Circuito Petrobras reúne elite em Ubatuba

Com participação das melhores surfistas do Brasil e amparada no sucesso dos dois últimos anos, a terceira edição do Circuito Petrobras ganhou ainda mais força.

 

Único circuito exclusivo para mulheres em todo o mundo, a competição agora passa por três estados e a etapa de abertura acontece em Ubatuba, entre os dias 2 e 4 de abril, primeira vez que o circo cor de rosa do surfe chega a São Paulo.

 

Mais de 120 surfistas, entre amadoras e profissionais, são esperadas nas ondas de Itamambuca. As outras etapas acontecem na praia do Francês, em Maceió, de 25 a 17 de

junho, e na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, de 1 a 3 de outubro.

 

Válido pelo circuito brasileiro, o evento distribui R$ 50 mil em prêmios: R$ 20 mil na etapa de Maceió e R$ 15 mil no Rio e em São Paulo, cabendo o valor de R$ 1 mil para o longboard, que também conta pontos para o primeiro circuito profissional da categoria.

 

Além das categorias Longboard e Profissional, haverá disputas ainda na Grommets (até 12 anos), Mirim (até 16 anos) e Open (amadoras sem limite de idade).

 

Além de valiosos pontos nas ondas, o Circuito Petrobras se caracteriza por ações sociais na areia. Em 2002, a campanha abraçada pelas surfistas foi a de combate ao câncer de mama, numa parceria com o Inca.

 

No ano seguinte foi a vez de incentivar a doação de sangue e agora chegou a vez de combater a violência doméstica contra a mulher.

 

?O circuito é muito mais do que só surfe e tem a intenção de orientar as meninas em relação aos grandes problemas que afligem as mulheres? diz Laila Werneck, uma das organizadoras do circuito ao lado de Pedro Falcão.

 

?Todo ano que procuro saber na Secretaria de Saúde Municipal do Rio qual o fato que tem apresentado maior incidência e aí entramos de corpo e alma nas campanhas?.

 

A preocupação com o Meio-Ambiente também está presente no circuito. O palanque será todo construído em bambu, já que a extração da planta não afeta a natureza. Haverá ainda passeios guiados por ecologistas no Rio Itamambuca, que desemboca na praia.

 

Nas ondas, a cearense Silvana Lima reina absoluta. Radicada no Rio, Silvana luta pelo tricampeonato da competição e tem como principais adversárias sua conterrânea Tita Tavares, atual quinta do mundo, a carioca Andréa Lopes, a ubatubense Suelen Naraísa e a potiguar Alcione Silva.

 

Inscrições estão abertas. Atletas amadoras pagam R$ 30 e o depósito deve ser feito no Banco Real, agência 0463, conta-corrente 1.733.910 em nome de Laila Werneck

 

Já as surfistas profissionais pagam R$ 55. O banco para depósito é o Itaú, agência 0289, conta-corrente 24.732-2 em nome da Associação Brasileira de Surf Profissional (ABRASP)

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)