 2 Masculino 1 – Italo Ferreira (BRA) x Marco Mignot (FRA) ou Seth Moniz (HAV)2 –

    Philippines Pro abre janela nas Filipinas, com previsão de ondas de até 3 metros impulsionadas pelo tufão In-fa. Confira ao vivo e participe dos debates em nosso fórum.

    O surfe brasileiro se despede de um de seus personagens mais originais. Dávio Correia Figueiredo, o Dadá Figueiredo, morreu no último sábado (24), aos 61 anos, deixando um legado que ultrapassa as conquistas nas competições. O carioca ajudou a transformar não apenas a maneira de surfar, mas também o comportamento e a identidade de uma geração. Segundo informações de amigos próximos e familiares, Dadá estava internado para tratar uma infecção pulmonar. Reportagens posteriores apontaram complicações de uma pneumonia, mas detalhes médicos sobre as circunstâncias da morte não foram oficialmente esclarecidos. Rebelde, provocador e dono de um estilo explosivo, Dadá surgiu em uma época em que o surfe brasileiro ainda construía sua identidade competitiva. Nas décadas de 1980 e 1990, suas batidas verticais, rasgadas potentes e manobras inspiradas no skate surpreendiam o público e, muitas vezes, os próprios juízes. Enquanto muitos surfistas seguiam linhas tradicionais, Dadá buscava explorar os limites das ondas. Sua postura radical e sua personalidade irreverente fizeram dele uma referência dentro e fora da água. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Waves (@waves.com.br) Um revolucionário nas ondas Nascido no Rio de Janeiro, Dadá cresceu na Tijuca e desenvolveu uma ligação intensa com o skate antes de transportar parte dessa influência para o mar. A combinação de velocidade, explosão e movimentos verticais ajudou a antecipar características que se tornariam comuns no surfe profissional anos depois. Em janeiro de 2005, o jornalista Fabrício Fernandes publicou no Waves a reportagem “Dadá, o anti-moda”, um retrato de sua personalidade e de sua importância para o esporte. Na matéria, Fernandes descreveu como Dadá executava manobras que só ganhariam espaço no circuito mundial anos depois, citando movimentos como laybacks, re-entries e off-the-tops verticais. O jornalista também apontou sua influência sobre surfistas como Neco Padaratz, Léo Neves, Binho Nunes e Raoni Monteiro, representantes de uma geração que ajudou a consolidar o surfe brasileiro no cenário internacional. Dadá era uma atração à parte nos campeonatos. Sua presença nas baterias despertava expectativa entre os espectadores, que acompanhavam suas manobras com entusiasmo, mesmo quando o julgamento não refletia o impacto de suas apresentações. O carioca conquistou o título estadual em 1989 e venceu o Sea Club Final Heat, realizado em Saquarema, no mesmo ano. Em 1993, foi escolhido pelos leitores de uma revista especializada como o melhor freesurfer do Brasil, reconhecimento que demonstrava sua popularidade para além das competições. Embora nunca tenha conquistado o título brasileiro profissional, esteve durante cinco temporadas consecutivas entre os 16 melhores do ranking da Abrasp (Associação Brasileira de Surf Profissional). A final histórica contra Picuruta Um dos episódios mais emblemáticos de sua carreira aconteceu em maio de 1988, durante a final do Niasi/Tribuna FM, disputada no Canto do Maluf, na praia de Pitangueiras, Guarujá (SP). Dadá enfrentou Picuruta Salazar em uma bateria marcada por manobras radicais e uma decisão apertada dos cinco juízes. O santista venceu por 3 a 2, mas o resultado provocou discussões sobre os critérios de julgamento. Décadas depois, em março de 2023, o jornalista e editor Alceu Toledo Junior recuperou a história na reportagem “Picuruta 3 X 2 Dadá”, publicada no Waves. Alceu, que acompanhou a bateria da areia, contou que o equilíbrio entre os dois surfistas era tão grande que considerava o empate um resultado justo. Seu relato destaca a potência das manobras de Picuruta e a capacidade de Dadá de aproveitar as ondas desde o outside até a beira. A reportagem inclui imagens da final e preserva um capítulo importante da história do surfe brasileiro, contado por quem testemunhou a disputa. Punk, anti-moda e contracultura Fora da água, Dadá também desafiava convenções. Influenciado pelo punk rock e pelo hardcore, adotou uma estética que contrastava com o visual tradicional do universo do surfe. Cabelos ousados, roupas escuras, atitudes provocadoras e críticas ao comportamento da indústria fizeram parte de sua identidade. Dadá rejeitava padrões e fazia questão de demonstrar sua independência. Essa personalidade também se manifestou na música. Foi baixista da banda punk Os Normais e participou da criação de marcas como Anti-Fashion e Necrose Social, levando sua visão alternativa para o vestuário. Em um período de crescente profissionalização do surfe, Dadá representava uma forma diferente de viver o esporte. Suas atitudes despertavam admiração e controvérsia, mas dificilmente passavam despercebidas. Seu impacto também chegou aos novos talentos. Alexandre Almeida, o Dadazinho, recebeu uma prancha de Dadá no início da carreira e adotou o apelido em homenagem ao ídolo. O episódio foi registrado pelo Waves na reportagem “Dadazinho Almeida busca o bi no Carioca 2004”. Os desafios e a reconstrução A trajetória de Dadá também foi marcada por períodos difíceis. O abuso de álcool e drogas comprometeu sua carreira e trouxe consequências pessoais e profissionais. O próprio surfista falou abertamente sobre esses episódios em entrevistas, reconhecendo que a dependência química prejudicou seu desempenho nas competições e afastou oportunidades importantes. Em maio de 2003, o jornalista Fernando Gaspar publicou no Waves a reportagem “A luz no fim do tubo”, que acompanhou uma fase de reconstrução da vida de Dadá. O texto apresentou depoimentos sobre sua recuperação, a importância do apoio familiar e sua aproximação com a religião evangélica, que se tornou parte fundamental de sua vida. Na época, Dadá havia criado uma escola de surfe na Barra da Tijuca, com apoio de integrantes da igreja Sara Nossa Terra. O projeto começou com algumas pranchas e, segundo a reportagem de 2003, chegou a reunir cerca de 300 alunos e 12 professores. O mesmo espírito de liderança que havia marcado sua carreira competitiva passou a encontrar espaço no ensino do esporte e no trabalho com jovens. Em junho de 2007, a jornalista Monique Arruda voltou a contar parte dessa trajetória na reportagem “Dadá no comando”, quando ele assumiu a vice-presidência da Associação de Surf da Barra da Tijuca, entidade da qual havia sido um dos fundadores. Dadá defendia a valorização dos veteranos e o retorno das categorias Master aos campeonatos. Para ele, preservar a memória dos pioneiros era uma maneira de aproximar as novas gerações da história do surfe.

