Surfista modelo

Caio Vaz entra em cena

Caio Vaz, 14, encara Sunset Beach. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Caio Vaz, 14, é morador da zona Sul do Rio de Janeiro. O atleta promissor surfa com freqüência no Arpoador, Diabo, Leblon e também costuma marcar presença em Itaúna, Saquarema, onde tem casa.

 

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Sua rotina se divide entre escola e surf. Caio pratica ainda bioginástica e yoga com o especialista Orlando Cani e faz teatro no Tablado. 

 

Apesar da pouca idade, o atleta é atualmente um dos modelos mais conhecidos e conceituados no Brasil, sendo agenciado pela 40 Graus.

Desde 2002 ele compete nos eventos estaduais e, hoje em dia, os nacionais. Também treina forte diariamente para um dia poder se tornar surfista profissional. 

Surfista trabalha também como modelo. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.


Seu treinador é Benjamin Athayde, mas sente muita falta do seu primeiro técnico Caio Monteiro, a quem considerava um segundo pai.

 

Em entrevista concedida a Bruno Lemos, Caio comenta sua carreira e fala das duas temporadas havaianas.

Quantas temporadas você já esteve no Hawaii e por quanto tempo?

 

Já estive no Hawaii duas vezes. Passei dois meses em 2007 e mais dois este ano.

Como foi esta segunda temporada?

Foi uma temporada com muita chuva e vento. Mesmo assim, tiveram bons swells e boas ondas. Pude acompanhar o WCT e o Backdoor Shootout, que deu altas ondas em Pipeline.

Pena que não aconteceu isso durante o Pipe Masters. Participei de um campeonato aberto em Haleiwa; vinha me dando bem, passando as baterias com boas notas, só que dei o azar de perder a quilha e acabei perdendo a bateria.

 

Em quais picos você mais surfou?

Surfei muito em V-land, pois era a praia mais próxima de onde eu estava, sem contar que V-land tem onda em qualquer tipo de condição, então surfava lá direto. Também surfei bastante em Rocky Point, pois em dezembro foi o pico que mais quebrou.

 

Quando o mar subia um pouco, ia para Sunset ou Pipeline. Consegui surfar também em outros picos como Off the Wall, Log Cabins, Pinballs, Laniakea, Chuns Reef, Pupukea e Haleiwa.

 

Sem dúvidas, são todos picos de qualidade que têm características diferentes, mas sempre uma coisa em comum: mesmo nos dias menores, as ondas têm muita força, principalmente para nós que moramos no Brasil, acostumados com beach breaks.

 

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Caio treina em Pipeline. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

Quais foram os melhores swells? E os que você pegou?

 

Pipeline demorou muito tempo para começar a funcionar nesta temporada. O melhor swell foi no dia 18 de janeiro, que quebrou perfeito com 10 pés.

 

Entrei nesse mar só para ver qual era, tinha o maior crowd de vários locais e profissionais, e fiquei mais para o canal, só observando. Vi uns tubos animais de perto. Peguei poucas ondas, mas uma delas foi uma onda grande que subiu sozinha para eu pegar, não tinha ninguém ao meu lado.

Sunset foi um pico que quebrou muito mais vezes do que Pipe. Todas as vezes que o mar subia, lá tinha altas ondas. Peguei várias vezes, usei a maior prancha que levei, uma 6’6, que, para mim, é muito grande, pois a minha prancha diária é uma 5’6.

Atleta volta do Hawaii determinado a brilhar nas provas amadoras. Foto: Bruno Lemos / Lemosimages.com.

No início da temporada, peguei altas ondas em V-land e, no dia de Natal, boas direitas com formação perfeita. Em V-land, a onda quebra e dá para mandar uma ou duas manobras antes de ela entrar na bancada rasa, onde roda um tubo seco que te dá muita velocidade para sair dele.

 

Qual o seu quiver para o Hawaii? Quais pranchas mais usou?

 

Levei seis pranchas de tamanhos diferentes: 5’4, 5’6, 5’8, 5’9, 6’0 e 6’6. A prancha que mais usei foi minha 5’6, seguida pela 5’8 e depois a 6’6. Todos os Sunset que rolavam, mesmo os pequenos, eu ia com a 6’6 para botá-la no pé e, quando o mar subia, eu já estava acostumado com a prancha. A minha 5’4, que era minha prancha do dia-a-dia antes de eu ir, eu nem usei. Foi e voltou seca.

 

Das viagens de surf que você já fez, o que é o mais diferente em passar uma temporada no Hawaii?

 

No Hawaii, a gente surfa junto com vários profissionais e big riders de todas as partes do mundo. É muito crowd, mas se aprende muito também. Outra coisa diferente é que é muito fácil você surfar os diferentes picos no North Shore, pois eles são muito próximos uns dos outros e você pode ir de bicicleta ou mesmo de carona.

 

Quais campeonatos pretende correr este ano?

 

Pretendo correr todas as etapas do Brasileiro Amador e os circuitos nacionais sub-16. Vou correr os circuitos estaduais carioca e paulista e os principais regionais do Rio. Mas, o que eu gostaria muito mesmo, era de
conseguir uma vaga no WQS que vai rolar no Arpoador, onde eu mais surfo no Rio.

 

Quais os planos de viagem para este ano? Você voltou do Hawaii já pensando numa próxima temporada ou numa próxima viagem?

 

Minha próxima viagem dos sonhos será para a Indonésia. Tenho amigos que já foram e outros que já estão planejando essa trip.

 

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