Chile, um Hawaii na América do Sul

#Na última terça (14/05) o mar subiu para 4 a 6 pés em El Gringo, com algumas séries ocasionais maiores. Durante manhã veio uma com quase 10 pés, que tive a felicidade de pegar.

As esquerdas estavam melhores e bem quadradas até umas 10:30 horas, depois o swell mudou um pouco de direção e as direitas começaram a melhorar
bastante, mas às 12 horas caiu o vento maral. Diferente de ontem, o
vento terral não soprou e permaneceu parado durante toda a manhã.

El Gringo ? uma das melhores e mais perigosas ondas do planeta

O norte do Chile é uma boa opção para quem gosta de ondas grandes e
tubulares. Por ser um dos lugares mais constantes do mundo, o
encontro com um bom swell é garantido. A costa possui grandes
profundidades que chegam a 6 mil metros, o que faz com que as
ondas quebrem com muita força ao se chocar com rasos fundos de pedra e coral.

O crowd, na sua maioria, é composto por muitos bodyboarders locais e
alguns australianos e argentinos. Para dar uma idéia, o principal assunto depois da “session” em El Gringo é “quanto pagaste hoy”, expressão que se refere a “vacar”, isto é, pagar o preço da onda. O Norte do Chile é dividido em duas regiões: Arica e Iquique.

Arica é uma cidade no extremo norte, a apenas 30 km do Peru, e nela
está a famosa onda de El Gringo. Ela fica na Isla de Alacran, 1
quilômetro ao sul do centro da cidade. Funciona com qualquer direção
de swell com boas esquerdas que geralmente chegam a 6 pés, mas podem chegar à 10. Acima dos 6 pés, e chegando a 20, quebra a
direita de El Gringo, melhor com swell de norte.

Recomendo acordar cedo, pois o vento, quase sempre sul, cai no final
da manhã. Daí, a opção pode ser cair em “La Isla”, uma esquerdinha
divertida, protegida do vento no lado norte da Isla.

Iquique, uma palavra indígena que significa ?sonhar?, fica 300 km ao sul, onde rolam muitos “reef-breaks”. Lá era o local onde os índios descansavam, pois como é cercado por grandes montes quase não venta forte. Isso é muito favorável ao surf, que rola durante todo o dia, dependendo apenas da variação da maré. São cerca de seis quilômetros com diversas bancadas. O destaque fica para Intendência, talvez a onda mais “buraco” da América do Sul. Uma esquerda que quebra abaixo do nível do mar, lembrando Shark Island (na Austrália).

Arica ? Cidade próxima a fronteira com o Peru, oferece poucas opções de ondas, porém, as mais fortes de todo litoral Chileno e com altíssima qualidade.

El Gringo ? onda similar a Pipeline e Backdoor, porém muito próxima
de um costão de pedras. Acima de oito pés rolam mais as direitas. Pode chegar aos 15 pés e é considerada uma das ondas mais perigosas do planeta.

El Boy ? Espécie de Waimea chilena, é uma onda longa para esquerda e curta para direita. Pode ser avistada de El Gringo cerca de 800 metros ao sul.

La Isla ? Esquerda perfeita, porém sem força. Fica boa quando entra o maral
depois do meio-dia, pois sua posição favorável recebe este vento como terral.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.