Cauli: a trajetória de um mito

Na opinião de várias pessoas do meio, como surfistas profissionais, mídia e simpatizantes do esporte, o carioca Carlos Felipe da Veiga Lima Rodrigues, mais conhecido como “Cauli”, é um dos principais surfistas brasileiros de todos os tempos.

 

Considerado o atleta mais competitivo do país na década de 80, influenciou e foi a grande referência de toda uma geração numa época em que o surfe começava a mostrar seu potencial.

 

Atualmente com 47 anos, Cauli foi um dos principais responsáveis pela profissionalização do esporte, tanto pelas atitudes, como treinos intensos de aproximadamente oito horas por dia em vários picos cariocas e a elevação dos parâmetros das manobras, como os longos cutbacks e as mortais e velozes batidas de backside, que marcaram época.

 

Ele começou a surfar espontaneamente, pois existia um grupo de amigos que gostava de ficar em pé na maioria dos esportes, como os carrinhos de rolimã e as bicicletas nas ladeiras. Depois disso, iniciaram os treinos nas pranchas de “planonda” (isopor) e, logo depois, Cauli ganhou do tio uma prancha de fibra de vidro para dividir com o irmão.

 

Seu principal pico era a praia de Copacabana, que Cauli lembra com saudosismo comparando-a com Sunset Beach, no Hawaii, antes do aterro. Além do bairrismo que já existia, foi proibido por seus pais de ultrapassar os limites do quarteirão, e tinha que surfar em frente de sua residência. O local era o posto 5, considerado um dos melhores picos de surf do país e que, segundo Cauli, tinha ondas todos os dias e raramente ficava flat.

 

Junto com sua turma, ele iniciou nas pedras do Arpoador e, em seguida, descobriram que as ondas de Ipanema eram propícias para as pranchas de isopor, já que em Copacabana as ondas eram mais cavadas.

 

Houve um período que o governo aprovou uma lei restringindo a prática do surf em algumas praias. No Arpoador, por exemplo, somente era possível surfar em horários pré-determinados. Os policiais chegavam de camburão e tocavam uma sirene para que os surfistas saíssem do mar, e quem não obedecesse tinha a prancha apreendida.

 

Num dado momento foi terminantemente proibida a prática do esporte. A polícia ficava atenta ao desrespeito à lei, e quem morava em Copacabana tinha que surfar clandestinamente. Assim que os policiais chegavam, todos corriam para se esconder nos prédios próximos.

 

O próprio Cauli foi protagonista de um episódio curioso. Vários surfistas estavam em Copacabana e assim que a polícia chegou alguns permaneceram na água. Os policiais fizeram então um cordão de isolamento para aguardar a saída de todos e prender os infratores. Percebendo toda a situação, Cauli ficou sentado no outside e deixou que a maré o levasse bem devagar para longe do pelotão. Distraídos, os policiais não perceberam a situação e depois que o surfista já estava fora da água, correndo pela areia, um dos soldados percebeu e avisou aos demais que tinha um “elemento em fuga”, mas já era tarde.

“Eu pertencia a uma turma de aproximadamente 15 pessoas, conhecida como os  ‘metralhinhas’, que implicava com os surfistas da geração mais antiga. Sempre freqüentávamos as festas do Iate Clube, mas não para curtir e sim para aterrorizar. Porém, como alguns daqueles surfistas não tinham pranchas, tomavam de quem era da minha turma quando nos encontravam na praia, devolvendo apenas no final da tarde. E tinha também um lance bem engraçado de deixar alguns moleques sem calção, completamente nus. O calção era pendurado na torre do telégrafo do Arpoador e o garoto tinha que buscá-lo. As maiores vítimas foram o Petit – o “Menino do Rio”, cantado por Caetano Veloso – e o Paulinho Proença”, conta Cauli.

 

O intercâmbio com outros surfistas era escasso e  também a conseqüente falta de materiais específicos para a prática do esporte. Para dar uma idéia, certa vez Cauli foi com seu pai até a fábrica do Coronel Parreiras para encomendar uma prancha e teve de ficar numa fila de espera por cerca de seis meses. Depois esperou mais três meses para a prancha ficar pronta, ou seja, praticamente um ano.

 

Naquela época, os surfistas somente tinham a oportunidade de conhecer outros produtos quando um abonado – já que a passagem de avião era uma fortuna – retornava de outro país. No Arpoador, existia a Escola Americana e lá fizeram contato com vários alunos. Com isso, começaram a conhecer as novidades que chegavam dos Estados Unidos. Um de seus amigos, chamado Jorge Prettyman, foi o primeiro surfista dessa geração a fazer uma viagem para o Hawaii. Assim que retornou das ilhas, trouxe um filme, convidou toda a turma para assistir e todos ficaram perplexos com as cenas inéditas.

 

Com o aumento populacional devido às oportunidades que uma cidade grande como o Rio de Janeiro gerava, várias pessoas de outros Estados e países chegaram à procura de oportunidades para uma vida melhor. Com isso, várias obras foram criadas para dar uma melhor estrutura para a cidade e uma delas foi a estação de tratamento de esgoto em Ipanema. Com grandes tubulações de aço e toneladas de areia depositadas em seu fundo, um novo pico com ondas perfeitas surgiu no local: o famoso pier de Ipanema. Em época de repressão do regime militar, surgiu um movimento pós-bossa-nova formado por várias pessoas de inúmeras tribos, como artistas, intelectuais e os hippies, e o novo point foi apelidado de “as dunas do barato”.

 

“Essa história é mal-contada pela imprensa. Naquele local os primeiros freqüentadores, ou seja, os desbravadores, foram os surfistas. Ali existia uma cerca e as dunas logo atrás. Era impossível passar, apenas os surfistas entravam pelo outro lado, remando pela água. Existia aquele velho estereótipo de que todo maconheiro não era surfista, porém, todo surfista era maconheiro, existia uma grande discriminação. Não posso negar que alguns se drogavam, além de gostar de música, os hippies vieram por esse caminho. Depois de horas de surf, a turma descansava dentro do território demarcado pela obra. O local foi ficando conhecido e o pico começou a encher. Sempre que passava em frente ao pier e Arpoador, notava que estava completamente cheio, praticamente sem condições para o surf. Comecei a pegar onda mais à esquerda do píer, já que os outros praticantes ficavam apenas na direita, apelidada de Backdoor. Enquanto tinha só Arpoador, Saquarema e Macumba, ninguém sabia o que era crowd, e isso aconteceu assim que descobriram o pier. Anteriormente era um homem e uma onda apenas, depois, pegar onda se tornou insuportável. Fiquei impressionado quando fui para o primeiro campeonato em São Paulo, em Ubatuba, mais precisamente em um evento na praia Grande, em 1972. Tinha onda para todos os surfistas, achei aquilo incrível, já que em Ipanema  ficou difícil surfar com tranqüilidade”.

 

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De acordo com Cauli, as competições não lhe interessavam, pois achava que o esporte não precisaria ser direcionado para o caminho das disputas. Foi morar em Búzios e, após saber que todos os seus amigos se deram bem no primeiro campeonato no pier de Ipanema, resolveu competir. Com uma postura de total comprometimento com as competições, iniciou um forte trabalho focando os resultados. Em 1973 fechou um contrato de patrocínio com um dos mais respeitados jornais do país, o famoso JB (Jornal do Brasil) e com a Rádio Cidade.

 

Em sua primeira disputa ficou na quarta colocação e foi considerado o melhor backside na final Junior. O evento rolou na praia do Quebra-mar, na Barra da Tijuca, num mar com ondas grandes. “Nesse primeiro torneio fui considerado um dos melhores surfistas e já encarava tudo com muita seriedade. Nossa geração tinha surfistas espetaculares. Para dar uma idéia do nosso nível, a pontuação do Pepê foi o dobro da soma de pontos do primeiro colocado da categoria Sênior”, lembra.

 

“Meu surf foi lapidado por muita perseverança, pois no Rio de Janeiro não tem muita opção de ondas para a direita. Depois do aterro de Copacabana as opções ficaram reduzidas e os picos tradicionais são para a esquerda, como Arpoador, Quebra-mar, Guaratiba, entre tantos outros. Quando me tornei competidor, fiz um treinamento pesado que começava por Guaratiba e, dependendo da direção do swell, seguia para o Quebra-mar, depois para a Joatinga e no final de tarde finalizava no Arpoador, onde todos os amigos se encontravam”.

