Terminado o ano de 2002, algumas definições e conclusões foram acertadas com o consenso da maioria das entidades filiadas, da União Nacional dos Árbitros de Bodyboard (UNAB) e com a aprovação do Diretor de Arbitragem, Francisco Garritano, e do Presidente da CBRASB (Confederação Brasileira de Bodyboard) Edmar Rezende.

 

Serão comunicados alguns fatos que valerão também em nível mundial. Ficaram concluídas, definidas, comunicadas e determinadas as seguintes decisões:

 

Todas as entidades filiadas a CBRASB deverão seguir as indicações no que diz respeito a elas, para uma padronização em nível nacional

 

As etapas do Circuito Brasileiro terão a diminuição de um árbitro. Ou seja, serão um total de seis árbitros por evento, sob a supervisão de um head-Judge, indicado pela diretoria de Arbitragem da CBRASB e pela UNAB. Serão quatro juízes avaliando a apresentação dos atletas, com dois no revezamento. A medida visa minimizar cada vez mais os erros de julgamento, buscando uma uniformidade maior entre o quadro.

 

Foi escolhido um árbitro fixo da CBRASB, que deverá estar obrigatóriamente em todas as etapas. E um suplente, que o irá substituir em caso de viagem ou a não possibilidade de trabalho.

 

Foram também escolhidos os árbitros regionais, que irão compor o quadro técnico nas etapas do circuito, sendo sempre usado o árbitro da região mais próxima do evento. Também ficou decidido que serão sempre usados no máximo dois árbitros locais, para se manter um padrão de maioria atuante.

 

Os árbitros que atuarão no Circuito Mundial também foram escolhidos. Tanto na primeira divisão (Super Tour), como na segunda divisão World Qualifying Tour (WQT) e o circuito feminino, o Women World Tour (WWT).

 

Vale ressaltar a criação da Associação Mundial de Árbitros, ou Bodyboarding International Officials (BIO), reconhecida pela Global Organization of Bodyboarders (GOB), como o órgão responsável pelo julgamento no Circuito Mundial. Bruno Calheiros, uma das maiores referências em julgamento no bodyboarding mundial, foi escolhido para ocupar a presidência da entidade por unanimidade entre todos os representantes no mundo. Francisco Garritano foi nomeado diretor de Arbitragem das Américas do Sul e Central do Circuito.

O critério de avaliação de ondas, bem como a escolha de número de ondas computadas e somadas, será decidido no dia do evento, sendo responsabilidade do diretor Técnico e do head-Judge, podendo o mesmo mudar somente com o término do round que estiver correndo. Ou seja, se um round começa com um critério, ele terminará com o mesmo critério. O número mínimo de ondas computadas será de duas ondas, e o máximo de quatro. E o atleta poderá pegar o mínimo de 10 ondas e o máximo de 15 ondas.

 

Dependendo das condições do mar, teremos de ser flexíveis, para que possamos valorizar cada vez mais o espetáculo e principalmente os competidores, minimizando cada vez mais os erros de julgamento. As punições dos árbitros estarão a cargo da UNAB, da Diretoria de Arbitragem da CBRASB, com a aprovação do Presidente.

Será feito um ranking de árbitros, por cada etapa, serão avaliados os seguintes quesitos:   

 

– postura

– critério apurado

– velocidade na nota

– rasura

– a maior participação na média das notas

– experiência e definição em momentos críticos  das baterias

– conhecimento do regulamento

– acerto de resultados

– raciocínio rápido e coerente

– atenção

– profissionalismo

– imparcialidade

– concentração

– participação

– estar atuante no esporte e na vanguarda das manobras

– feeling

– espírito de equipe

 

O ranking será feito pelo diretor de Arbitragem da CBRASB e também pelo Presidente da UNAB. Ao final do circuito, será feito um ranking geral, com as oscilações de performance entre os colocados. A parte relativa a valores de  pagamento de salários e prestação de serviços da comissão técnica serão:

 

– Quando de eventos estaduais será de responsabilidade da Federação ou Associação local.

– Quando ser tratar de etapa de Circuito Brasileiro , a UNAB apresentará a tabela com valores de salários e ajuda de custo de maneira única e padronizada para todas as etapas.

– A UNAB irá apresentar para a CBRASB em breve a tabela com os valores de salário e ajudas de custo das etapas do Circuito Brasileiro, valores únicos e padronizados para todas as etapas.

– Notou-se uma defasagem entre alguns Estados e regiões, pelo fato do ritmo de julgamento em eventos grandes e de circuitos locais serem diferentes. Bem como a experiência de uma nova geração, que cresceu muito nos últimos anos.