    Pioneiro do surf progressivo e símbolo da contracultura, carioca Dadá Figueiredo morreu no último sábado (24), ao enfrentar uma pneumonia. Sua trajetória foi marcada por talento, rebeldia e superação.

    O Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS) recebe, a partir das 15h deste sábado (31), o primeiro encontro do Naborda Film Festival – Melhores do Ano 2026. A abertura terá uma exposição com 60 fotografias de surfe produzidas por profissionais de diferentes regiões do Brasil, além de sessões de curtas-metragens documentais, exposição de pranchas e apresentações musicais. Idealizado por Bruno Espósito e Dêmi Viola, o festival promove três meses de atividades dedicadas à cultura do surfe e do oceano, reunindo fotógrafos, cineastas, artistas e apaixonados pelo esporte. A proposta é dar visibilidade à produção artística ligada ao mar e reconhecer os melhores trabalhos do ano. A edição de 2026 contará com quatro encontros em diferentes espaços culturais de Santos. Cada etapa dará destaque a uma linguagem artística, começando pela fotografia em outubro, passando pelas artes visuais em novembro e chegando ao cinema em dezembro. Programação do Naborda 2026 31 de outubro – Fotografia: A abertura acontece no MISS, localizado no térreo do Teatro Municipal Brás Cubas, com exposição de 60 fotografias de surfe, exibição de curtas-metragens, mostra de pranchas e música ao vivo. 29 de novembro – Artes: O Cine Arte Posto 4, cinema localizado em frente ao mar, recebe uma exposição com trabalhos dos artistas inscritos, além de sessões de curtas, mostra de pranchas e apresentações musicais. 11 de dezembro – Curtas-metragens: O Cine Roxy será palco da exibição dos filmes finalistas em uma tela de 15 metros, acompanhada de exposições de fotografia e artes no hall do cinema. 12 de dezembro – Premiação: O encerramento acontece na Frontaria Azulejada, com a cerimônia de entrega dos prêmios aos vencedores das diferentes categorias, exposições e apresentações musicais. O Naborda Film Festival é apresentado pela Cerveja Praya, com patrocínio da South to South e Surfmappers. O evento conta com apoio do Waves, RTL FM – A Rádio Rock, Empório Bolshoi, Óculos Mandalla, Future Fins, Fuwax, Arakawa, Santa Areia Beachwear, Instituto Ecosurf e Prefeitura Municipal de Santos. Serviço – Abertura do Naborda Film Festival 2026 Data: 31 de outubro (sábado) Horário: a partir das 15h Local: Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), Teatro Municipal Brás Cubas, Santos (SP) Entrada: gratuita Instagram: @naborda_film_festival Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Naborda (@naborda_film_festival)