 

O retorno dos treinamentos aconteceu após Cauli assistir a Daniel Friedmann e Pepê, que venciam todos os eventos que participavam. Os dois surfistas até brincavam de dividir o prêmio antes do término das disputas – lembrando que naquele período a premiação era dividida entre os finalistas em todas as competições nacionais ou internacionais. Ele decidiu então que algo deveria ser feito, teria que haver uma renovação no cenário competitivo. Naquele mesmo ano, Cauli foi campeão de duas competições válidas pelo circuito dos Jogos Universitários Brasileiros, conseguindo projeção nacional. Em busca do reconhecimento internacional, foi para a Austrália representar o Brasil, comprometido em ter um grande desempenho.

 

Mantendo uma postura sempre profissional, relatou que assim que chegou com Pepê para competir, a maioria dos surfistas de outras nações ficaram surpresos e não entendiam como marcas de fora do surf poderia patrociná-los, aquilo era um marco para o esporte. Foi convidado por Jim Banks para ficar em sua residência e foi apresentado a dois garotos que estavam iniciando no circuito profissional, Mark Occhillupo e o fenômeno americano Tom Curren.

 

“Cheguei com a minha mala e com três pranchas para competir. Fui para a praia treinar e tinha um garoto detonando as ondas, era o Curren. Fiquei estático olhando seu surf, assustado. A perfeição não existe, mas o Curren chegou próximo dela. Para a direita era o Curren e para a esquerda era o Occy, apelidado de homem-mola. Ficava olhando o estilo do Curren, os movimentos, as manobras e pensava: meu surf acabou por aqui, não vou conseguir surfar melhor que esse cara. Em um campeonato, o mar estava com meio metro e ele executava manobras que ninguém tinha visto, com uma flexibilidade impecável. Assim que saiu da categoria amadora e entrou no profissional, vários surfistas ficaram amedrontados quando o enfrentavam nas baterias”.

 

Cauli venceu todas as baterias das triagens do Straight Talk Tires, uma das principais etapas do circuito mundial na época. Porém, no final da disputa que liderava e conseqüentemente iria vencer, acabou em quarto lugar, já que seu adversário, chamado Russel Lewis – que estava em último – alegou que Cauli havia puxado sua cordinha.

 

“Não tinha nexo, como eu poderia estar em primeiro lugar e puxar a cordinha do adversário? No final, o Wes Layne foi considerado campeão e eu fiquei completamente frustrado com aquela situação. Tentei ser reconhecido internacionalmente, fui o melhor competidor brasileiro. Em um desses eventos, não fui como convidado, entrei no lugar do Rico e achei que tinha passado a bateria, porém, fui garfado e não reclamei, achando que por ser meu primeiro ano no circuito, os juízes não tinham a mínima pretensão de me prejudicar. E foi revelado o contrário, pude perceber que os juízes tinham a intenção de prejudicar claramente os atletas brasileiros. Na minha concepção, o que importa não é o nome ou a nacionalidade do surfista, mas a cor da camiseta. Depois, o shaper das pranchas Emerald me apresentou ao proprietário da Peak Wetsuits, uma das empresas mais famosas do setor de roupas de borracha. Ao mesmo tempo me propuseram um patrocínio de uma empresa de guarda-chuvas para correr todo o circuito mundial, e como já estava desestimulado por causa do despreparo dos juízes, que sempre alteravam minhas notas, acabei desistindo de tudo isso. Todos percebiam que eu tinha o nível dos outros atletas, mas os juízes eram os únicos enganados a esse respeito. Seria o primeiro brasileiro a vencer um evento válido pelo trials na Austrália. Retornei ao país para levantar o surf brasileiro e terminar a faculdade. Como disse, tinha até uma proposta de patrocínio para correr todo o circuito e recusei. Não queria ficar detonando as ondas com um surf de alto nível e ser roubado pelos juízes. Comentei com esse eventual patrocinador que não ficaria por causa desse motivo, tinha chegado ao meu limite. No entanto, o despreparo dos juízes não aconteceu apenas nos outros países, mas também no Brasil, além dos problemas de julgamento, existia o bairrismo. Fui prejudicado em uma competição em que um dos juízes estava completamente bêbado e me disse que apenas pelo fato de ser carioca me deixaria em último na bateria, que nenhum surfista carioca tinha o mérito de ser campeão”.

 

Cauli participou da fundação da ASP (Association of Surfing Professionals), então a nova entidade do surf mundial, sendo o único brasileiro presente e o primeiro a pontuar no ranking da associação. Um dos surfistas mais fortes do circuito nacional e muito competente se tornou seu grande rival nas competições. Roberto Valério, um exemplo de dedicação, foi outra referência do esporte e segundo o próprio Cauli, um dos maiores competidores que já conheceu. Valério já fazia calções e se juntaram criando a Cyclone, uma das mais importantes empresas de surfwear de todos os tempos. O nome foi criado por Cauli, que o retirou de uma revista australiana. Assim que foram registrá-lo, descobriram que existia uma empresa que fazia calçados em Porto Alegre com o mesmo nome. Com isso, resolveram criar a marca Cylinders e um tempo depois, Cauli passou os direitos da Cyclone para o Roberto, que fez uma aliança com a Company, mega-empresa da época. Todos os calções foram vendidos rapidamente e a marca foi um sucesso de vendas logo no início. Com o amadorismo dos circuitos e a total falta de estrutura, alguns cariocas resolveram se antecipar aos fatos e criaram a OSP (Organização dos Surfistas Profissionais).

 

Isso porque perceberam que o Estado estava sem competições importantes e algumas pessoas como Valdir Vargas, Rosaldo Cavalcanti, Fred D’Orey, entre outros, se reuniram para tornar o projeto viável. Cauli também fez parte de uma das maiores equipes de surf brasileira, a Cristal Grafitti, uma das grandes companhias de surfwear e pranchas daquele período. Em 1985 tornou-se o primeiro campeão carioca – o único circuito profissional do país. Foram realizadas sete etapas e a competição era enorme, não existia favorito, todos eram extremamente competitivos. Na última disputa da temporada, Marcus Brasa, Marcelo Bôscoli e Cauli Rodrigues eram os favoritos ao título. “Na minha opinião, o mais importante não era a premiação, mas sim o fato de você ficar na história como o primeiro campeão profissional do país. Não vou tirar o mérito do Paulo Mattos, ele foi considerado o primeiro campeão brasileiro de surf profissional, mas fui o primeiro campeão profissional quando não existiam circuitos regionais. Com certeza absoluta e sem falsa modéstia, entre 1977 e 1985 fui o atleta mais competitivo do país”.

 

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Ele sempre enfatizou que o esporte poderia ser mais elitizado, reconhecido pela sociedade e por empresas de fora do segmento. Na opinião dele, o atual cenário tem ótima estrutura, com empresas investindo e um circuito interno muito forte, com vários atletas despontando como favoritos em busca do título nacional e mundial. “Os brasileiros têm que se orgulhar de ser uma das maiores potências mundiais. Temos que dar prioridade aos circuitos internos, é ótimo saber que atletas sem oportunidade estão conseguindo uma vida mais digna por causa do surf. São atletas muito talentosos e que às vezes ficam à margem do mercado, sem patrocínio e sem estrutura alguma. Temos que agradecer a essa turma de outras gerações, inclusive a minha, que sempre  buscou o fortalecimento do esporte num período em que estávamos completamente órfãos. Atletas como Pepê, Ricardo Bocão, os irmãos Pacheco, Rico, Daniel Friedmann, Paulo Proença, Mudinho e outros que acreditaram no surf carioca e principalmente brasileiro. Essa estrutura que temos agora é fundamental para todos. Posso me lembrar que no passado foi criado pela Volkswagen um automóvel feito para o atleta Cacau, o Passat, com seu nome na lataria, exatamente o que podemos acompanhar hoje no Super Surf. Na minha concepção, o auge do esporte no Brasil foi a criação do Waymea 5000, válido pelo circuito mundial”.

