Carolina Casemiro entuba em Rocky Point. Foto: Ricardo Junji.

A temporada havaiana comecou e muitas baforadas já rolaram e vou comentar as expectativas da temporada havaiana 2006/2007.

 

Nos últimos anos o campeonato feminino em Pipeline, lado Norte da ilha de Oahu, aconteceu em março. Desta vez, rola em janeiro junto com a competição masculina e vale mil pontos para o ranking mundial.

Moro no Havaí há três anos e durante este tempo não vejo muitas meninas treinando aqui, fiquei até um pouco desapontada com isso. O Havaí é onde o bodyboard nasceu e onde rolam as melhores ondas do mundo.

Carol Casemiro encara Laniakea perfeito. Foto: Ricardo Junji.

 

É um lugar onde anônimos viram estrelas e muitas estrelas ficam anônimas quando chegam por aqui. Sempre me impressiono com a potência dessa terra.

 

As coisas acontecem muito rápido e são intensas, O mesmo tubo pode fazer sua cabeça ou te deixar de molho por alguns dias.

O Havaí faz falta no currículo da nova geração, não só como atletas Pro, mas como bodyboarders.

 

 Antigamente Pipeline era cheio de mulheres do bodyboard, nessa época a categoria feminina era sinônimo de brasileira.

 

Hoje as japonesas dominaram o pico e herdaram esse rótulo. Entendo todas as dificuldades para viajar, mas também sei que basta querer para tornar a trip possível.

 

A galera do Brasil não para de chegar e os que vi por aqui são: Luís Villar, Maguinho (Magno Oliveira) e Guilherme Tâmega (esculachando). Eunate Aguirre da Espanha também chegou e representa o bodyboard feminino europeu.

 

Espero ver mais brasileiras nesse evento em Pipe, fazendo parte do espetáculo havaiano do circuito mundial feminino. Enquanto aguardamos janeiro e a realização da prova, vamos surfando as ondulações que chegam.

 

Laniakea é uma direita super extensa e quebrou épico algumas semanas atrás. Rocky Point também rolou clássico e crowd. Com um pouco de  paciência, era possível pegar bons tubos.

 

Aloha para todos!

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)