    Naborda Film Festival começa neste sábado (31), em Santos (SP), com entrada gratuita, exposições de fotografia, filmes e música ao vivo; programação segue até dezembro.

    Das praias ancestrais da Polinésia aos campeonatos que movimentam milhões de fãs ao redor do mundo, o surfe percorreu um longo caminho até se consolidar como um dos esportes mais populares da atualidade. No Brasil, a modalidade vive um momento de expansão impulsionado por conquistas internacionais, pelo surgimento de novos talentos e por investimentos que contribuem para o fortalecimento de toda a cadeia esportiva. Embora hoje seja um esporte global, foi no Havaí que o surfe ganhou maior notoriedade e passou a ser difundido para o restante do mundo a partir do início do século XX. A modalidade, no Brasil, começou a se popularizar entre as décadas de 1960 e 1970 e, desde então, passou por uma evolução que transformou o país em uma das principais potências da modalidade. Ao longo dos anos, o país revelou atletas capazes de conquistar títulos nas maiores competições do mundo, consolidando o movimento conhecido como “Brazilian Storm”, geração que projetou o país no circuito internacional e inspirou uma nova leva de praticantes. Dados da World Surf League (WSL) mostram que a temporada de 2025 alcançou 80 milhões de espectadores em plataformas lineares e digitais, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. E em 2026 os números também reforçam a consolidação do surfe profissional como um produto esportivo de alcance global. Apenas na etapa de abertura do Championship Tour, em Bells Beach, o Brasil respondeu por 43% da audiência ao vivo nos canais próprios da liga durante o Finals Day, mesmo com o fuso horário desfavorável. Os resultados acompanham uma tendência de crescimento da modalidade em escala internacional. Os títulos conquistados por atletas brasileiros refletem em como essa maré de vitória influencia no consumo do público ao surfe, posicionando cada vez mais a modalidade no mainstream esportivo. Em maio deste ano, por exemplo, Italo Ferreira conquistou o título da etapa em Raglan, na Nova Zelândia, válida pelo Championship Tour (CT) da WSL, reforçando o protagonismo brasileiro no circuito mundial e mantendo o país entre os principais candidatos aos títulos da temporada. Já Tatiana Weston-Webb, um dos principais destaques no surfe feminino, segue em uma crescente significativa. Em 2024, nos Jogos Olímpicos de Paris, a atleta voltou com uma medalha de prata no peito e sagrou-se a primeira brasileira a receber uma medalha olímpica na modalidade. “O surfe mudou bastante e continua mudando. Atualmente as mulheres têm muito mais espaço, visibilidade e respeito dentro do esporte. Temos mulheres competindo nos mesmos palcos, com a mesma premiação, e mostrando cada vez mais que podemos estar em ondas grandes e competir em alto nível. Isso é muito importante”, explica a atleta Tatiana Weston-Webb. Nesse cenário, o apoio do Banco do Brasil tem sido um dos pilares para a evolução da modalidade no país. O BB é um dos parceiros que impulsionam esse movimento ao patrocinar atletas de destaque no circuito mundial, como Luana Silva, Tatiana Weston-Webb e Italo Ferreira, além de apoiar ações voltadas ao desenvolvimento do esporte e ao incentivo de surfistas que estão iniciando suas trajetórias nas competições. “O sucesso do surfe brasileiro é resultado de talento, dedicação e da construção de um ecossistema cada vez mais forte. O apoio de marcas, entidades esportivas e parceiros tem papel importante nesse processo, criando condições para que atletas possam se desenvolver e competir em alto nível. O Banco do Brasil acredita no esporte como ferramenta de transformação e vê no surfe uma modalidade capaz de gerar impacto positivo, promover inclusão, inspirar pessoas e fortalecer comunidades. Por isso, buscamos contribuir para o crescimento sustentável do esporte em diferentes frentes, do incentivo a atletas à realização de competições que ajudam a ampliar o alcance da modalidade no país”, afirma Larissa Novais, diretora de marketing e comunicação do Banco do Brasil. Para a empresa, investir no surfe significa contribuir para o desenvolvimento de um esporte que reúne valores como superação, disciplina, conexão com a natureza e inclusão. Além do apoio aos atletas profissionais, a marca busca incentivar a formação de novos talentos e fortalecer a comunidade do surfe brasileiro. Na Onda Com BB Mastercard Além do patrocínio aos atletas, o Banco do Brasil incentiva o público a consumir o esporte por meio de campanhas. Na promoção vigente, em parceiria com a Mastercard, o consumidor concorre a uma viagem para acompanhar a etapa de Pipeline, no Havaí, durante o Championship Tour da World Surf League (WSL), em dezembro de 2026 e a ida a uma etapa do CT 2027 que será revelada após a divulgação do calendário oficial da WSL. O regulamento completo da campanha, critérios de participação e demais informações estarão disponíveis na página oficial da campanha.

