
Olá, galera!
Acabei de chegar de Floripa e agora vou para São Francisco do Sul disputar a primeira etapa do circuito catarinense.
Foi lá, no ano passado, que ganhei meu primeiro grande evento. Venci esta mesma etapa e acabei tendo o melhor ano da minha vida.
Não sei se vou disputar todo o circuito catarinense. No ano passado não rolou, pois rolaram muitas etapas com custo muito alto e mais alguns campeonatos rolando… Acabamos desistindo.
Agora, deve ser igual. Vou correr o Rip Curl, o Brasileiro Amador, o Paranaense, o Petrobras e o Pro Júnior e ainda um novo circuito que pode rolar em São Paulo.
É muito campeonato para conciliar com a escola. E eu não vou parar nunca de estudar. Tenho que me preocupar mais em passar de ano do que em pegar ondas.
Por isso quando um campeonato bate com as provas no colégio, ou a minha mãe consegue que eu faça uma segunda chamada, ou eu não vou para o campeonato.

Este ano faço a oitava série e será mais difícil do que nos anteriores. Mas, como nunca tive dificuldades, sei que se continuar estudando e vou ter um ano legal.
Todos os dias eu acordo cedo e vou surfar. Quando volto termino de fazer meus deveres, almoço e vou para a escola à tarde. Quando termina cedo e tem
ondas, volto correndo para surfar novamente.
O pior mesmo são as aulas na sexta. Estas são as que geralmente perco. Para saírmos daqui do Paraná para competir em outros estados é bem complicado. Primeiro vamos para Curitiba, aí pegamos um ônibus ou a estrada para São Paulo, Rio, Santa Catarina ou Nordeste.
Como gosto de viajar, conhecer novos lugares, surfar ondas diferentes e fazer novas amizades com outras surfistas, não ligo de ter que pegar vários ônibus. Só fico brava quando me colocam em uns ‘latões’ que o banco nem mexe para dar uma dormidinha!
beijos