
A escassez de ondas no litoral catarinense não tem irritado apenas os integrantes do WCT, divisão de elite do surf mundial.
É que os sucessivos adiamentos do Nova Schin Festival complicam o trabalho da grande imprensa.
“Isso atrapalha bastante porque a gente tem que ficar cavando pautas alternativas. Realmente não é fácil”, diz Jean Balbinotti, 31, repórter do caderno de esportes do Diário Catarinense.
“Eu, por exemplo, preciso fechar duas ou três matérias por dia. Como as novidades são raras, a gente se vira pra tirar leite de pedra”, explica Balbinotti.
O mesmo problema é enfrentado pelo jornalista Rodrigo Benchimol, 24, do Jornal dos Sports, do Rio de Janeiro.
“Depende do espaço que o jornal oferece diariamente. Se for grande, tenho que correr atrás pra arrumar alguma notícia interessante. Se for pequeno, aí é bom porque posso ficar aproveitando o resto do dia em Floripa”, conta Benchimol.
O fato é que o WCT, com ou sem ondas, é sempre uma boa oportunidade para a imprensa, especializada ou não, ir atrás das boas pautas, não só para divulgar o evento, mas também para exercitar o velho e bom hábito do repórter ir atrás das notícias, em vez de esperar que elas caiam no colo.