#Os surfistas do Rio de Janeiro reagiram e dominaram as competições nas categorias Profissional e Amador que aconteceram até o momento.
No começo do ano, foi a vez de Anselmo Côrrea vencer a etapa do WQS na praia Mole (SC). Depois veio a vitória de Vitor Ribas em Fernando de Noronha (PE).
No Circuito Brasileiro Amador, Gustavo Fernandes, do Recreio, e Simão Romão, do Arpoador, lideram suas categorias e garantiram vaga antecipada para o Mundial da ISA, que começa no fim de maio.
Para confirmar esta reação, Marcelo Trekinho mostrou aos juízes do Super Surf, o que as meninas do Leblon já tinham visto: surf de campeão.
#Depois de alguns anos sem revelar novos talentos, o estado do Rio está bem representado e tem mostrando o potencial de suas praias. Mas, não podemos esquecer que uma mudança no perfil e na atitude foi fundamental para que os resultados aparecessem.
Antes, o nível social dos competidores era mais elevado, por isso aquele gás a mais que o surfista necessitado tem, faltava e não fazia diferença, pois se o surf não desse certo, tinha o negócio da família para cuidar.
Durante alguns anos, os cariocas viveram uma transição e os surfistas de outros estados não deram chance, tirando Vitor Ribas, Guilherme Herdy e Yuri Sodré, que pertencem a três gerações diferentes. Não há ninguém mais no WCT e não havia uma seqüência de bons resultados.
Agora, além dos que já citei, tem o Raoni Monteiro, Léo Neves, e o campeão mundial Júnior, Pedro Henrique. Fora os novíssimos Leandro Bastos, Eric Souza e Jerônimo Vargas.
Não quero de forma alguma prever ou dizer que eles continuarão arrebentando ou que são melhores. Só quero deixar registrado que está sendo um bom ano e que a muito tempo, não via tantos bons resultados dos surfistas fluminenses em qualquer tipo de onda.
#Dos tubos de Noronha até as jóias de Floripa, Mole e Joaquina, passando por Matinhos e Maresias. Nesta última, ainda teve a Andréa Lopes para completar a festa.
Fico impressionado com o aumento no número de surfistas, porém a maioria não compete e por isso o perfil do competidor está mudando e varia de estado para estado.
Acompanho o Circuito Brasileiro Amador desde 84 e nunca o nível dos estados esteve tão nivelado.
Todos estados estão produzindo talentos, que se trabalhados, poderão fazer parte do seleto grupo do WCT, só que pra furar o bloqueio, quanto mais melhor.