Claudia Gonçalves embarca em trip de sonho

A paulista Cláudia Gonçalves tem jeito de menina moleca, mas acima de tudo é uma mulher corajosa, linda, meiga, simpática e sabe muito bem o que quer.

 

A surfista, uma das maiores promessas do surf feminino, embarcou essa semana para uma viagem alucinante, na companhia de Jean da Silva e Adriano Mineirinho.

 

O destino: Ilhas Maldivas, no Oceano Índico.

Claudinha é a única menina nessa expedição de 15 dias, que vai estampar as páginas da  Revista Fluir.

 

Mas, antes de pegar o vôo, em Guarulhos (SP), ela conversou com Waves Girls Only, em sua rápida passagem por São Paulo.

 

Hoje, com 18 anos, mais madura e determinada, ela diz que está numa fase de muitas mudanças na vida. Essas mudanças acompanham Claudinha desde quando ela nasceu, em São Paulo. Nos primeiros anos de vida, morou no Guarujá. Quatro anos depois, foi de férias com a família para Maceió e todos ficaram por lá, na praia do Francês.

 

Não voltaram nem para pegar as coisas, que cruzaram o país num caminhão de mudança. Ela diz que foi uma infância maravilhosa, num lugar espetacular. Sapeca, subia em coqueiro, tirava manga do pé e pulava cerca.

 

E foi nesse paraíso que ela aprendeu a surfar com a ajuda do pai e do irmão. Aos 14 anos, Claudinha foi, de férias, visitar a avó no Guarujá, e lá ficou. “Sentia falta da mãe, do irmão e pai. Foi a época mais difícil da minha vida, no auge da adolescência. Tive que me virar sozinha com muitas dúvidas, longe dos pais?. Dois anos depois, ela já estava em Florianópolis, morando na praia da Joaquina e arrastando o sotaque catarinense.

 

Não é à toa que essa menina cheia de energia conquistou tantas vitórias em pouco tempo. Em 2000, foi campeã do Circuito Colegial, campeã Guarujaense e paulista.

 

Em 2001, venceu o Brasileiro Amador.  Já 2002 foi uma fase de adaptação. Agora, em 2003, depois de duas etapas, Claudinha ocupa a oitava colocação no ranking brasileiro Profissional.

 

Ela define essa maré de bons resultados com uma frase: “Só acredito mesmo nas coisas, quando elas começam a acontecer.”

  

Quando você se apaixonou pelo surf?

O surf entrou na minha vida de uma forma espontânea. Fui incentivada pelo meu pai e meu irmão que pegam onda. Eu era pequena, nem sabia subir na prancha. A primeira vez que desci uma onda, corri a parede e os dois remaram do meu lado e gritaram “que massa!”. Foi um dos momentos mais incríveis. Aos 12 anos, ganhei do meu pai uma prancha e comecei a me dedicar.

 

Você já pensava em competir?

Tudo aconteceu sem querer. Não viajei para o Guarujá para correr um campeonato. Fui para visitar minha avó e, por acaso, participei de um e me dei bem. No segundo campeonato, já descolei patrocínio. Nunca procurei. As coisas aconteceram por acaso. Nem pensava em competir, imagina descolar patrocínio…

 

Você acha que esse era seu destino?

Sem dúvida. Foi o campeonato no Guarujá. Na outra semana, em Ubatuba. Meu pai me levou, competi e fiquei em segundo lugar. No último, já estava disputando o título brasileiro e não sabia, com meninas que eu via nas revistas, como a Taís (de Almeida), Suelen (Naraísa) e a Juliana (Guimarães). Quando eu ia imaginar que num campeonato da Surf Trip, uma moça me daria um patrocínio?! Não foi uma coisa que fui atrás.

 

Você se considera uma menina de sorte?

Com certeza. Tenho muita raça e vontade de que as coisas aconteçam. A maioria das coisas que já conquistei, até hoje, foi por querer muito. Pensei em correr o Brasileiro Amador. Foi a minha meta, fiz as finais, em todas as seis etapas, e fui campeã no primeiro ano. No outro, corri o Amador e o Super Trials, e entrei para o SuperSurf. Consegui o que queria.

