Laje da Jagua

Burle explica o monstro

 

Localizada no município de Jaguaruna (SC), a Laje da Jaguá foi descoberta pelo saudoso Zeca Scheffer e por Rodrigo Monster Resende em 2003.


Desde então, o pico recebe expedições organizadas pela Atow-Inj (Associação de Tow In de Jaguaruna) com surfistas destemidos, dispostos a encarar os perigos de um point raso e sinistro, que funciona a mais de cinco quilômetros da costa.  


Em entrevista exclusiva, o big rider Carlos Burle analisa a onda da Laje da Jagua e fala sobre o futuro do tow in no Brasil.

 

Ao lado do parceiro Eraldo Gueiros, Burle venceu as duas edições (2006 e 2011) do Mormaii Tow In Laje da Jagua  – In Memory of Zeca Scheffer e é freqüentador assíduo do pico.


Como avalia a onda da Laje?

 

Conheço o potencial desse lugar. É um pico desafiador para qualquer dupla de tow in. Uma onda mutante, radical, que rola sobre uma bancada perigosa. É necessário muita agilidade e talento para se dar bem.

 

Por quebrar a quilômetros da costa, a Laje pode receber as maiores ondas do Brasil?

 

Jaguaruna tem uma posição geográfica privilegiada para receber as grandes ondulações que chegam ao litoral Sul do país. Com swell certo, acredito que poderemos encontrar as maiores ondas do Brasil no point. 

 

A onda é pesada, rola em alto mar e os caldos chegam a 45 segundos. Qual a vibe antes de surfar no pico?

 

Tenho muito respeito por esse pico. As ondas são realmente pesadas e a bancada extremamente rasa. Os sentimentos se misturam: frio na barriga, adrenalina e medo. 

 

Zeca Scheffer? 

 

Um grande nome do nosso esporte. Ele sempre procurou o profissionalismo como ferramenta de evolução para a comunidade do surf. Um exemplo a ser seguido.

 

Fale um pouco sobre comunidade local de Jaguaruna e defina a Atow-inj?

 

A comunidade local e as autoridades recebem com muito carinho os surfistas e a última edição do Mormaii Tow In foi um exemplo claro do que estou falando. A Atow-inj é peça fundamental para o esporte no país.

 

Como analisa o futuro do tow in no Brasil?

 

O Brasil tem grandes expoentes no esporte e deve continuar investindo na modalidade. Acredito em um futuro próspero.

 

Podemos afirmar que acabou aquela história de não termos ondas grandes no Brasil?

 

Temos ondas grandes e pesadas sim. Não são as maiores do mundo, mas com certeza rendem um excelente treino.

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