SUP World Tour

Condições clássicas no dia 02

2048x1365

Marcio Grillo investiu nos tubos e foi recompensado com esse belo “salão” em Sunset Beach. Foto: Brian Bielmann.

Condições clássicas de surf marcaram o segundo dia de disputas do Sunset Beach Pro, primeira etapa do circuito mundial de SUP wave, que está acontecendo em Oahu, Hawaii. No domingo, o mar amanheceu bem liso e praticamente flato, porém, as bóias indicavam um sólido swell prestes a atingir a costa, o que levou a organização a confirmar realização da competição com algumas horas de atraso a espera das ondas, que vieram e com qualidade.

Por volta das 13h (horário local) as disputas começaram em condições clássicas de surf. Ondas com séries variando entre 6 e 8 pés garantiram o show. Deu-se início à repescagem, onde somente o primeiro colocado avançaria para o Round 3. Não foi uma rodada boa para os brasileiros. Kainoa Teixeira, Felippe Gaspar e Leco Salazar foram, um a um, dando um adeus prematuro à competição. Leco, que liderou sua bateria desde o início, viu a liderança escorregar de suas mãos nos instantes finais, quando Kai Bates (AUS) foi para o “tudo ou nada” em sua última onda, acertando uma poderosa batida numa junção pesada, conseguindo finalizar a manobra e garantindo os pontos de que precisava, para a tristeza da torcida brasileira.

960x698

O dia 02 foi marcado por condições clássicas de de surf. Foto: Lucas Medeiros.

Nenhum dos brasileiros que estavam na repescagem conseguiu avançar, porém, no round 3, Caio Vaz, Adriano Trinca Ferro, Marcio Grillo, Lucas Medeiros e Ian Vaz, mantinham vivas as esperanças verde e amarela na competição.  

1080x719

Caio Vaz segue firme na disputa. Foto: Brian Bielmann.

Caio e Grillo foram os primeiros a entrar na água. Ambos caíram na mesma bateria e enfrentaram Kody Kerbox (HAV) e Justin Holland (HAV). A bateria começou morna. Caio demorou um pouco para se encontrar na água enquanto Grillo tentava desesperadamente encontrar um tubo, que é sua especialidade. A questão é que Sunset é uma onda temperamental e Grillo ia, onda a onda, sendo engolido pela massa d’àgua a cada tentativa. Enquanto isso, Kody e Holland iam impondo o ritmo da disputa. Isso até Caio fazer um 7 alto e pular da quarta para a primeira colocação. Em seguida, Grillo finalmente encontrou a “porta de saída” e completou um belo tubo, assumindo a segunda colocação na bateria. Os brazucas então mativeram o bom ritmo. Caio ficou com a primeira colocação e Grillo com a segunda.

A retomada da esquadra bazuca na competição, no entanto, parou por ai. Adriano Trinca Ferro,  Lucas Medeiros e Ian Vaz, infelizmente, não conseguiram avançar às oitavas, ainda que tenham surfado muito bem em suas respectivas baterias. Mas em Sunset clássico, uma onda bem escolhida pode fazer toda a diferença numa disputa, e isso acontecia a todo momento.

1160x773

Mo Freitas vem fazendo uma grande prova no seu “quintal de casa”. Foto: Brian Bielmann. 

Entre os gringos, destaque para o “havaiano com sangue brasileiro” Mo Freitas, dono da segunda maior somatória do dia, James Casey (AUS), que fez a maior somatória do dia (18.33 de 20 pontos possíveis), Masa Motohashi (JAP), Kai Lenny (HAV), Casper Steinfath (DIN) e Zane Schweitzer (HAV).

A competição sofre uma pausa nesta segunda-feira (15) por conta do feriado nacional do “Dia do Presidente” e retorna com nova chamada na terça-feira (16), a partir das 16h (horário de Brasília). No entanto, as previsões apontam para melhores condições de onda para a quarta-feira (17), o que pode levar os organizadores a segurar a competição por mais um dia.

ACOMPANHE AO VIVO – Para acompanhar o Sunset Beach Pro ao vivo no SupClub – Clique AQUI.

MATÉRIAS RELACIONADAS: 

Turtle Bay Pro – Dia 01

Turtle Bay Pro – Final

Na Kama Kai Challenge

Começa a batalha em Sunset Beach

Vídeo do dia 01

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.