  

 O que você disputa hoje?

Desde os 16 anos sou Profissional. Então, só posso disputar o Super Trials e o SuperSurf.

 

Como os teus pais encaram o surf na tua vida?

Meu pai e meu irmão são surfistas. Meu pai é piloto de avião, supermaluco. O meu irmão não compete, mas é o meu maior incentivador, meu maior orgulho. Minha mãe morre de vontade, já tentou várias vezes. Ela é super amarradona. Me dá muita sorte. Sempre acontece uma coisa boa quando ela vai para algum campeonato. Nenhum passou em branco. No próximo campeonato, em Ubatuba, ela vai junto comigo.

 

Atualmente, ela é tua melhor amiga?

Sim. Desde quando eu era bem pequena, conversamos bastante. Nosso relacionamento é aberto e ela me dá muitos conselhos. Às vezes, quero perguntar alguma coisa para uma amiga, mas ela acaba sendo inexperiente como eu e não vai me responder. Não tem a mesma bagagem que a minha mãe. Ela é muito mais minha amiga, do que minha mãe. Todo mundo fica impressionado com a gente. Falamos gírias, ela usa minhas roupas e é parecida comigo. Ela é super do surf e se dá bem com minhas amigas, meus amigos e meu namorado.

 

 

A tua família é determinante no teu sucesso?

Com certeza. Surfo com o meu irmão todos os dias, ele está sempre me acompanhando. Ele vê o meu treino e diz o que tenho que melhorar. Sou um ano e meio mais nova do que ele, mas ele é bem mais experiente do que eu em várias coisas.

 

O Estado de Santa Catarina e, principalmente, Florianópolis são conhecidos pelo localismo.  Como foi o teu contato com os locais?

Quando cheguei, pela primeira vez, estava de férias na casa de uma amiga. Ela até tinha comentado que lá não era como em outros lugares, que a gente não se sente muito à vontade no mar. Nos primeiros dias não atrapalhei ninguém, peguei minhas ondinhas.

 

 Você  é de São Paulo e mulher, já enfrentou alguma situação complicada dentro d?água em Floripa?

Só uma vez, quase saí da água chorando. Foi na praia Mole. O mar estava grande e tinha pouca gente na água. Estava rolando onda no Costão, bem no canto da pedra. Olhei várias vezes, não ví o cara na onda. Ele veio atrás da espuma. E, de repente,  surgiu e eu já estava na onda dele, sem querer. O cara caiu e eu continuei. Quando voltei para o fundo, o cara estava me esperando. Ele era até um pouco mais coroa. Começou a gritar muito comigo, me esculachou, me xingou dizendo coisas horríveis. Tentei pedir desculpas, mas ele me xingou ainda mais.

 

Por ser mais velho do que você, ele deveria ter te respeitado. Mas, pelo menos, ele surfava bem?

(Ela dá uma risada sarcástica) O pior é que não. O jeito que falava comigo, parecia que estava falando com um moleque, e não com uma menina.

 

## 

Chegou a pensar que ele pudesse te bater?

Eu acho que ele não faria isso, mas ele me xingou muito. Deu vontade de chorar.

Esse lance do localismo irrita porque esses caras nunca têm oportunidade de sair dali, não vão pra praia de ninguém. Eles não sentem na pele esse problema, de uma pessoa que vem de fora e tem que se adaptar com mudanças de clima e hábitos do local. Para mim, a praia é o meu local de trabalho e o lugar em que eu mais gosto de estar. Se, você chega na praia, é xingada e desrespeitada, você se sente muito mal.

  

Você acha que falta sensibilidade no surf?

As pessoas têm que se respeitar mais, porque um dia você vai estar na praia de outra pessoa.  E se brigar, por um motivo bobo, você vai estar marcado. Essa não é a essência do surf. Surf é confraternização, fazer amizades e não ficar brigando.

