Expedição América Central

Costa Rica elementar

A Expedição América Central começou no dia 1 de setembro no Panamá. Queria me desligar do dia-a-dia da grande cidade de São Paulo e explorar a América Central com calma, sem data para voltar e com ajuda de amigos e empresas parceiras numa viagem que vai até o México.

Já cruzei a fronteira do Panamá e agora busco novas experiências na Costa Rica. Serão aproximadamente 30 dias em contato com a cultura local na companhia do fotógrafo Luiz Pires, que já me esperava com o carro cedido pela Adobe Rent a Car para uma viagem de 20 dias.

Logo fomos para uma das primeiras praias ao Sul da Costa Rica, a tão famosa esquerda de Pavones. O pico fica no Golfo Dulce, uma região privilegiada por milhas e milhas de mata virgens, beach breaks e point breaks.  Acampar na praia parecia uma necessidade de conectar-se com a natureza depois de alguns dias de viagens e hoteis.
 
Chegamos durante a noite em Pavones sem conhecer o local e nem os locais. Cruzamos a ponte do Rio Claro seguimos mais uns 500 metros e sem saber onde estávamos exatamente, simplesmente montamos as barracas e fizemos uma fogueira.
 
No outro dia decidimos recorrer ao nosso primeiro contato que fizemos na Costa Rica, enquanto parávamos na estrada para comprar água, Robert, permacultor americano dono de 8,7 hectares de terras em Pavones, ao escutar nossos planos de acampar na praia, colocou sua fazenda a disposição para fazer parte do nosso roteiro.

Ficamos dois dias o auxiliando em sua fazenda orgânica que está ainda nos primeiros passos, dormimos em redes, plantamos mais de 30 pés de coqueiros, diferentes plantas e o principal, iniciamos as pilastras bases para fazer o deck de prática de yoga.

Essa experiência na fazenda orgânica, somada ao camping na praia de Pavones, nos colocou em pleno contato com nossa essência. Contato com “elemento terra”, ao plantar nosso alimento, nos alimentar de diversas frutas, legumes recém tirados da terra, comer mel e muita, muita água de coco, além de experimentar sabores de comidas típicas da Costa Rica a qual nosso paladar não esta acostumado.

Relação intensa também com o “elemento fogo”, tanto no ato de fazer fogueira todos os dias para comer e manter o acampamento iluminado, mas também é claro ao nos deleitar ao sol desde o amanhecer até o final de tarde.

“Elemento água”, que quando não estávamos surfando ou tomando banho de cachoeira, estávamos agradecendo a chuva que vinha para nos refrescar neste calor tropical. E para finalizar o “elemento ar” que alem de ser agente criador das ondas do mar é também o elemento que rege o movimento, que nos dá aquela sensação de paz quando metemos o pé na estrada e sentimos o vento bater em nosso rosto.

Para acompanhar os passos da Expedição América Central acesse o blog Welcome Surf Trips. Felipe Poli viaja com o apoio da Welcome Surf Trips, Shaper Akiwas, Foto Jump e Adobe Rent a Car.

Foto de capa Luiz Pires

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