– O reflexo da qualidade de árbitros está ligado diretamente a qualidade de um Circuito e trabalho de base em um Estado. Isso sempre foi e será notado por todos que trabalham em um campeonato.

 

Estados de maior evolução:

 

Paraná – Com bastante força e profissionalismo, aliado a muita união, foi o Estado que mais cresceu, com o excelente trabalho da federação local, que promoveu cursos, intercâmbios e campeonatos, tendo à frente Stefano Triska e Edwino na busca  de amadurecimento, sem se preocupar em buscar experiência em outros Estados e regiões, investindo forte no sucesso.

 

Bahia – Comandado por Fátimo Cerqueira, vem se destacando na evolução do esporte, com a busca de integração e um excelente trabalho de base em todos os segmentos, tanto politicamente como em reformulação e desenvolvimento.

 

Espírito Santo – Uma das principais referências do país, tanto que o reflexo está nos resultados dos atletas, sendo o estado que mais figurou no podium no circuito do ano passado.

 

Estados que precisam trabalhar mais os árbitros:

Pernambuco ? Na própria etapa do Estado, bem como onde mandou algum representante, foi sentida uma defasagem muito grande em relação ao grupo e aos outros Estados e regiões, tanto como em critério, velocidade e experiência em interferências. Um ritmo maior de campeonatos no estado, principalmente na categoria profissional, tem que ser trabalhado. Um Campeonato Brasileiro não é teste, e precisamos ter o melhor, para não sobrecarregar o grupo e o andamento da bateria, para que os atletas não sejam prejudicados.

 

Alagoas ? Precisa urgentemente de ritmo e atuação, com cursos, campeonatos, treino, intercâmbio e experiência. Mas é apenas um Estado novo no cenário nacional, e tem potencial, pois a Federação foi criada há pouco tempo e precisa do mesmo para trabalhar. Sugere-se uma clínica antes de um evento nacional de 5 dias, para avaliação do potencial dos árbitros locais.

Rio Grande do Sul – Depois de um período conturbado, em que algumas trapalhadas de organização e formação política aconteceram, o estado se firmou, fundou a sua Federação e já está em busca de aperfeiçoamento no quadro técnico, promovendo cursos e uma maior integração entre atletas e Federação. É um Estado importante, de grandes revelações nacionais, e que vai saber trabalhar em conjunto com a Confederação Brasileira.

 

Estados de destaque:

 

São Paulo – O melhor Estado entre todos na evolução do julgamento. Promoveu um dos melhores circuitos do país, fazendo um intercâmbio entre os árbitros das regiões, em cada etapa trazia um diferente. Tanto da Região Sul, como Sudeste. Árbitros de Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo tiveram participação no Circuito. Parabéns a Washington, Rosângela e Rogério, que promoveram o maior intercâmbio já visto no esporte, fortificando uma linha de raciocínio mais uniforme, que foi sentida na evolução das etapas do Circuito Brasileiro, com um trabalho extremamente profissional, como deve ser. O resultado está na escolha de melhor juiz do Circuito Brasileiro, Rogério Bezerra, head-judge da Federação, que deu um verdadeiro show ao longo do ano, o que foi notado até pelos próprios companheiros de trabalho.

 

Rio de Janeiro ? Estado que promoveu o maior número de etapas do Circuito, com um nível de eventos muito alto, com as maiores premiações e número de participantes, trazendo sempre os melhores árbitros, sem se preocupar com despesas, usando inclusive oito árbitros na etapa de Rio das Ostras, por causa do número de atletas.

 

O Sr. Edmar Rezende não poupou esforços para dar o melhor aos atletas e comissão técnica, mostrando o porque de ser o Presidente da CBRASB, honrando sempre os compromissos onde quer que estivesse. O Rio fez ainda os principais eventos internacionais do país, se preocupando com o padrão alcançado pelo Estado em nível  mundial. Tudo isso através da FEBBERJ, na figura do Sr Alexandre Cobra, que deu a maior premiação na categoria profissional masculina do país, e vale ressaltar que as inscrições não eram pagas.

 

Promoveu a renovação dos árbitros de maneira coerente, aparecendo excelentes talentos no Estado. Buscou uma maior integração entre as Associações, tendo o Rio o melhor circuito amador do país, com a média de 110 inscritos por etapa.

 

Ceará – Como não poderia deixar de ser, fez dois campeões brasileiros e mostrou que continua sendo uma das maiores referências no esporte e julgamento no país, com um circuito estadual sério, profissional e atuante. Com idéias que acrescentaram muito na a evolução e com uma busca incansável pelo profissionalismo. Um reflexo direto de Paulo de Tarso, responsável há mais de 10 anos pelo julgamento no estado, e que sempre se mostrou um talento na arte de julgar e de ter visão sobre as coisas.