 

Sempre contundente em tudo que diz, até por vezes de forma metódica, como alguém que tem uma grande responsabilidade e carinho por seus feitos, Cauli Rodrigues é uma lenda do esporte brasileiro e talvez um dos mais injustiçados. Principalmente pela incoerência de julgamento – já que seu estilo era avançado e poucos compreendiam – e também por sua personalidade forte, que em algumas situações foi interpretada de maneira equivocada.

 

Há alguns anos, no primeiro mundial Master profissional sancionado pela ASP, Cauli foi mencionado pela mídia brasileira como favorito para representar o país. Entretanto, suas esperanças não se concretizaram e a decepção foi grande. Alegou que se comunicou por várias vezes com a entidade, recebendo a resposta de que apenas o Fábio Gouveia poderia competir assim que chegasse a uma certa idade e os atletas que possuem um nível de pontuação específico no ranking poderiam ter a possibilidade de ser convidados. “O Daniel Friedmann foi convidado para a primeira competição, na Irlanda, pois o Nat Young não pôde comparecer, já que tinha sido agredido naquele mesmo lugar. Não é desmerecendo seu surf, pelo contrário, sou um de seus admiradores, mas o Daniel está competindo há muito tempo na categoria Longboard e eu continuo surfando de pranchinha, acho que poderia ter tido melhor desempenho”.

 

Também foi enfático ao comentar sobre um possível título mundial e disse que gostaria que Fábio Gouveia o tivesse conquistado. “Anos atrás, pude prever que um brasileiro seria campeão mundial independente da categoria, e aconteceu com o Fábio Gouveia, se tornando campeão amador no Mundial de Porto Rico, em 1988. Essa ânsia de termos um campeão mundial é negativa, é muita pressão em cima dos caras. Isso é questão de tempo, tenho orgulho da raça de nossos competidores. O principal fator é a união, os gringos ficam perplexos com esse tipo de atitude. Após perceberem a união dos atletas brasileiros os competidores de outras nacionalidades começaram a se unir. Pude notar que os próprios atletas dos mesmos países se odiavam, eram desunidos. Temos boas ondas, um mercado forte, boas pranchas e excelentes competidores, não devemos nada ao resto do mundo. Estamos provando a cada dia que nosso surf é forte e em alguns anos teremos um campeão mundial. Posso dizer que os brasileiros são iguais e até melhores do que muitos competidores de outros países. Vejo alguns surfistas gringos surfando e os caras fazem o básico, o brasileiro é mais criativo, mais talentoso”.

 

Em relação aos shapers, ele ressalta a importância do trabalho entre ambos como fundamental na carreira de um competidor profissional. “Um dos sucessos que tive em minha carreira foram os grandes shapers que trabalharam comigo naqueles anos e que sem esse trabalho não seria nada. Fui muito radical nas manobras, minhas batidas eram sempre de cabeça para baixo, completamente verticais. Tive a oportunidade de conhecer vários shapers, como o sul-africano Glen D’arcy, além de surfistas de todo o mundo, isso também foi fundamental para o desenvolvimento dos outlines das minhas pranchas. Acho as pranchas brasileiras excelentes. As pranchas gringas eram melhores do que as nossas até o início da década de 80. Uma vez, um conceituado shaper australiano me disse que as pranchas brasileiras naquela fase eram melhores que as australianas. Por que trazer shaper gringo para fazer pranchas no Brasil? Tem que valorizar um dos melhores profissionais do mundo, que é o brasileiro. Os caras são convidados para shapear no Brasil e voltam felizes para seus países com os bolsos cheios de dinheiro. Por que não exaltar o shaper carioca, o paulista, o nordestino, o catarinense? Quem faz cópia, automaticamente vai andando para trás, temos que ser autênticos, criativos”.
 
Após exaustivos anos de comprometimento com os treinos, ele descobriu uma hérnia de disco, de acordo com suas palavras, um dia fatídico em sua vida. Foi morar na região de Mangaratiba, próxima a Ilha Grande, e o surf se tornou esporádico, dando lugar à caça submarina, financeiramente mais rentável. Como acontece com várias histórias de sucesso quando chega um momento em que tudo parece desmoronar, começou o processo de afastamento, a decadência. Após a descoberta do problema em sua coluna, disse que não estava preparado para abandonar as competições e muito menos imaginar a terrível possibilidade de abandonar o surf para sempre.

 

Citado várias vezes durante a entrevista, Pepê Lopes foi o grande amigo e companheiro de viagens de Cauli, considerado pelo mesmo como um dos melhores surfistas do planeta e um de seus maiores incentivadores. Foi Pepê quem conseguiu os patrocínios do JB e Rádio Cidade para Cauli.

 

“Posso me sentir reconhecido, o Pepê me levou para fechar o patrocínio com essas empresas, ele acreditou no meu trabalho e fiquei muito feliz com isso, foi realmente uma prova de amizade. Quando cheguei ao Hawaii com o Pepê para competir no Pipe Master, no qual ele fez a final, notei que ele era o melhor de todos. Era o único mais abusado, assistimos atletas puxando o bico, enquanto o Pepê colocava para baixo em ondas enormes e clássicas, além de entubar como um local. Ele pegou duas ondas clássicas com Pipeline 18 pés, consideradas as duas melhores ondas do dia em que o público levantou e o aplaudiu. Em uma das edições da revista Surfer da época, tinha uma parte chamada ‘Foto do leitor’ em que um havaiano enviou uma foto de um moleque loiro entubando em Pipeline em uma onda de 15 pés. Era o Pepê. Eu o considero um dos melhores tube riders que já existiram, era o surfista que melhor se posicionava dentro dos tubos. Dentre tantos outros expoentes do esporte, o Pepê foi o que mais me impressionou. Quando os surfistas mais experientes, como Otávio Pacheco e Paulo Proença, chegavam ao pico do pier de Ipanema, a molecada tinha que sair, pois eram mais velhos, e ele era o único surfista que tinha a liberdade de sentar no outside para esperar as ondas”.

 

Na segunda metade da década de 80, Cauli começou a competir na categoria Master e até o fim da carreira foi top 30 nacional. Na última competição que participou venceu as categorias Master e Sênior em Ubatuba, na etapa do circuito brasileiro. Continua surfando regularmente, no entanto não pode ficar muito tempo dentro da água por causa das dores na coluna, além de descobrir que tem uma lesão cerebral não diagnosticada por causa de anos praticando caça-submarina.

 

“Gostaria muito de poder ficar várias horas na água como antigamente, mas faço a  ‘cabeça’ de qualquer maneira. Estou com alguns problemas físicos que me impossibilitam de estar dentro da água diariamente. O surf  é uma terapia, mas machuca muito o meu corpo e tenho que tomar algumas precauções. Tenho a disponibilidade de surfar o dia e horário que quiser, não existe mais aquela pressão do treino diário, não sou mais surfista profissional. Se pegar uma onda e descer reto até a beira terei a mesma curtição de pegar uma onda em Burleigh Heads e fazer uma série de manobras com tubo. O grande barato é estar em sintonia com o oceano, com o sol, com o vento, com Deus”, filosofa.

 

Formado em duas disciplinas universitárias – Comércio Exterior e Administração de Empresas – atualmente está ensinando surf com aulas particulares e praticando jiu-jitsu há 7 anos, dizendo estar aberto a propostas de empresas do setor para passar sua experiência. Tem como projeto escrever uma autobiografia contando sua história e os bastidores do surf nacional ou até um vídeo.

 

Mesmo fora da mídia, Cauli Rodrigues continua sendo respeitado e reconhecido por todos. “Não estou preocupado com isso, minha missão é divulgar o surf. Tenho dinheiro para comprar uma página em qualquer revista de surf e dizer o melhor, mas não preciso. Prefiro dizer dentro de uma entrevista, para um leitor interessado em saber quem realmente foi o Cauli Rodrigues. Pode ser o meu amigo de infância, o parceiro do surf. Não tenho nada na indústria do esporte, mas tenho principalmente o orgulho de ter sido um dos atletas mais responsáveis do cenário mundial. Tudo que pude adquirir como experiência de vida é o meu maior patrimônio, não é orgulho besta de desprezar o próximo, pelo contrário, é saber que a sua história está escrita e nada jamais apagará os fatos”.