    Ascensão da Brazilian Storm marca uma nova era para modalidade e mostra como o incentivo ao esporte é fundamental para ampliar oportunidades dentro e fora das competições.

    Gabriel Medina ficou com o vice-campeonato do MEO Rip Curl Pro Portugal 2026. Em uma final emocionante nesta sexta-feira (23), em Supertubos, Peniche, o norte-americano Griffin Colapinto conseguiu a virada na reta final da bateria e conquistou o título por 17.60 (9.43 + 8.17) a 16.77 (8.57 + 8.20). O tricampeão mundial brasileiro fez uma grande apresentação nas ondas portuguesas, com tubos profundos e aéreos que levaram ao delírio o público presente na praia. Medina chegou a liderar a decisão, mas viu Colapinto encontrar a melhor onda da final nos minutos finais e ficou a apenas 0.83 ponto do título. Final de alto nível em Supertubos A decisão começou em ritmo acelerado. Colapinto abriu a disputa com um tubo avaliado em 8.17, enquanto Medina respondeu com 7.67. O norte-americano ampliou a vantagem com mais uma boa onda, de 7.57, mas o brasileiro encontrou um tubo profundo, recebeu 8.20 e assumiu a liderança. A disputa ganhou ainda mais intensidade quando Medina completou outra esquerda de qualidade e arrancou 8.57 dos juízes, elevando seu somatório para 16.77. A vitória parecia próxima, mas Colapinto ainda tinha uma resposta. Na reta final, o norte-americano encontrou uma esquerda longa e pesada, percorreu o tubo e conseguiu sair com controle. A onda recebeu 9.43, maior nota da decisão, e colocou Colapinto novamente na frente, com 17.60 pontos. Medina passou a precisar de 9.04 para recuperar a liderança, mas não encontrou outra oportunidade até o término da bateria. Foi o terceiro vice-campeonato do brasileiro na temporada, depois das decisões em Margaret River e Fiji. Sua última vitória em uma etapa do Championship Tour aconteceu em abril de 2023, justamente em Margaret River, na Austrália. Colapinto, por sua vez, conquistou seu terceiro título em Peniche, onde também havia vencido em 2022 e 2024. “É a realização de um sonho. Como estavam boas as ondas lá fora! A batalha com Gabriel foi surreal. Ficamos alternando a liderança daquele jeito e eu me lembrei dos tempos de Andy Irons e Kelly Slater. Cresci assistindo àquela geração e sempre esperei poder viver algo assim um dia. Senti que essa bateria foi desse nível. Portugal tem um lugar muito especial no meu coração. Foi um sonho repetir o feito do meu irmão, que venceu em Ericeira. Quando Crosby conquistou aquela vitória, percebi que precisava me concentrar de verdade, e ele me inspirou muito. O universo esteve do meu lado nesta semana. Parecia que as coisas estavam dando certo para mim, mas isso também é resultado de todo o trabalho duro nos bastidores e de tudo o que faço diariamente. Sou muito grato”, diz Griffin Colapinto. Medina supera Italo na semifinal Antes da decisão, Medina enfrentou Italo Ferreira em um duelo brasileiro que reuniu dois campeões mundiais. Com condições difíceis em Supertubos, Italo começou melhor e chegou a abrir vantagem, mas o tricampeão encontrou uma onda decisiva. Medina encaixou um tubo seguido de uma manobra aérea, recebeu 8.17 e virou o confronto. Com 11.67 pontos, superou os 10.10 de Italo e garantiu