 

Você acha que a mulher sofre discriminação no surf?

Acho que não. Não peguei essa fase. Acho que se isso aconteceu, já passou faz tempo. Muita menina pegando onda bem. E os caras gostam, principalmente, se a menina for bonitinha, eles chegam para conversar.

 

Então, a beleza ajuda no surf?

Com certeza sim. Não ajuda a ganhar campeonato, mas em ter um patrocínio legal e conhecer pessoas. Acredito que pela aparência, as pessoas se aproximam de você.

 

 

Você acha que a aparência vende? É um ponto a favor para se conseguir um bom patrocínio?

Hoje em dia, os patrocinadores procuram uma excelente atleta, com resultados. É que a mulher compra muito mais e o surfwear feminino vem crescendo a cada ano. Uma marca quer vender a imagem de uma atleta saudável, bonita, que passa imagem boa para as pessoas. A imagem para o atleta é tudo. Em vez de pegar uma modelo, pegam uma atleta. No meu caso, eles aproveitam muito.

 

Você gosta de ter a sua imagem explorada?

É superlegal. Fico meio sem graça quando faço fotos. Você fica reconhecida por várias coisas. O surf é um esporte muito masculino. Já ouvi vários comentários do tipo ?isso é coisa de mulher macho?. E explorando a imagem de uma menina superfeminina, acho que essa tese é quebrada.

 

 Por ser superfeminina, você contraria esse estigma de que o surf é coisa de ?mulher- macho?. Você acha que as outras atletas são ainda muito masculinizadas?

É difícil isso. Pelo menos no surf feminino profissional, as meninas se vestem que nem homem, falam que nem homem. Acho que não é de propósito. Quero surfar que nem homem, mas fora d?água, a menina tem que ser feminina, tem que se cuidar.

 

Quais são os cuidados que você tem para se manter bonita?

Meu cabelo é o que mais cuido. Ele é fino e louro, daí já viu. Fico o dia inteiro no mar e faço natação e isso estraga muito o cabelo. Compro vários cremes, mudo de xampu toda a semana para não acostumar o cabelo. Gosto de usar esses cremes sem enxágüe. Procuro sempre estar cortando as pontas e faço hidratação em casa com creme de 30 minutos. Além de cuidar da pele passando muito protetor solar.

 

Um assunto delicado. Você está namorando?

Sim. (ela fica envergonhada) Ele corre o Super Surf. O nome dele é Leandro Moulin. É do Espírito Santo, mas mora em Floripa.

 

 Ele não ficou com ciúmes de deixar você ir sozinha com uma equipe só de meninos para Maldivas?

Não. Pelo fato dele competir, saber a emoção que é receber uma notícia de que você vai para um lugar, pegar altas ondas, ele sabe que sou fissurada. Ele sabe que vou pra lá só por causa das ondas e que estou muito feliz. Ele me dá a maior força. Se fosse para ter ciúmes assim, não daria para ele namorar comigo. Porque tenho muitos amigos e sou muito comunicativa.

 

Você é muito bonita, alegre e alto astral. Os meninos quando te vêem devem ficar loucos. Você é muito assediada?

Quando não namorava, parecia mais. É que sou muito extrovertida, falo com todo mundo eu gosto de fazer amizades e os meninos …

  

Os meninos confundem amizade com algo mais?

É, menino você sabe, não pode dar um sorriso, um abraço que eles acham que você tá dando mole. E no surf sempre tem cantada, essas coisas.

 

Como você consegue lidar com isso?

Eu tiro na brincadeira.

 

E rola muita paquera?

Muita. Quando era menor me envolvi com uns meninos. Quando rola um clima, você está afim de uma pessoa, viaja sempre para os campeonatos e vê a pessoa, tudo bem. Já rolou de um ficar com meninos do circuito. Hoje em dia estou supertranqüila, de namorado.

 

Qual foi a maior roubada da tua vida?

