
Felipe Barreto sem tempo de estudar qual o melhor lugar pra cair na bancada rasa e afiada de Padang. Foto: Darcy.
Ondas que fazem literalmente a gente perder a cabeça. Foto: Darcy.
Muitas vezes a melhor saída é por trás. Foto: Darcy.
Mergulhar na base é uma boa opção, bem melhor do que ser jogado pelo lip de Padang. Foto: Darcy.
A Japonesa Miki tem seu momento kamikaze em Balangan. Foto: Darcy.
Os pedidos de informações sobre as conseqüências das vacas indonesianas bateu o recorde do site.
Por rolarem em bancadas de corais, as ondas na Indonésia têm mais força, são mais tubulares, mais rápidas e perfeitas.
Em compensação, as vacas podem ter consequências mais complicadas do que se imagina.
Já vi muitos surfistas saírem da praia direto para o hospital, ou então indo para casa lavar os ralados, pois não havia nem condição de levar uns pontos.
Mas, em contrapartida, já vi muitos tubos alucinantes e muitos caras sairem das ondas, olharem para mim com os olhos extasiados, e dizerem que acabaram de pegar o melhor tubo de suas vidas.
É neste paradoxo entre o céu e o inferno, entre o êxtase do prazer e a dor, entre a satisfação e o desespero, que vivemos cada sessão de surf em Bali.
Não querer correr o risco de virar uma vaca (amarelar), significa também não permitir que o melhor tubo de sua vida aconteça.
Já vi muitos amarelarem e também já vi muitos botarem a cabeça a prêmio – se arriscando em ondas cavernosamente incríveis.
A estes últimos, o meu respeito e admiração pela falta de medo em ser tubularmente feliz.