A temporada havaiana comecou e muitas baforadas já rolaram e vou comentar as expectativas da temporada havaiana 2006/2007.
Nos últimos anos o campeonato feminino em Pipeline, lado Norte da ilha de Oahu, aconteceu em março. Desta vez, rola em janeiro junto com a competição masculina e vale mil pontos para o ranking mundial.
Moro no Havaí há três anos e durante este tempo não vejo muitas meninas treinando aqui, fiquei até um pouco desapontada com isso. O Havaí é onde o bodyboard nasceu e onde rolam as melhores ondas do mundo.
É um lugar onde anônimos viram estrelas e muitas estrelas ficam anônimas quando chegam por aqui. Sempre me impressiono com a potência dessa terra.
As coisas acontecem muito rápido e são intensas, O mesmo tubo pode fazer sua cabeça ou te deixar de molho por alguns dias.
O Havaí faz falta no currículo da nova geração, não só como atletas Pro, mas como bodyboarders.
Antigamente Pipeline era cheio de mulheres do bodyboard, nessa época a categoria feminina era sinônimo de brasileira.
Hoje as japonesas dominaram o pico e herdaram esse rótulo. Entendo todas as dificuldades para viajar, mas também sei que basta querer para tornar a trip possível.
A galera do Brasil não para de chegar e os que vi por aqui são: Luís Villar, Maguinho (Magno Oliveira) e Guilherme Tâmega (esculachando). Eunate Aguirre da Espanha também chegou e representa o bodyboard feminino europeu.
Espero ver mais brasileiras nesse evento em Pipe, fazendo parte do espetáculo havaiano do circuito mundial feminino. Enquanto aguardamos janeiro e a realização da prova, vamos surfando as ondulações que chegam.
Laniakea é uma direita super extensa e quebrou épico algumas semanas atrás. Rocky Point também rolou clássico e crowd. Com um pouco de paciência, era possível pegar bons tubos.
Aloha para todos!