Eu tinha 15 anos fui para o Rio de Janeiro disputar uma competição. Pequei o ônibus, no Guarujá, e fui sozinha. Cheguei na rodoviária do Rio umas 4:30 da madrugada. Esperei no ponto de ônibus com mochila e prancha. Peguei um ônibus pra Barra da Tijuca às cinco e meia. Só que estava indo para a praia da Macumba e tive que descer no terminal da Barra. Um rapaz me falou para pegar um ônibus não sei onde. Fiquei branca. Andei para caramba, com as coisas pesadas. Bom, peguei ônibus certo, mas foi a maior dificuldade. Depois de muito tempo, perguntei para a cobradora se o ônibus ia para a Macumba. Ela disse que não. Eu estava indo na direção oposta, para o final da linha. Cheguei numa favela, um lugar horrível e cheio de maloqueiros. Entrei em desespero. No final, consegui pegar o ônibus certo. Mas passei a maior adrenalina.

 

Você não ficou com medo de estar sozinha numa cidade tão violenta?

Fiquei. Mas procurei me tranqüilizar, porque se ficasse pensando nisso, não iria me mover.

 

E teu pai, sabia que você tinha embarcado nessa roubada?

Meu pai nem sabia, estava na casa da minha avó. E ela disse: ?vai tranqüila, quando chegar me liga?. Todo mundo já sabia, menos o meu pai.

 

Como estão as expectativas para essa viagem à Maldivas?

Acho que não vou conseguir nem dormir até chegar lá. Vou ficar pensando se faltou alguma coisa na mala. É bom que vou com o Heitor e o Mineirinho. O Heitor estudava comigo no Guarujá. Nossos pais são superamigos e nos damos superbem.

 

Os dois meninos são novos talentos, como você. Por eles serem mais novos, isso pode ajudar na viagem?

Ajuda, porque somos da mesma fase, mesma época. O que está acontecendo comigo, está com eles também. Sempre convivi com pessoas mais velhas do que eu. Mas me dou bem com todo mundo.

 

Por que você foi escolhida para esta viagem, a única mulher na trip?

A idéia surgiu no último SuperSurf, em Torres. O meu empresário falou que os meninos estavam indo pra Maldivas e eles me convidaram. Já trataram com a revista Fluir para fazer a reportagem e aconteceu.

 

Quantas pranchas está levando?

Quatro. 5?10, 6?0, 6?3  e 6?5. Espero que tenha umas ondas grandes.

 

O que você pensa encontrar por lá?

Penso em encontrar um lugar maravilhoso e conhecer a cultura do povo. Tenho muita vontade de fazer aquelas viagens que a galera vai pra Mentawai e fica num barco. Meu sonho é isso. Se rolar da gente ficar num barco, seria muito legal.

 

Quem são teus ídolos?

Eu me espelho no surf masculino. Quero ser tão radical quanto aos meninos dentro d?água e feminina fora. Fazer manobras mais modernas. Por isso eu gosto do surf do Danilo Costa. Eu o admiro, desde pequenininha, quando ele ficava na pousada da minha mãe, lá na praia do Francês. Gosto dele como pessoa e como surfista. Para mim ele é o melhor. Quanto às mulheres, admiro muito Jacqueline Silva. Nunca tive muito contato, mas ela é supercalma, tranqüila e tem humildade. Pra mim ela vai ser campeã mundial. Se Deus quiser.

 

O que você acha que falta no surf feminino?

Mais união e mais amizade.

 

Por que? Você acha que as meninas não têm um objetivo comum?

Acho que isso até tem. Não sei se é pelo fato de a mulher ser mais competitiva e invejosa. Tem disputa dentro e fora d?água. Uma quer ser melhor que a outra. Eu odeio isso. Dentro d?água, ninguém é amigo, cada um vai defender o seu, até aí tudo bem. Mas, saiu da água, todo mundo tem que ser amigo, porque estamos na mesma batalha, mas isso não acontece de fato. Deveria ter mais união, não só lutar pelo que é seu. Acho que nós meninas temos que lutar para abrir espaço para novas gerações. Tem muita panelinha no surf. Deveríamos lutar todas juntas para o crescimento do surf.