presença em sua terceira final da temporada. Na outra semifinal, Yago Dora acabou eliminado por Griffin Colapinto. O líder do ranking somou 8.83 pontos, contra 14.33 do norte-americano. Durante a bateria, Yago sofreu uma queda e precisou sair do mar para trocar a prancha, perdendo tempo importante na tentativa de reação. Com os resultados, Medina terminou como vice-campeão, enquanto Italo e Yago dividiram a terceira posição na etapa portuguesa. “É sempre divertido competir aqui. É uma onda muito divertida de surfar. Fazer uma final com Griffin foi especial. Ele é um surfista incrível e tem sido muito legal acompanhar sua evolução. Ele me inspira a me esforçar ainda mais, e estou aqui para fazer essa galera trabalhar duro! Estou feliz com minha performance e espero ter uma chance em Pipe”, diz Gabriel Medina. Brasileiros seguem na briga pelo título Apesar da derrota na decisão, Medina ganhou uma posição no ranking mundial e passou a ocupar o quarto lugar, com 43.210 pontos, ultrapassando Miguel Pupo. Yago Dora permanece na liderança, com 48.865 pontos, seguido por Italo Ferreira, com 46.015. Campeão em Peniche, Griffin Colapinto subiu para a terceira posição, com 43.695 pontos. Miguel Pupo completa os cinco primeiros, com 42.770. A diferença entre os principais candidatos mantém a disputa aberta nas duas últimas etapas da temporada. Em 2026, o título mundial será definido pela pontuação acumulada ao longo do Championship Tour, sem uma final em formato de mata-mata. Molly Picklum vence no feminino Entre as mulheres, a australiana Molly Picklum conquistou sua primeira vitória da temporada ao superar a norte-americana Caitlin Simmers por 13.33 a 12.84 na final em Supertubos. Atual campeã mundial, Picklum somou notas 7.83 e 5.50 para garantir o título e assumir a liderança do ranking feminino, ultrapassando Carissa Moore. Próxima parada: Filipinas O Championship Tour segue agora para Cloud 9, na ilha de Siargao, nas Filipinas, com janela de competição entre 31 de outubro e 10 de novembro. Depois da estreia filipina no calendário, a temporada será encerrada em Pipeline, no Havaí, onde serão definidos os campeões mundiais de 2026. Na véspera da abertura, a equipe da BestProImages acompanhou de perto os treinos em Supertubos e registrou alguns dos melhores momentos de ação de Gabriel Medina, Italo Ferreira, Yago Dora e Miguel Pupo, além de outros nomes do Championship Tour que aproveitaram a sessão para os últimos ajustes antes do início da etapa: Masculino Round 1 1 – Connor O’Leary (JAP) 11.33 x 10.66 Callum Robson (AUS)2 – Morgan Cibilic (AUS) 8.17 x 5.10 Marco Mignot (FRA)3 – Jack Robinson (AUS) 13.33 x 5.10 João Chianca (BRA)4 – Seth Moniz (HAV) 10.67 x 8.80 Cole Houshmand (EUA)5 – Filipe Toledo (BRA) 14.43 x 12.93 Liam O’Brien (AUS)6 – Kauli Vaast (FRA) 12.27 x 3.40 Jake Marshall (EUA)7 – Guilherme Ribeiro (POR) 11.16 x 5.57 George Pittar (AUS)8 – Frederico Morais (POR) 13.00 x 8.27 Samuel Pupo (BRA) Round 2 1 – Morgan Cibilic (AUS) 15.43 x 11.90 Leonardo Fioravanti (ITA)2 – Gabriel Medina (BRA) 12.00 x 2.30

    Gabriel Medina perde de virada para Griffin Colapinto e termina com o segundo lugar no MEO Rip Curl Pro Portugal 2026, etapa portuguesa do Circuito Mundial da WSL.