 

*Texto publicado na edição número 21, de maio/junho/04, da revista Alma Surf.

 

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    O Brasil ficou no topo das duas categorias de maior onda do Big Wave Challenge 2025/26. Rodrigo Koxa venceu a Maior Onda Masculina, enquanto Michelle des Bouillons conquistou a Maior Onda Feminina na cerimônia realizada no último sábado (19) no Lido Theater, em Newport Beach, Califórnia. Os dois troféus vieram de performances em Nazaré, Portugal, e carregam uma expectativa ainda maior. As ondas premiadas receberam medições preliminares que, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer novos recordes mundiais no masculino e no feminino. Koxa volta ao topo Rodrigo Koxa conquistou o prêmio pela segunda vez na carreira com a onda surfada no dia 19 de dezembro de 2025, na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 29,15 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, o brasileiro poderá superar os 26,21 metros do alemão Sebastian Steudtner, atual detentor do recorde mundial. O brasileiro disputava a categoria com Lucas Chumbo e o francês Clément Roseyro. As três ondas finalistas foram surfadas em Nazaré. A conquista tem significado especial para Koxa. Em 2018, ele entrou para o Guinness World Records com uma onda de 24,38 metros surfada também em Nazaré. A marca permaneceu como recorde até ser superada por Steudtner. Agora, oito anos depois, Koxa volta a ter a possibilidade de ocupar o topo. Nas redes sociais, Koxa comemorou o bicampeonato e agradeceu à equipe que participou da onda vencedora, com destaque para Vitor Faria, responsável por colocá-lo na onda, além da spotter Laura Chichorro e de Victor Mascarenhas, no resgate. Michelle conquista segundo troféu Michelle des Bouillons completou a dobradinha brasileira com a vitória na Maior Onda Feminina. A carioca de 36 anos foi premiada pela onda surfada no dia 13 de dezembro de 2025, também na Praia do Norte, em Nazaré. A onda vencedora recebeu uma medição preliminar de 24,99 metros. Caso a marca seja confirmada e homologada, Michelle poderá superar os 22,40 metros de Maya Gabeira, atual recordista mundial feminina, em uma onda surfada no dia 11 de fevereiro de 2020 no mesmo pico português. Havia expectativa de que a medida de 24,99 metros fosse oficializada durante a cerimônia na Califórnia, mas isso não aconteceu. Assim, o recorde mundial permanece com Maya enquanto a marca de Michelle não for homologada. Michelle teve o marido Ian Cosenza como piloto de tow-in na onda premiada. A brasileira superou na categoria a francesa Justine Dupont e a italiana Michaela Fregonese, novamente com todas as ondas finalistas surfadas em Nazaré. Esta foi a terceira participação consecutiva de Michelle no Big Wave Challenge. Ela já havia vencido a categoria de Maior Onda em 2024 e ficou entre as finalistas em 2025. Nazaré teve papel dominante na premiação. Depois de colocar dez ondas entre as indicadas ao Big Wave Challenge 2025/26, a Praia do Norte esteve diretamente ligada a quatro troféus. Além das vitórias de Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons nas categorias de Maior Onda, Grant “Twiggy” Baker venceu o Paddle Masculino e Alberto Truncer levou o Wipeout do Ano, todos por performances no pico português. Entre os outros destaques da noite, Tom Lowe foi eleito Surfer of the Year Masculino. O britânico conquistou o prêmio pouco mais de um ano depois de sofrer um acidente quase fatal em Teahupo’o, no Taiti. Natxo Gonzalez venceu o Ride of the Year Masculino por uma onda surfada na remada em Mullaghmore, na Irlanda, enquanto Izzi Gomez levou a versão feminina com uma onda em Teahupo’o. Justine Dupont foi eleita Surfer of the Year Feminino. A temporada também teve uma geografia diferente da habitual nas ondas gigantes. Havaí e Costa Oeste dos Estados Unidos ficaram fora das indicações do Big Wave Challenge, enquanto Mullaghmore e Teahupo’o tiveram papel decisivo na realização da premiação. Segundo a Surfer, o organizador Bill Sharp chegou a afirmar que o evento teria sido cancelado se não fossem as ondas registradas nos dois picos. Noite de gala na Califórnia A cerimônia marcou a 26ª edição do Big Wave Challenge e distribuiu mais de US$ 100 mil em premiações. Além das categorias de Maior Onda, o evento reconhece performances em modalidades como Ride of the Year, Paddle, Wipeout of the Year e Surfer of the Year. Entre os outros resultados já confirmados, o britânico Tom Lowe, da Cornualha, conquistou o prêmio de Surfer of the Year masculino. Lowe estava entre os finalistas ao lado do sul-africano Grant Baker e do norte-americano Mason Barnes. Para o Brasil, a noite terminou com uma dobradinha nas maiores ondas da temporada. Koxa e Michelle deixam Newport Beach com os troféus nas mãos enquanto aguardam a definição sobre as medições de suas ondas. As marcas preliminares de 29,15 metros no masculino e 24,99 metros no feminino, caso sejam confirmadas e homologadas, podem estabelecer dois novos recordes mundiais. Leia mais Ela soltou a corda. O resto é história.Michelle pode bater recorde mundialKoxa revive sonho de recorde em Déjà VuO passo a passo da medição VENCEDORES E FINALISTAS – BIG WAVE CHALLENGE 2025/26 MEN’S RIDE OF THE YEARVencedor: Natxo Gonzalez (ESP) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Clem McInerneyFinalistas: Matahi Drollet (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Maiko Mou; Tom Lowe (GBR) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Michael Darrigade. WOMEN’S RIDE OF THE YEARVencedora: Izzi Gomez (COL) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Owen MilneFinalistas: Justine Dupont (FRA) – Mullaghmore Head, Irlanda – Vídeo: Peter Clyne; Aelan Vaast (TAH) – Teahupo’o, Taiti – Vídeo: Kotaha Surfing Productions. 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    Brasil conquista as categorias de Maior Onda Masculina e Feminina com Rodrigo Koxa e Michelle des Bouillons, que ainda podem estabelecer também os novos recordes mundiais.