 

Você acha que as mulheres são esquecidas nos campeonatos, porque o surf é um esporte predominantemente masculino?

O surf feminino tem crescido muito e a gente não tem do que reclamar. Não adianta, o masculino é o carro-chefe. São oitenta homens disputando e nós somos 24 mulheres. Por aí você vê que a disputa é muito maior. Acho que têm todo direito de ter uma premiação mais alta. Mas, na mídia, somos ainda muito discriminadas, ou melhor, deixadas de lado.

 

 

Sentiu diferenças ao entrar para o Super Surf?

Depois que comecei a correr o SuperSurf, mudou muita coisa. Não é só surfar bem. As meninas têm muita experiência. Tem essa coisa de bateria mulher contra mulher, com regras bandeira, bóia, prioridade é uma coisa nova, que eu ainda estou me adaptando.

 

A ansiedade atrapalha muito?

Já perdi várias vezes para mim mesma por causa da ansiedade. No começo da bateria quando tinha de estar calma, fico ansiosa. No final, quando deveria ficar ansiosa, eu já estou uma pilha. Fico remando de um lado para o outro e isso não dá certo. Estou fazendo yoga, meditação e trabalhando a respiração para melhorar meu desempenho nas baterias.

 

 Quais são as praias que você mais curte surfar?

Fora a praia do francês, a minha preferida do Brasil, acho que Fernando de Noronha é o paraíso, cenário maravilhoso que tive a oportunidade de ir esse ano. Mas treino sempre na Mole e na Joaquina.

 

Qual a tua manobra preferida?

Tubo.

 

Pensa em surfar em Teahupoo ou Pipeline?

É um desafio. A vida do surfista é assim, superar limites, muita adrenalina e emoção. Gosto de onda maior, mas é uma coisa que pra mim está ainda bem longe.

 

Hoje o surf está em primeiro lugar na tua vida?

Sim. Antes, eu colocava os estudos, mas me decepcionei muito. Sempre fui uma ótima aluna, com boas notas. No ano passado estava fazendo o 3º colegial, mudei de escola quando fui para Florianópolis. As pessoas não entenderam que não sou uma aluna normal. Me esforcei pra caramba e fui reprovada por excesso de falta. A maioria das pessoas que corre o circuito abandona os estudos. É difícil conciliar os dois. Nem foi minha culpa. Mas já voltei a estudar. 

 

Você pretende fazer faculdade?

Ainda tenho dúvidas. Se é nutrição, publicidade e propaganda. Mas acho que seria estilista.

 

Você pretende adaptar o surf à profissão que você escolher?

Claro. Vejo umas coisas na moda surf que precisam de mudanças. Hoje o mercado tem altas roupas, mas sabe quando falta alguma coisa?! Surfwear é tudo muito igual, muito parecido. Se fosse trabalhar nisso, faria de uma forma diferente.

 

E os planos para o futuro?

Estou pretendendo correr WQS no ano que vem, vou fazer de tudo, dar o máximo de mim para entrar no Circuito.

 

Você pensa em viver do surf?

Sim, a minha batalha é essa. Para que um dia eu possa ter um salário legal, uma família, sem precisar de outro trabalho para me manter. Hoje em dia o surf tem muitos recursos.

 

E surfar até quando?

Até ter forças para ficar em pé na prancha. Como a vida do competidor é muito curta, por isso essa é a época de aproveitar bastante. Quero dar o máximo agora, porque depois tudo passa. Se você ficar para trás, acaba ficando para trás. Agora é a minha hora.