 

O Estado finalizou o Circuito Brasileiro com uma grande etapa, colocando o Ceará de novo no cenário nacional na área de eventos. A tendência é um maior fortalecimento e integração, puxando os outros estados para cima.

Santa Catarina – Fez um excelente Circuito Estadual, brindando o Brasil com uma etapa excelente de Brasileiro, como não poderia deixar de ser,pois as pessoas que estão à frente, Jarbas Soares e Fábio Patrão, conseguem aliar profissionalismo, paixão pelo esporte e competência, dando ao quadro de julgamento um dos maiores talentos na arte de julgar. Pois, quem conhece Fábio Patrão, sabe da paixão e dedicação dele pelo esporte. Um feeling de quem sabe do que está falando e fazendo, sempre promovendo cursos, estágios, renovação, buscando sempre o profissionalismo e dedicação, e a preocupação para com o atleta.

 

Fábio Patrão foi fundamental para o grupo no ano que passou, buscando sempre a união e o bom senso, criando um clima excelente para o trabalho.

 

Tendo em vista todo o retrospecto ficou assim definido:

 

Circuito Mundial

 

Head-Judge e Official Judge no Super Tour,WQT e Women Tour

 

Bruno Calheiros (RJ) e Francisco Garritano (RJ)

 

Árbitros do World Qualifyng Tour (WQT)

 

Rogério Bezerra (SP)

Luciano Calheiros (RS)

 

O critério para a escolha dos representantes foi, a experiência em eventos  internacionais, experiência em circuitos brasileiros, retrospecto em rankings internacionais, experiência com língua estrangeira e indicação do board da GOB.

Head-judge CBRASB

Chico Garritano (RJ)

Suplente – Rogério Bezerra (SP)  e Bruno Calheiros (RJ)

 

Árbitro fixo da Confederação (presente em todas as etapas)

 

Rogério Bezerra (SP)

 

Suplentes –  Fátimo Cerqueira (BA), Bruno Calheiros (RJ), Fábio Patrão (SC) e Luciano Calheiros (RS)

 

Árbitros das Regiões

Região Nordeste: Fátimo Cerqueira (BA) e Miguel Ângelo (CE)

Suplentes – Orleans (CE), Bruno Gallindo (PE)

 

Região Sudeste: Osmar de Moraes (RJ) e Frank Berardo(ES)

Suplentes ? Hilton de Oliveira (RJ) , Buco (SP)

 

Região Sul: Fábio Patrão (SC) e Luciano Calheiros (RS)

Suplentes – Edwino Neto (PR) e João Rigo (PR)

 

Os árbitros locais serão sugeridos pelo head-Judge do estado, com a aprovação da Diretoria da UNAB e da CBRASB.

 

Destaques de 2002

 

Melhor Árbitro:

 

Rogério Bezerra (SP)

Revelação:

 

Edwino Neto (PR)

Punições:

 

Estão punidos, por tempo indeterminado, os árbitros:

 

Charles Veras (PE)

Rafael Lelache (RJ)

 

Por terem atitudes que não condizem com o regimento e as normas da UNAB e CBRASB, bem como os critérios estabelecidos pelas mesmas. Os árbitros estão suspensos de qualquer evento em nível nacional.

Ficou provado que quanto maior a participação de uma Federação, promovendo a evolução do esporte e buscando realmente o crescimento, os resultados são óbvios, refletindo diretamente na qualidade do trabalho e no sucesso e crescimento do grupo, beneficiando os atletas e todas as pessoas envolvidas.

 

A proposta para o próximo ano é de uma maior  busca e troca de informações e cada vez mais profissionalização dos segmentos, buscando um bem maior de união e coletividade, tendo a nossa Confederação sempre como o nosso teto e valorização maior, pois o esporte é a Confederação, e a Confederação somos todos nós. E todos devem participar, sem deixar sobrecarregar uma pessoa só, sem ego e bairrismo, para que possamos continuar a crescer e fazer de verdade o nosso trabalho. Para continuarmos a ser os melhores do mundo, pois lá fora eles estão correndo forte pra tirar o nosso status.

 

Eu tenho esperança, e tenho certeza de que a maioria também tem. A laranja podre não apodrece as outras. Ela cai do pé e fica podre sozinha. Qualquer dúvida e sugestão podem me contactar.

 

(21) 2235 5406

(21) 2255 7319

 

Obrigado,

 

Francisco Garritano

Presidente da ABBC

Head-Judge/Diretor de Arbitragem FEBBERJ

Head-Judge/Diretor de Arbitragem CBRASB

G.O.B Officcial Member

Diretor de Arbitragem BIO/GOB América do Sul/Central

Diretor G.O.B – Brasil

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