    Miguel Pupo é o campeão do Lexus Trestles Pro. O brasileiro protagonizou uma virada nos minutos finais da decisão desta sexta-feira (18), em Lower Trestles, na Califórnia (EUA), para derrotar o japonês Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 e conquistar sua segunda vitória na temporada 2026. Kanoa permaneceu na frente durante boa parte da bateria e chegou à reta final com 14.40 pontos. Miguel já tinha a melhor onda da decisão, um 8.50, mas ainda precisava de 5.90 para assumir a liderança. A oportunidade apareceu quando restavam cerca de seis minutos. Miguel atacou a direita de Trestles e recebeu 6.27 dos juízes. Com 14.77 no total, passou à frente e permaneceu na liderança até a buzina. O título é o segundo de Miguel nesta temporada. Em Bells Beach, na Austrália, o paulista já havia subido ao lugar mais alto do pódio. A vitória em Trestles é a terceira da carreira no Championship Tour, depois de Teahupoo, em 2022, e Bells Beach, em 2026. O resultado também levou Miguel à quarta colocação do ranking mundial. Caminho até o título Miguel começou sua campanha em Trestles com vitória sobre Ramzi Boukhiam no Round 2. Depois, superou Liam O’Brien no Round 3 e encontrou o compatriota Mateus Herdy nas quartas de final. Na semifinal, diante de Cole Houshmand, o brasileiro fez sua maior somatória no evento: 16.00 pontos, com notas 8.33 e 7.67. A vitória colocou Miguel na decisão contra Kanoa Igarashi. Do outro lado da chave, Kanoa havia eliminado Yago Dora na semifinal. Mesmo sem chegar à decisão, Yago deixou Trestles na liderança do ranking mundial. Brasil domina Top 5 O encerramento de Trestles deixou quatro brasileiros entre os cinco primeiros colocados do ranking masculino. Yago Dora assumiu a liderança, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti. Italo Ferreira aparece em terceiro, Miguel Pupo subiu para quarto e Gabriel Medina ocupa a quinta posição. A liderança de Yago e a quarta colocação de Miguel também aparecem no material pós-evento anexado. A etapa também definiu o corte para a sequência da temporada. Filipe Toledo garantiu permanência entre os 22 primeiros e segue para as próximas duas etapas, em Portugal e nas Filipinas. Mateus Herdy ficou abaixo da linha de corte e retorna ao CT em Pipeline, no Havaí, última etapa da temporada. Erin Brooks vence no feminino No feminino, Erin Brooks conquistou sua terceira vitória consecutiva no Championship Tour. A canadense derrotou Gabriela Bryan por 13.00 a 11.90 na final. Carissa Moore deixou Trestles na liderança do ranking feminino, com Gabriela Bryan na segunda posição. A brasileira Luana Silva ocupa o quinto lugar. Próximas etapas Portugal – 16 a 25 de outubroFilipinas – 31 de outubro a 10 de novembroPipeline (Havaí) – 8 a 20 de dezembro Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) 10.16 x 9.34 Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) 9.73 x 9.67 Hayden Rodgers (EUA)3 – Oscar Berry (AUS) 12.73 x 11.26 Joel Vaughan (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) 11.40 x 11.27 Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Callum Robson (AUS) 12.27 x 8.83 Connor O’Leary (JAP)2 – Griffin Colapinto (EUA) 14.50 x 12.87 Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) 14.33 x 11.83 Oscar Berry (AUS)4 – Kauli Vaast (FRA) 12.20 x 10.53 Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) 14.43 x 11.77 João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) 14.26 x 12.40 Eli Hanneman (HAV)7 – Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x 12.40 Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) 12.37 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)9 – Luke Thompson (AFS) 13.87 x 6.90 Leonardo Fioravanti (ITA)10 – Cole Houshmand (EUA) 14.00 x 5.40 Morgan Cibilic (AUS)11 – Alan Cleland (MEX) 13.26 x 11.67 George Pittar (AUS)12 – Jake Marshall (EUA) 13.53 x 12.83 Samuel Pupo (BRA)13 – Mateus Herdy (BRA) 12.00 x 11.83 Gabriel Medina (BRA)14 – Jack Robinson (AUS) 12.97 x 10.13 Seth Moniz (HAV)15 – Liam O’Brien (AUS) 15.10 x 14.43 Filipe Toledo (BRA)16 – Miguel Pupo (BRA) 13.20 x 12.16 Ramzi Boukhiam (MAR) Round 3 1 – Callum Robson (AUS) 12.83 x 11.03 Griffin Colapinto (EUA)2 – Yago Dora (BRA) 12.50 x 10.97 Kauli Vaast (FRA)3 – Marco Mignot (FRA) 13.70 x 13.37 Italo Ferreira (BRA)4 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.67 x 12.00 Ethan Ewing (AUS)5 – Cole Houshmand (EUA) 13.33 x 10.93 Luke Thompson (AFS)6 – Jake Marshall (EUA) 12.44 x 5.93 Alan Cleland (MEX)7 – Mateus Herdy (BRA) 14.10 x 9.84 Jack Robinson (AUS)8 – Miguel Pupo (BRA) 13.40 x 10.13 Liam O’Brien (AUS) Quartas de final 1 – Yago Dora (BRA) 11.67 x 8.16 Callum Robson (AUS)2 – Kanoa Igarashi (JAP) 15.67 x 10.26 Marco Mignot (FRA)3 – Cole Houshmand (EUA) 18.50 x 10.00 Jake Marshall (EUA)4 – Miguel Pupo (BRA) 15.83 x 13.50 Mateus Herdy (BRA) Semifinais 1 – Kanoa Igarashi (JAP) 13.33 x 11.94 Yago Dora (BRA)2 – Miguel Pupo (BRA) 16.00 x 11.50 Cole Houshmand (EUA) Final 1 – Miguel Pupo (BRA) 14.77 x 14.40 Kanoa Igarashi (JAP) Feminino Round 1 1 – Brisa Hennessy (CRC) 10.90 x 10.10 Stephanie Gilmore (AUS)2 – Tya Zebrowski (FRA) 13.33 x 12.23 Alyssa Spencer (EUA)3 – Vahine Fierro (FRA) 12.16 x 11.50 Anat Lelior (ISR)4 – Yolanda Hopkins (POR) 11.96 x 11.37 Sally Fitzgibbons (AUS)5 – Tyler Wright (AUS) 10.67 x 7.17 Francisca Veselko (POR)6 – Bella Kenworthy (EUA) 13.33 x 10.77 Bettylou Sakura Johnson (HAV)7 – Eden Walla (EUA) 11.83 x 8.73 Nadia Erostarbe (ESP)8 – Caroline Marks (EUA) 15.67 x 12.50 Kirra Pinkerton (EUA) Round 2 1 – Gabriela Bryan (HAV) 14.07 x 13.50 Tya Zebrowski (FRA)2 – Luana Silva (BRA) 13.03 x 10.93 Tyler Wright (AUS)3 – Sawyer Lindblad (EUA) 15.34 x 8.74 Vahine Fierro (FRA)4 – Eden Walla (EUA) 12.00 x 10.50 Lakey Peterson (EUA)5 – Carissa Moore (HAV) 12.90 x 12.24 Brisa Hennessy (CRC)6 – Erin Brooks (CAN) 12.27 x 11.70 Caroline Marks (EUA)7 – Molly Picklum (AUS) 13.33 x 9.50 Yolanda Hopkins (POR)8 – Bella Kenworthy (EUA) 13.87 x 12.64 Caitlin Simmers (EUA) Quartas de final 1 – Gabriela Bryan (HAV)

    Com virada emocionante nos minutos finais, Miguel Pupo vence Kanoa Igarashi por 14.77 a 14.40 na Califórnia, conquista segundo título na temporada e sobe para quarto no ranking mundial.

