Por um vacilo na partida rumo ao Brasil, a chegada do norte-americano Cory Lopez foi uma autêntica odisséia.

 

Com visto vencido, Lopez foi parar na Argentina depois de embarcar em Atlanta rumo a Floripa na última sexta-feira.

 

Depois de passar o fim de semana em Buenos Aires esperando a abertura da embaixada brasileira na segunda-feira, o surfista da Flórida só conseguiu chegar à ilha de Florianópolis por volta de 2 horas da madrugada de terça-feira.

 

Na chegada, mais uma roubada: a bagagem e as pranchas não apareceram. Apesar da canseira, quatro horas depois ele estava pronto para inaugurar as disputas na praia da Vila, para onde a prova foi transferida naquele dia.

 

“Eu tentei chegar a tempo de me ir me preparando para o campeonato, mas infelizmente meu visto venceu uma semana antes da viagem e acabei indo parar na Argentina”, disse Lopez sobre o roteiro sul-americano inesperado.

 

“Quase fui mandado de volta para Atlanta. Mas, acabei indo mesmo para Buenos Aires. Passei o final de semana esperando e, na segunda-feira, consegui convencer a funcionária a me conceder o visto em apenas um dia”, revela.

 

“Foi uma correria, mas estou aqui e até me dei bem na estréia com prancha emprestada por Chris Ward, que para minha sorte veio com duas da Califórnia. Ele também me emprestou o wetsuit. Não sei como isso tudo foi acontecer ao mesmo tempo”, diz rindo da situação.

 

Apesar da mancada, Lopez surfou muito bem e venceu a bateria inaugural do Nova Schin Festival.

 

Ele só não foi muito generoso com o amigo Ward que lhe quebrou um galhão. Com uma atuação bastante convincente, ele fez 16.17 sobre o camarada (12.83), despachando-o junto com o paranaense Jihad Kohdr (9.60) para a repescagem.

 

 

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