#A bodyboarder paulista Camilla Ventura, 18 anos, é uma das revelações da nova geração do bodyboard nacional.
Ela é a atual campeã paulista e brasileira na categoria Amador e neste ano disputa mais um título, só que agora como Profissional.
Camilinha já surfou ondas do Hawaii e México e estreou no Circuito Mundial, no Rio de Janeiro, e terminou na nona colocação, ainda como amadora.
Para disputar os eventos internacionais, ela precisa de patrocínios e, enquanto eles não aparecem, ela se dedica totalmente ao Circuito Brasileiro – o circuito nacional mais disputado do planeta.
A bodyboarder Carolina Casemiro bateu um papo com a atleta, que conta aqui um pouco de sua história.
Quando você começou a pegar onda de bodyboard ?
Foi no verão de 93, quando entrei na Escolinha Radical e comecei a fazer aulas.
Em quem você buscou inspiração?
Sempre me inspirei na Karla Costa Taylor , na Neymara Carvalho e em todos os caras #que quebram.
Você sofre resistências por parte de alguém, como a família?
Pelo contrário. Todos dão a maior força e vibram muito.
Qual é a cara do surfista de hoje, um desportista profissional ou um desocupado sem futuro?
Ao meu ver, quem é profissional leva a sério seus treinamentos e seus deveres como e também existem os free surfers, que pegam onda por prazer, mas acho que em geral não temos mais esse rótulo de desocupados.
Atualmente, como está o incentivo para a prática do bodyboard na Baixada Santista?
A Baixada Santista não tem incentivo algum. São poucas as praias boas para a pratica desse esporte.
Você acha possível o futebol dividir espaço com outro esporte como o bodyboard, por exemplo?
Na minha opinião, sim. Mas como estamos no Brasil fica tudo muito mais difícil. Não deveria, pois o esporte no Brasil quebra tudo !!!
Quais são os points que você mais gosta de surfar?
Hawaii, Guarujá e litoral Norte de São Paulo.
Existe união entre atletas? Como rola o relacionamento entre a galera nos campeonatos? Dá para conciliar a disputa com a camaradagem?
Com certeza. O esporte em geral e bastante unido. A etapa realizada em Pernambuco é a prova disso. A disputa fica só dentro d?água. Depois e só alegria!
Qual é o seu objetivo no esporte?
Quero competir no Circuito Brasileiro e Mundial, além de viajar para pegar
as melhores ondas.
Você virou profissional recentemente e já desponta entre as primeiras colocadas no Brasileiro. Isso desperta o interesse dos patrocinadores?
Ainda não. Tenho patrocínio da World Wave e Gênesis. Muitas marcas fingem não ver o retorno que o bodyboard oferece.
Como você se sente competindo na categoria Profissional, disputando com as atletas que figuram como ídolos no esporte?
É muito gratificante competir com meus ídolos, e principalmente chegar na
final, disputando com igualdade. Estou superfeliz.
Mande um recado para a galera:
Quero agradecer a Alessandra, da World Wave, e a todos que torcem por mim. Nunca desistam de seus sonhos e let?s go.