    Há ondas perfeitas espalhadas por praticamente todos os cantos do planeta. Point breaks extensos, tubos perfeitos sobre bancadas de coral, ondas gigantes e assustadoras, destinos cada vez mais remotos no mapa do surfe. Mas poucos lugares carregam o peso do Havaí. É ali que a história do surfe como conhecemos hoje começou muito antes de campeonatos, transmissões ao vivo, pranchas modernas ou qualquer ideia de uma indústria em torno do esporte. No arquipélago havaiano, deslizar sobre as ondas faz parte de uma tradição ancestral, profundamente ligada à cultura local. Mas não é preciso ser surfista para entender por que uma viagem ao Havaí ocupa um lugar especial no imaginário de tanta gente. Na ilha de Oahu, Waikiki reúne alguns dos cartões-postais mais conhecidos do Havaí, com sua extensa faixa de areia, águas cristalinas e a imponente cratera vulcânica de Diamond Head compondo a paisagem. Ao redor da praia, Honolulu oferece restaurantes, compras e vida noturna. E até quem nunca subiu em uma prancha pode experimentar o surfe nas ondas mais acessíveis de Waikiki. Do outro lado da ilha está um cenário completamente diferente. No North Shore, Haleiwa preserva o clima de uma surf town, com lojas, restaurantes e food trucks no caminho para algumas das praias mais famosas do planeta. É também nessa faixa de costa que quebram algumas das ondas mais impressionantes e desejadas do mundo. Ali, o surfe extrapola a água e ajuda a ditar o ritmo da vida ao redor do oceano, uma relação que faz do Havaí muito mais do que um destino de ondas. É justamente esse universo que inspira a campanha Na Onda Com BB Mastercard, criada sob o conceito “Onde o surfe encontra experiências extraordinárias”. A iniciativa une benefícios aos clientes, incentivo ao esporte e levará consumidores ao Havaí justamente no auge da temporada havaiana, quando as grandes ondas despertam no North Shore e alguns dos melhores surfistas do mundo estão na ilha. Clique aqui para participar Quando o North Shore desperta Durante o inverno do Hemisfério Norte, grandes tempestades formadas no Pacífico enviam ondulações poderosas em direção ao arquipélago. Quando essa energia encontra o North Shore de Oahu, algumas das ondas mais famosas do planeta ganham vida. É nessa época que a pequena faixa de costa passa a concentrar alguns dos melhores surfistas do mundo. Entre campeonatos, treinos e sessões de freesurf, atletas, fãs e fotógrafos dividem o mesmo cenário, enquanto boa parte das atenções do mundo do surfe se volta para o North Shore. E é justamente nesse momento que os clientes contemplados pela campanha Na Onda Com BB Mastercard estarão no Havaí, com a oportunidade de acompanhar ao vivo, em Pipeline, a etapa decisiva da temporada 2026 do Circuito Mundial da WSL. Sete milhas de história Em aproximadamente sete milhas de costa (cerca de 11 quilômetros) encontram-se picos como Waimea Bay, Sunset Beach e Pipeline, entre muitos outros. Essa concentração de ondas perfeitas e tão diferentes deu ao trecho um apelido que atravessa gerações: Seven Mile Miracle, o Milagre das Sete Milhas. Waimea teve papel fundamental no desenvolvimento do surfe moderno de ondas grandes. Sunset tornou-se um dos grandes campos de prova dos melhores surfistas do mundo. Mas foi outra onda, quebrando sobre uma rasa bancada de recife e muito próxima da areia, que se transformou no maior símbolo do North Shore: Pipeline. A onda que parecia impossível No início dos anos 1960, Pipeline ainda representava uma espécie de fronteira. Rápida, oca e quebrando sobre uma bancada rasa, a onda parecia especialmente ameaçadora para as grandes e pesadas pranchas da época. Em dezembro de 1961, uma sessão do californiano Phil Edwards, registrada pelo cineasta Bruce Brown, ajudaria a mudar essa história. Com a evolução das pranchas e das técnicas, Pipeline se transformou em um dos maiores símbolos do esporte. Gerry Lopez desenvolveu nos anos 1970 uma relação tão marcante com a onda que ganhou o apelido de Mr. Pipeline. Debaixo d’água, uma bancada rasa de recife ajuda a produzir as paredes espessas e os tubos que fizeram a fama do pico. Com swells maiores, entram em ação bancadas mais afastadas, conhecidas como Second Reef e Third Reef. Na visão do surfista, Pipeline quebra para a esquerda e Backdoor para a direita. E tudo acontece diante dos olhos de quem está na areia. O Brasil entra em cena Pipeline se transformou em um dos grandes palcos do surfe competitivo e, durante muitos anos, recebeu a última etapa da temporada. E o Brasil passou de coadjuvante a protagonista dessa história. Em 1976, Pepê Lopes já colocava o País em uma final em Pipeline. Em 1991, Fábio Gouveia venceu em Sunset Beach e quebrou outra barreira ao conquistar uma etapa da elite profissional em solo havaiano. A Brazilian Storm mudou definitivamente essa relação. Gabriel Medina conquistou em Pipeline, em 2014, o primeiro título mundial brasileiro. Adriano de Souza, o Mineirinho, foi campeão mundial e venceu o Pipe Masters em 2015. Três anos depois, Medina voltou ao Havaí para conquistar o bicampeonato. E então veio 2019. Dois brasileiros, Pipeline e um título mundial Italo Ferreira e Gabriel Medina chegaram à última bateria da temporada de 2019 com tudo em jogo. De um lado, Medina, já bicampeão mundial. Do outro, Italo em busca de seu primeiro título. A final do Pipe Masters definiria também quem seria o campeão do mundo. Dois brasileiros disputando o título mundial em uma das ondas mais emblemáticas do planeta. Italo venceu. Saiu de Pipeline campeão do Pipe Masters e campeão mundial pela primeira vez. Aquela cena talvez seja uma das melhores representações da transformação vivida pelo surfe brasileiro nas últimas décadas. O país que durante anos via o Havaí como território a ser conquistado passou a decidir entre seus próprios atletas quem seria o melhor surfista do mundo. Desde o primeiro título de Medina, em 2014, o Brasil acumulou oito títulos mundiais masculinos em 11 temporadas disputadas, com cinco campeões diferentes: Gabriel Medina, Adriano de Souza, Italo Ferreira, Filipe Toledo e Yago Dora. Mas a ligação entre Brasil e

    Berço do surfe, Havaí reúne ondas lendárias, paisagens paradisíacas e uma relação especial com o Brasil. Campanha Na Onda Com BB Mastercard leva clientes para viver essa experiência de perto.

    A Seleção Brasileira Júnior conquistou três medalhas no Surf City El Salvador ISA World Junior Surfing Championship 2026. A paranaense Luara Mandelli ficou com o bronze na Sub-18 Feminino, o paulista John Muller levou o cobre na Sub-18 Masculino e o Brasil terminou com o bronze por equipes, como a terceira melhor seleção entre os 56 países participantes da 22ª edição do Mundial Júnior da ISA. A principal competição de base do surfe no mundo começou com 420 surfistas. Apenas 11 países tiveram representantes entre os 24 atletas que disputaram as semifinais no domingo, em La Bocana. A Austrália ficou com o ouro por equipes, seguida por Estados Unidos, Brasil e Peru, repetindo as quatro primeiras posições do Mundial de 2025, no Peru. Luara repete feito de 20 anos atrás Na decisão da Sub-18 Feminino, Luara Mandelli chegou à final depois de superar a australiana Stella Green nas semifinais. Na disputa pelas medalhas, Leihani Zoric dominou com notas 8,17 e 7,83, somando 16,00 pontos para conquistar o ouro para a Austrália. Zoie Zietz, dos Países Baixos, ficou com a prata, com 12,77 pontos. Luara somou 8,44 e conquistou o bronze, enquanto a argentina Victoria Muñoz Larreta terminou com o cobre. Com o resultado, Luara repetiu um feito de 20 anos atrás. A paraibana Diana Cristina, a índia Tininha, havia conquistado o bronze no Mundial Júnior de 2006, realizado em Maresias, São Sebastião (SP). Luara tornou-se a segunda brasileira a conquistar uma medalha em 22 edições do Mundial Júnior da ISA. John Muller fica com o cobre O Brasil também disputou as medalhas na Sub-18 Masculino. John Muller venceu a primeira semifinal usando os aéreos. Ryan Martins também buscava uma vaga na decisão, mas o norte-americano Jett Maughan conseguiu uma onda nos minutos finais, acertou um aéreo e recebeu nota 9 para avançar junto com John. Na final, o brasileiro começou na frente com 5,67, mas Maughan e os australianos Ocean Lancaster e Ben Zanatta Creagh passaram a concentrar a disputa pela vitória. O norte-americano assumiu a liderança ao receber 8,23 e chegou aos 15,06 pontos. John ainda acertou um aéreo full rotation de backside no último minuto e recebeu 6,40, sua maior nota, mas não conseguiu deixar a quarta posição. Jett Maughan conquistou o ouro com 15,06 pontos, Ben Zanatta Creagh levou a prata com 14,80, Ocean Lancaster ficou com o bronze com 14,74 e John terminou com 12,07 e a medalha de cobre. Brasil é bronze por equipes A campanha colocou novamente o Brasil entre as três melhores seleções do Mundial Júnior. A Austrália conquistou o ouro por equipes com 8.078 pontos, os Estados Unidos ficaram com a prata com 6.048 e o Brasil levou o bronze com 5.430. O Peru terminou em quarto, com 5.293 pontos e a medalha de cobre. Além dos medalhistas Luara Mandelli e John Muller, Ryan Martins terminou em quinto lugar na Sub-18 Masculino e Arthur Vilar foi sétimo na Sub-16 Masculino. Valentina Zanoni ficou em 13º na Sub-18 Feminino e Carol Bastides terminou em 19º na Sub-16 Feminino. O Brasil foi o primeiro campeão por equipes do Mundial Júnior da ISA, na estreia da competição em 2003, na África do Sul. Entre os brasileiros que já conquistaram o ouro individual estão Jefferson Silva, Jadson André, Alejo Muniz, Gabriel Medina, Filipe Toledo, Matheus Navarro, Luan Wood, Weslley Dantas e Ryan Kainalo. Em 2023, no Rio de Janeiro, a Seleção Brasileira Júnior voltou a conquistar o título por equipes, 20 anos depois da primeira vitória. Resultados Sub-18 Feminino – Final 1 – Leihani Zoric (AUS) 16,002 – Zoie Zietz (NED) 12,773 – Luara Mandelli (BRA) 8,444 – Victoria Muñoz Larreta (ARG) 7,03 Sub-18 Masculino – Final 1 – Jett Maughan (USA) 15,062 – Ben Zanatta Creagh (AUS) 14,803 – Ocean Lancaster (AUS) 14,744 – John Muller (BRA) 12,07 Ranking por equipes 1 – Austrália – 8.078 pontos2 – Estados Unidos – 6.048 pontos3 – Brasil – 5.430 pontos4 – Peru – 5.293 pontos5 – Japão – 5.035 pontos6 – Havaí – 5.012 pontos7 – Espanha – 4.625 pontos8 – Nova Zelândia – 4.542 pontos9 – França – 4.416 pontos10 – Portugal – 4.095 pontos

    Luara Mandelli leva bronze na Sub-18, John Muller fica com o cobre e Seleção Brasileira termina em terceiro lugar entre 56 países no Mundial Júnior da ISA em El Salvador.

