Charles Chaves falece em Olivença

Depois de perder Marcos “Fênix” Oliveira na semana passada, o surfe baiano volta a ficar de luto, agora com a morte de Charles Chaves, o “xerife” das direitas do Backdoor, em Olivença, Ilhéus.

 

Na madrugada da última terça-feira (8/6), Charlinho estava numa festa, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça no chão. Foi levado ao Hospital Regional de Ilhéus, onde o médico fez um curativo. 

 

Em seguida, o atleta reclamou que estava sentindo muitas dores no peito e o médico solicitou que ele ficasse internado.

 

Porém, Charlinho recusou o pedido e decidiu retornar para casa. Quando o dia amanheceu, os parentes encontraram o surfista caído no chão e tentaram reanimá-lo, mas não obtiveram sucesso.

 

Segundo amigos, ele costumava sentir essas dores há algum tempo, mas não procurava o médico e tentava contornar o problema fazendo uma massagem em seu próprio peito. 

 

Chaves já havia perdido uma irmã por este motivo e seu pai também sofre de problemas no coração.  

 

O enterro de Charles Chaves ocorreu no

cemitério de Olivença e foi acompanhado por um grande número de pessoas. Vários atletas estiveram presentes, como Dennis Tihara, Rudá Carvalho, Charles Costa, Gabriel Macedo, entre outros. 

 

Chaves tinha uma grande amizade com o bicampeão brasileiro Jojó de Olivença, que ficou abatido ao saber da morte do surfista. “Ele era especial, simplesmente meu melhor amigo em Olivença. Era meu representante no Backdoor e tínhamos planos para nos divertir. Vai demorar pra eu me acostumar a surfar em Olivença sem Charles”, lamenta o bicampeão.

 

Humilde, batalhador e carismático. Esses adjetivos definem muito bem a excelente pessoa que era Charlinho, um cara que quebrava as direitas do Backdoor como poucos.  

 

A última competição disputada pelo atleta foi a etapa final do Brasileiro Amador em 2003, realizada na praia de Batuba, em Olivença.

 

Charlinho fez uma bela exibição e só foi barrado na semifinal da categoria Open por uma pequena diferença de pontos, terminando o evento na quinta posição.

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)