Esforço recompensado

Cesarano em alta no Hawaii

Felipe Cesarano voa alto em Rocky Point. Foto: Sebastian Rojas / Fluir.

O free surfer Felipe “Gordo” Cesarano saiu mais do que satisfeito de uma session em Off-The-Wall durante a realização do Pipe Masters.

 

Gordo teve a sorte de pegar um tubão e ainda ser registrado pelo fotógrafo da Fluir, Sebastian Rojas.

Para os surfistas profissionais, pegar uma onda dessas e ser fotografado é o mesmo que ter um bilhete premiado.

 

“Fui muito bem recompensado neste dia clássico. Por volta do meio-dia, estava em OTW quando peguei uma esquerda animal. O Sebastian fotografava Backdoor e fez toda sequência. Com certeza foi a melhor que já fiz no Hawaii”, reconhece o atleta.

“Eu registrava as baterias posicionado no Backdoor, quando vi o Gordo em OTW. Ele veio na onda e eu estava de costas. Quando virei, notei que era linda e perfeita e ele botou pra dentro de um grande salão. Fotografando do Backdoor, o visual da esquerda de OTW é um pouco diferente. Ficou muito lindo. Ele marcou um golaço e com certeza esta é uma imagem que tem todo o potencial de emplacar em alguma revista nos próximos meses”, destaca Sebastian.

Além de Seba, o surfista Stephan Figueiredo filmou o momento. “O Hawaii é um lugar difícil de trabalhar devido ao crowd, mas geralmente fico a temporada inteira e estou na água sempre que tem alguma condição. Assim, pego algumas iradas e garanto meu trabalho. Às vezes muitos não conseguem por preguiça, medo ou por causa do crowd mesmo”.

De acordo com Felipe, até agora o mar mais perfeito que pegou foi no segundo dia do Pipe Masters. “Caimos em OTW e depois do campeonato foi aquele típico dia perfeito de Hawaii, com ondas em torno dos 2 a 2,5 metros, terral fraquinho e muito sol”, relata. Mas, a caída mais marcante foi no dia anterior ao Eddie Aikau, “com 10 metros fechando a baía toda hora”.

Em sua quinta temporada, o surfista carioca chegou no último dia 15 de novembro e permanece treinando na ilha até fevereiro. “Esta vez já deu bastante onda grande e a previsão indica mais ondulações. Isso é muito bom pra evolução da galera, pois até então, surfar Waimea acima de 6,6, 7 metros era um tabu”, descreve.

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