    A reta decisiva do Championship Tour 2026 chega nesta sexta-feira (11) a Lower Trestles, na Califórnia. A nona etapa da temporada abre a janela com dez brasileiros na disputa, quatro deles entre os cinco primeiros do ranking masculino, e condições suficientes para colocar o evento na água logo no primeiro dia. A primeira chamada acontece às 11h30 (horário de Brasília), com possível início das baterias ao meio-dia. A previsão das ondas aponta a sexta-feira como provável dia de competição. Um swell de sudoeste de período longo deve proporcionar ondas de 4 a 6 pés de face, com séries maiores durante a maré enchendo pela manhã. O vento de sul ainda pode deixar o mar um pouco mexido, mas a previsão mais recente indica que o efeito deve ser administrável e não necessariamente comprometer a realização das baterias. No sábado (12), o swell começa a perder força, com ondas de 4 a 5 pés e possibilidade de realização de baterias. O domingo (13) aparece como provável dia de folga, com ondas mais irregulares de 3 a 4 pés. A segunda-feira (14) também tende a ficar sem competição, com apenas 2 a 4 pés e vento sul. Na terça-feira (15), o cenário começa a mudar. Apesar de o mar ainda permanecer pequeno, na faixa de 3 a 4 pés, uma nova ondulação com boa energia e período longo deve começar a aparecer ao longo do dia. A previsão indica vento leve e condições de semi-limpas a limpas, preparando o terreno para a melhor parte da janela. Novo swell a caminho A maior expectativa está concentrada entre quarta (16) e sexta-feira (18). Um novo swell de sul-sudoeste, gerado por uma tempestade compacta e intensa no Pacífico Sul Central, deve começar a subir na quarta e atingir o pico na quinta-feira (17). Durante os três dias, Lower Trestles deve receber boas ondas, com as maiores séries entre a tarde do dia 16 e a manhã do dia 18. O vento também tende a colaborar, com manhãs limpas e vento fraco, seguido por vento de oeste fraco a moderado durante as tardes. Existe ainda a possibilidade de um pequeno swell tropical de sul se juntar à energia principal e aumentar a consistência das ondas. A previsão, porém, ainda é tratada com cautela e depende da evolução do ciclone responsável pela formação desse swell. Nos dois últimos dias da janela, 19 e 20 de setembro, a combinação do swell de sul-sudoeste em queda com uma nova ondulação de sudoeste deve manter condições para competição. Brasileiros em posição de destaque Trestles é a última etapa antes do corte que define os 22 surfistas que seguem para a pós-temporada, aumentando o peso dos resultados na Califórnia. Leonardo Fioravanti chega à etapa na liderança do ranking masculino, enquanto Carissa Moore veste pela primeira vez nesta temporada a lycra amarela de líder entre as mulheres. Logo atrás de Fioravanti, o Brasil domina as primeiras posições do masculino. Italo Ferreira ocupa a segunda colocação, seguido por Yago Dora em terceiro, Gabriel Medina em quarto e Miguel Pupo em quinto. Além deles, João Chianca, Samuel Pupo, Alejo Muniz, Mateus Herdy e Filipe Toledo completam o grupo brasileiro no masculino. No feminino, Luana Silva representa o País. Filipe chega a uma etapa especialmente importante. Atual 21º colocado, o bicampeão mundial tenta permanecer entre os 22 que avançam para a pós-temporada. Trestles, porém, guarda algumas das melhores lembranças de sua carreira: foi ali que o brasileiro conquistou os títulos mundiais de 2022 e 2023, quando o circuito ainda utilizava o formato das WSL Finals. Toledo também conhece Lower Trestles como poucos. O brasileiro viveu por 11 anos em San Clemente antes de se mudar para o Rio de Janeiro no fim de 2025 e descreve a onda californiana como uma espécie de “skate park”, pelas inúmeras possibilidades de manobras progressivas. Rodgers e Pinkerton vencem triagens Os norte-americanos Hayden Rodgers e Kirra Pinkerton garantiram as últimas vagas no evento ao vencerem as triagens realizadas em Trestles. Rodgers somou 12,10 pontos e fará sua estreia no Championship Tour, enquanto Pinkerton venceu com 13,33 e chega à quarta participação em uma etapa do CT. Chaves brasileiras Mateus Herdy é o único brasileiro escalado para a primeira fase masculina. Ele enfrenta o norte-americano Taj Lindblad na quarta bateria e, caso avance, terá Gabriel Medina pela frente no Round 2. Os demais brasileiros entram diretamente no Round 2. Yago Dora encara o vencedor da terceira bateria da primeira fase; João Chianca enfrenta Marco Mignot; Italo Ferreira pega o vencedor da segunda bateria; Alejo Muniz enfrenta Ethan Ewing; Samuel Pupo encara Jake Marshall; Gabriel Medina aguarda Herdy ou Taj Lindblad; Filipe Toledo enfrenta Liam O’Brien; e Miguel Pupo pega Ramzi Boukhiam. O desenho da chave ainda abre a possibilidade de confrontos brasileiros já no Round 3. Italo Ferreira e João Chianca podem se enfrentar caso avancem, assim como Filipe Toledo e Miguel Pupo. No feminino, Luana Silva estreia diretamente no Round 2 e enfrenta a vencedora da bateria entre Tyler Wright e Francisca Veselko. Janela do Lexus Trestles Pro: 11 a 20 de setembroLocal: Lower Trestles, Califórnia (EUA)Primeira chamada: sexta-feira (11), às 11h30 (horário de Brasília), com possível início da competição ao meio-dia. Chaves de bateria Masculino Round 1 1 – Luke Thompson (AFS) x Matthew McGillivray (AFS)2 – Eli Hanneman (HAV) x Hayden Rodgers (EUA)3 – Joel Vaughan (AUS) x Oscar Berry (AUS)4 – Mateus Herdy (BRA) x Taj Lindblad (EUA) Round 2 1 – Connor O’Leary (JAP) x vencedor R1 H12 – Griffin Colapinto (EUA) x Rio Waida (INA)3 – Yago Dora (BRA) x vencedor R1 H34 – Kauli Vaast (FRA) x Barron Mamiya (HAV)5 – Marco Mignot (FRA) x João Chianca (BRA)6 – Italo Ferreira (BRA) x vencedor R1 H27 – Kanoa Igarashi (JAP) x Crosby Colapinto (EUA)8 – Ethan Ewing (AUS) x Alejo Muniz (BRA)9 – Leonardo Fioravanti (ITA) x vencedor R1 H110 – Morgan Cibilic (AUS) x Cole Houshmand (EUA)11 – George Pittar (AUS) x Alan Cleland (MEX)12 – Samuel Pupo (BRA) x Jake

    Nona etapa do CT abre janela em Trestles, Califórnia (EUA), com dez brasileiros e ondas de até 2 metros. Novo swell ganha força entre os dias 16 e 18.