 

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    Um dos eventos de base mais tradicionais do surfe está de volta ao Brasil. Depois de 11 anos, o Quiksilver King of the Groms retorna ao país nos dias 10 e 11 de outubro, na Praia de Itamambuca, em Ubatuba (SP). A edição de 2026 também marca uma novidade: a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, dando espaço também às meninas no King and Queen of the Groms. A competição será disputada nas categorias Sub-12, Sub-14 e Sub-16, no masculino e feminino, e está aberta a surfistas de até 16 anos. Criado pela Quiksilver entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, o KOTG nasceu com o objetivo de descobrir e dar visibilidade aos jovens surfistas de alta performance. Ao longo de suas edições, o evento recebeu nomes que posteriormente se destacaram no Circuito Mundial. Entre eles está Gabriel Medina, vencedor da final internacional de 2009, na França, quando conseguiu duas notas 10 e somou 20 pontos. Outros nomes que passaram e venceram o campeonato incluem Filipe Toledo, John John Florence, Jack Robinson, Leonardo Fioravanti e Matt Banting. Retorno ao Brasil O King of the Groms foi realizado cinco vezes no Brasil: Itajaí (SC), em 2010; Itacaré (BA), em 2011; Baía Formosa (RN), em 2012; São Francisco do Sul (SC), em 2013; e Fernando de Noronha (PE), em 2015. Na última edição brasileira, Fernando de Noronha recebeu não apenas uma seletiva regional, mas a própria Final Mundial do evento. Em 2026, a Roxy passa a realizar o evento ao lado da Quiksilver, com disputas também no feminino. “O King of the Groms sempre foi muito importante para a Quiksilver e eu considero esse evento mais do que um campeonato. Ele faz parte da história do surf e ajudou a colocar muitos talentos no radar. E, depois de tantos anos, trazer esse nome de volta ao Brasil, agora também com o feminino (Roxy), tem um significado enorme para nós. Queremos resgatar esse espírito e, ao mesmo tempo, criar novas histórias. Temos uma geração de groms muito forte no Brasil e poder reabrir essa porta e acompanhar de perto quem serão os próximos nomes do surf brasileiro é, sem dúvida, uma das partes mais legais desse projeto”, disse Karol Lopes, gerente de Marketing da Quiksilver e Roxy Brasil. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e custam R$ 150. Os atletas devem se inscrever exclusivamente pelo e-mail [email protected], enviando comprovante de pagamento, documento com foto e os dados do atleta. Quiksilver & Roxy King and Queen of the GromsPraia de Itamambuca – Ubatuba (SP)10 e 11 de outubro de 2026Sub-12 Masculino e FemininoSub-14 Masculino e FemininoSub-16 Masculino e FemininoInscrição: R$ 150

    Meninos e meninas de até 16 anos disputam o Quiksilver King and Queen of the Groms nos dias 10 e 11 de outubro em Itamambuca, Ubatuba (SP), depois de 11 anos da última edição no Brasil.

