
Domingão no Hawaii. Que dia lindo. Enquanto a galera no Brasil se esbalda durante o carnaval, aqui a rapaziada se diverte dentro d?água. Mas hoje foi dia de Super Bowl Day, jogo da final do futebol americano.
Até as lojas fecharam por causa do jogo. Os havaianos ficaram das 13 às 16 horas com a cara na TV, e com isso os picos de Rocky Point, Pipeline e Sunset quebraram com pouco crowd e com séries de até 2,5 metros durante esse horário.
Ontem fui dormir com a certeza que rolaria Pipeline clássico. Swell de oeste, muitas estrelas no céu e previsão de vento terral. Tudo levava a crer, mas certeza somente Deus pode dar.

Um vento fraco vindo de Nordeste tornou as bancadas de Rocky Lefts e Sunset as melhores opções na minha opinião. O sol e a temperatura eram muito agradáveis.
Pela manhã fui checar Off The Wall e as ondas estavam fechando bastante, porém dando alegria à equipe Mormaii, e toda a molecadinha se jogava em ondas que pareciam enormes em proporção ao tamanho deles. Júlio Terres dropou uma esquerda muito bacana, a onda ficou pelo menos cinco vezes maior do que ele.
O fotógrafo Bruno Lemos estava à postos e registrou todos os momentos.

Pato testava uma câmera board. Com a câmera anexada ao bico da prancha ele se jogou em um tubo maneiro para a esquerda. As imagens devem ter ficado show. Pipeline e Backdoor tinham umas ondas, mas fechando muito devido à direção do vento.
Fui para Rocky Point. As esquerdas fumando e Cesinha e os locais do Arpoador Luis Leal e Guilherme me acompanharam na queda. Em direção ao canal, Tony Fleury e Marcelo registravam todos os momentos da equipe Oakley; Claudinha Gonçalves, Miguel Pupo e Gilmar Silva.
Gilmar vem surfando muito nessa estadia. Outro dia em Backdoor ele pegou um tubo muito longo e foi elogiado por toda galera na água, e hoje estava afiado de novo. No final de tarde mostrou talento em dois belos tubos para a esquerda.
Claudinha parecia que tinha tomado um energético. Amou a esquerda. A queda foi longa, não me achei no pico, mas a galera pegava uma atrás da outra. Na volta passei por Sunset e o visual foi incrível. Nenhuma gota fora do lugar. Comi um lanche e fui para a água fazer um bodysurf.
Muito maneiro ficar no outside nadando sem prancha. Em um delas Pato quase me atropela. Fiquei tanto tempo admirando um drop dele que esqueci de mergulhar. Foi engraçado.
Vinha tanta onda boa que decidi ir pegar minha prancha. Já era quase 18 hs e o pôr-do-sol batia na água. Fui para o outside e peguei somente uma onda.
Como falei para meu amigo paulista Cadu quando cheguei no pico com minha 6?7. ?Se eu pegar uma onda antes de escurecer fico amarradão?. Eraldo Gueiros era só sorrisos com sua 7?8 Pat Rawson novinha.
Biro soltinho curtia cada passeio em sua onda favorita. Só restavam cinco caras no pico quando dropei com minha 6?7 uma onda de uns 2,5 e me senti como se estivesse fazendo tow-in, sem jet-ski e pranchas sem alças.
A pranchinha soltíssima correu em alta velocidade pela parede de Sunset Beach até quase a areia. Amanha a previsão é de mais onda?
Aloha
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