    Há mais de 30 anos, Pete Beukes chegou a Lamberts Bay, na costa oeste da África do Sul, para trabalhar como mergulhador de diamantes. No caminho, encontrou também uma costa bruta, isolada e repleta de ondas. Décadas depois, ele retorna a esse universo ao lado do filho, Eli Beukes. A história dos dois é o fio condutor de Rough Diamonds, novo filme de surfe produzido pela Now Now Media. Com 31 minutos de duração, a produção acompanha pai e filho por uma das regiões mais selvagens do litoral sul-africano, combinando sessões de surfe, estrada e a relação construída entre duas gerações. A ligação de Pete com a região começou no início dos anos 1990. Depois de deixar a Marinha e seguir para Lamberts Bay para trabalhar como mergulhador de diamantes, ele descobriu uma costa exposta ao Atlântico, marcada por água fria, isolamento e ondas de qualidade. Anos mais tarde, é Eli quem recebe do pai os segredos acumulados durante décadas de exploração. Mas Rough Diamonds não apresenta a viagem como uma simples busca por ondas perfeitas. A própria geografia da costa oeste impõe dificuldades e transforma a jornada em parte importante da narrativa. Ondas pesadas, natureza praticamente intocada e longos deslocamentos ajudam a construir o cenário para a história de Pete e Eli. Além dos dois protagonistas, o filme conta com participações de Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy Smith. A direção e o roteiro são de Will Bendix, com fotografia de Alan van Gysen e produção da Now Now Media. O projeto é apresentado pela Monster Energy em associação com a O’Neill. Rough Diamonds estreia nesta sexta-feira (11) e está disponível gratuitamente no YouTube. Ficha técnica Filme: Rough DiamondsDuração: 31 minutosCom: Eli Beukes, Pete Beukes, Max Elkington, Daniel Wilson e Jordy SmithNow Now Media: @nownowmediaEli Beukes: @elibeukesApresentado por: Monster Energy, em associação com O’NeillRoteiro e direção: Will BendixDireção de fotografia: Alan van GysenProdução executiva: Ryan FranklinProdução: Alan van Gysen Trilha sonora “Werner Meets Egberto” | Guy Buttery“Understanding Happiness” | Rafi B Levy“Earthstrong” | Hattamitsunami

    Novo filme Rough Diamonds acompanha Pete e Eli Beukes em uma jornada de surfe pela costa oeste da África do Sul, região de ondas pesadas e cenários praticamente intocados.

    A história e a evolução das pranchas de surfe estarão no centro das atenções no próximo dia 19 de setembro, em Santos (SP). A segunda edição do Shapers Surf Fest reúne shapers, fabricantes, surfistas e marcas na Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico da cidade, das 13h às 22h. O evento contará com 28 expositores de diferentes estados e também do exterior, apresentando desde longboards até modelos de alta performance, além de acessórios e novidades do mercado. O público poderá conhecer as pranchas de perto, conversar diretamente com os profissionais responsáveis pela produção e também adquirir equipamentos durante o encontro. Um dos destaques desta edição será a homenagem aos shapers que começaram a produzir pranchas na região durante a década de 1970. Mais de 25 nomes já estão confirmados para participar da celebração, que pretende aproximar os pioneiros de diferentes gerações de profissionais ligados à fabricação de pranchas. A programação também terá rodas de conversa com shapers e profissionais do mercado, abordando a evolução dos equipamentos, histórias do surfe e os rumos da indústria. A sustentabilidade na produção de pranchas será outro tema colocado em discussão ao longo do evento. Além da programação ligada diretamente ao surfe, o Shapers Surf Fest terá área gastronômica, sorteios e atividades para o público. O encerramento será musical, com Binho Nunes, ex-surfista profissional, ao lado de Neco Carbone e Edinho Leite. A segunda edição é realizada por Luke Franco, Dêmi Viola e Bruno Esposito. O Waves é parceiro de mídia do evento. Shapers Surf Fest 202619 de setembroDas 13h às 22hCasa da Frontaria AzulejadaCentro Histórico de Santos (SP) Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por Shaper’s Surf Fest (@shaperssurffest)

    Segunda edição do Shapers Surf Fest reúne 28 expositores, homenageia pioneiros da fabricação de pranchas e promove encontro entre diferentes gerações do surfe no dia 19 de setembro, em Santos (SP).

    O havaiano Makana Pang escreveu seu nome na história de Desert Point nesta quarta-feira (9). Ele venceu a edição indonésia do Capítulo Perfeito, primeiro evento de surfe realizado na famosa esquerda de Lombok, e fechou a decisão com a única nota 10 do dia. Os brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Foram seis horas consecutivas de ação em ondas com cerca de 2 metros. Oito convidados tiveram praticamente livre uma das esquerdas tubulares mais desejadas do planeta, cenário que recebeu pela primeira vez um evento desta dimensão. Makana já havia mostrado força nas primeiras fases. Depois de marcar 9,17 em uma de suas ondas, o havaiano chegou à final diante de Bruno Santos, Ícaro Ronchi e do indonésio Usman Trioko. Os dois brasileiros acumularam notas acima de 8 pontos ao longo do evento, mas foi Pang quem encontrou, na decisão, o tubo mais longo e tecnicamente exigente do dia para arrancar a nota máxima dos juízes. Com 17,57 pontos, Makana ficou com a vitória. Bruno terminou muito próximo, com 16,76, seguido por Ícaro, com 15,43, e Usman, com 10,60. Além da conquista em Desert Point, o havaiano garantiu um wildcard direto para o Capítulo Perfeito de 2027, em Carcavelos, Portugal. “Fazer parte do primeiro evento de surf de sempre em Desert Point foi uma honra. E conseguir um 10 perfeito na final foi um sonho tornado realidade. Estar ali com apenas mais três pessoas na água é provavelmente uma das coisas mais loucas que já vivi no surf. Esta onda é imbatível. Estou muito feliz e muito grato” Brasileiros chegam fortes à final Bruno Santos e Ícaro Ronchi foram dois dos grandes nomes do dia. Bruninho, profundo conhecedor de Desert Point, chegou a registrar o maior somatório de uma bateria em todo o evento: 18,24 pontos, na segunda passagem pela água. Ícaro veio logo atrás na mesma bateria, com expressivos 17,93. Os resultados oficiais mostram que ambos avançaram para a final em grande fase. A presença de Ícaro na decisão teve ainda um ingrediente especial. Convocado de última hora, ele ocupou a vaga deixada por Bruno Santos na lista de wildcards depois que Bruninho passou a ocupar uma vaga pelo seeding, em consequência da desistência de Nic von Rupp. Ícaro aproveitou a oportunidade e terminou o evento no terceiro lugar. Pedro Calado foi o terceiro brasileiro no evento. Ele somou 8,60 pontos na primeira bateria e melhorou para 11,80 na segunda, mas não conseguiu avançar à final. Tubos decidem tudo Como manda o formato do Capítulo Perfeito, apenas o tempo e a qualidade dentro dos tubos foram considerados pelos juízes, sem pontuação para manobras. É a característica que acompanha o evento desde sua primeira edição, realizada em 2012. Antes da entrada dos oito convidados, o dia começou com uma bateria especial dedicada aos surfistas de Desert Point. Diki Wahyudi venceu o Local Heat com 5,77 pontos, seguido por Ilham Sukron, com 4,00. A organização também tomou uma decisão inédita em relação aos 10 mil euros de premiação. O valor, originalmente reservado ao vencedor, foi dividido entre todos os participantes. Segundo Rui Costa, idealizador do Capítulo Perfeito, a escolha refletiu a proposta de compartilhar a experiência proporcionada pelas condições encontradas em Lombok. “Hoje, todos os surfistas saíram daqui a sentir-se vencedores e, por isso, o prize money é dividido por todos. Conseguimos envolver a comunidade local e isso deixa-nos particularmente felizes”, afirmou Rui. Estreia internacional Desert Point marcou ainda um novo capítulo na história do evento. Em sua 12ª edição, foi a primeira vez que o Capítulo Perfeito saiu de Portugal. A estreia internacional terminou justamente com aquilo que define sua proposta: condições tubulares e uma nota 10 na bateria decisiva. Com a vitória, Makana Pang agora tem encontro marcado com Carcavelos em 2027. Em Lombok, o havaiano entrou para a história como o primeiro vencedor de um evento de surfe realizado em Desert Point. Resultado final do Capítulo Perfeito 2026 – Desert Point Melhor tubo: Makana Pang (HAV) – 10,00 pontos

    Havaiano Makana Pang vence primeiro evento de surfe realizado em Desert Point com nota 10 na final. Brasileiros Bruno Santos e Ícaro Ronchi terminam em segundo e terceiro.