Caçadores de notícias

A escassez de ondas no litoral catarinense não tem irritado apenas os integrantes do WCT, divisão de elite do surf mundial.

 

É que os sucessivos adiamentos do Nova Schin Festival complicam o trabalho da grande imprensa.

 

“Isso atrapalha bastante porque a gente tem que ficar cavando pautas alternativas. Realmente não é fácil”, diz Jean Balbinotti, 31, repórter do caderno de esportes do Diário Catarinense.

 

“Eu, por exemplo, preciso fechar duas ou três matérias por dia. Como as novidades são raras, a gente se vira pra tirar leite de pedra”, explica Balbinotti.

 

O mesmo problema é enfrentado pelo jornalista Rodrigo Benchimol, 24, do Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro.

 

“Depende do espaço que o jornal oferece diariamente. Se for grande, tenho que correr atrás pra arrumar alguma notícia interessante. Se for pequeno, aí é bom porque posso ficar aproveitando o resto do dia em Floripa”, conta Benchimol.

 

O fato é que o WCT, com ou sem ondas, é sempre uma boa oportunidade para a imprensa, especializada ou não, ir atrás das boas pautas, não só para divulgar o evento, mas também para exercitar o velho e bom hábito do repórter ir atrás das notícias, em vez de esperar que elas caiam no colo.

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Mais de cinquenta anos de câmera na mão: do Píer de Ipanema a Pipeline com Gerry Lopez, de Bob Marley no Havaí aos Rolling Stones no Maracanã. Fernando “Fedoca” Lima viveu e fotografou tudo isso. Agora reúne tudo em um livro.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)