    A Praia de Maresias, em São Sebastião (SP), recebe entre os dias 26 de setembro e 3 de outubro o Banco do Brasil São Sebastião Pro, etapa do Challenger Series 2026/27 da World Surf League (WSL). Esta será a primeira vez que o estado de São Paulo recebe uma etapa da divisão de acesso ao Championship Tour. O evento terá 80 homens e 48 mulheres de diferentes países em um momento importante da corrida pelas vagas na elite. Ao fim da temporada do Challenger Series, os dez primeiros colocados do ranking masculino e as seis primeiras do feminino garantem classificação para o Championship Tour de 2027. A passagem do circuito por Maresias também coloca o Challenger Series em uma região diretamente ligada à história do surfe brasileiro. São Sebastião revelou diferentes gerações de surfistas e terá agora atletas de vários países disputando pontos para chegar à elite mundial. Corrida pelo CT esquenta em Maresias Com as primeiras etapas da temporada concluídas, o Banco do Brasil São Sebastião Pro chega em um momento importante na disputa pelas vagas no Championship Tour. Weslley Dantas lidera o ranking masculino do Challenger Series com 15.700 pontos. O brasileiro começou a campanha com o vice-campeonato no Ballito Pro e reforçou a liderança ao vencer o QS 6.000 Internacional de Matosinhos, em Portugal. Jackson Bunch, do Havaí, subiu três posições e aparece em segundo, com 15.405 pontos, depois da vitória no QS 6.000 Internacional de Saquarema. Jake Marshall, dos Estados Unidos, ocupa a terceira colocação, com 14.745, seguido pelo compatriota Cole Houshmand, quarto colocado, com 13.320. O Brasil tem outros três surfistas dentro do Top 10. Ryan Kainalo é o quinto, com 10.995 pontos, Ian Gouveia aparece em sexto, com 10.105, e Deivid Silva ocupa a oitava posição, com 9.025. 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A australiana Ellie Harrison fecha atualmente o Top 6, com 11.020 pontos. Laura Raupp é a brasileira mais bem colocada. Ela ocupa a 14ª posição, com 6.985 pontos, e terá em Maresias a oportunidade de diminuir a distância para a zona de classificação. Com pontos importantes em jogo, os resultados da etapa paulista podem mexer diretamente na corrida pelas vagas no Championship Tour de 2027. Challenger estreia em São Paulo O Banco do Brasil São Sebastião Pro marca a primeira passagem do Challenger Series pelo estado de São Paulo. A etapa será disputada em Maresias, no litoral norte paulista, região com forte ligação com a história do surfe profissional brasileiro. São Sebastião revelou gerações de surfistas que ajudaram o Brasil a se tornar uma das principais potências da modalidade. A chegada do Challenger Series aproxima esse legado de uma nova geração de atletas que busca construir o próprio caminho até o Championship Tour. Música e atividades fora d’água A programação do Banco do Brasil São Sebastião Pro também terá música, bem-estar e atividades fora da competição. No dia 26 de setembro, abertura da janela, o WSL Sunset Reggae Edition terá shows de Maneva, Planta & Raiz e Gabriel Elias na Praia de Maresias. O primeiro fim de semana também recebe o WSL Wellness, com atividades gratuitas nos dias 26 e 27 de setembro voltadas a movimento, preparação física e recuperação. A programação inclui yoga com Sue Moura, Functional Surf Training com Allan Menache, preparador físico dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, e treinamento funcional com Ricardo Lapa, com participação da repórter e influenciadora da WSL Rachel Apollonio. Para participar das aulas programadas, é necessário fazer inscrição antecipada. Entre 28 de setembro e 3 de outubro, as ações de bem-estar e lifestyle continuam. Estudantes da rede pública de ensino de São Sebastião também participarão de clínicas esportivas gratuitas de surfe, skate, altinha e vela. Transmissão ao vivo O Banco do Brasil São Sebastião Pro acontece de 26 de setembro a 3 de outubro de 2026, na Praia de Maresias. Assim que a competição for oficialmente iniciada, as baterias terão transmissão ao vivo pelo site e pelo aplicativo gratuito da WSL. O evento tem patrocínio de Banco do Brasil, Prefeitura de São Sebastião, VIVO, GWM, Natura Kaiak, Aquacoco, Probiótica, Dr. Peanut, Mana Poke, BB Seguros, Mãe Terra, Riachuelo, Corona Cero, Apple Watch, Sun Ninja e EY, além de parcerias de mídia com Globo, 89 A Rádio Rock, Eletromídia e TV Vanguarda.

    Válido como etapa do WSL Challenger Series, o Banco do Brasil São Sebastião Pro reúne 80 homens e 48 mulheres na Praia de Maresias, de 26 de setembro a 3 de outubro, na corrida por vagas no CT 2027.

    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. MEN’S BIGGEST WAVEVencedor: Rodrigo Koxa (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Mattias Hammar – Fotos: Jayden Cheo, Stephan Mathers e Ianco RochaFinalistas: Lucas “Chumbo” Chianca (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves; Clément Roseyro (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Arthur Picard. WOMEN’S BIGGEST WAVEVencedora: Michelle des Bouillons (BRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan ChavesFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Rennan Chaves – Fotos: Laurent Masurel e Aurnad Plas; Michaela Fregonese (ITA) – Nazaré, Portugal – Vídeo: Kaique Silva. MEN’S PADDLEVencedor: Grant “Twiggy” Baker (RSA) – Nazaré, Portugal – Fotos: Peter “Joli”

    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.