Bruninha chega a Sydney com fome de onda

Oi! Estou em Sydney! Cheguei hoje. Vim com a Jodie, chefe de equipe da Quiksilver. Terminou o campeonato em Bells Beach e, como as ondas não entraram, vim atrás de ondas.

 

A semana que eu fiquei em Bells foi bem legal. Depois de tudo que rolou com a minha viagem, você fica meio impressionada com tudo, as cidades, as ruas, as casas, as praias e o frio. É muito frio em Bells.

No campeonato eu comecei feliz e terminei triste. Tinha ido bem antes da final, mas eles colocaram a decisão no pior mar possível.

 

Tanto que terminou as baterias finais, desmontaram o palanque e foram atrás de uma outra onda para poder rolar o WCT.

Fui para a bateria e já estava bem triste. Não consigo surfar bem naquelas condições e também não quero aprender.

 

Sem onda, vento maral… e o palanque era tão longe que não dava para escutar nada.

 

Eu saí da bateria e um dos organizadores me disse que eu fiquei em quarto lugar. Liguei para o meu técnico Tusca chorando de raiva.

 

Mas ele viu a bateria pela internet e disse que  era impossível ter ficado em quarto, pois eu estava na briga pelo segundo o tempo todo.

 

Só na hora do pódio soube que eu tinha ficado em terceiro mesmo. Menos mal, né? Mas a sul-africana que ganhou eu já tinha ganho dela antes. Quem dera ter uma chance num mar bom. Eu ia ganhar. Nem acredito que vim lá do outro lado do mundo para surfar menos onda do que lá em casa.
 
Agora vou aproveitar para treinar. Tem um swell entrando com 6 pés e quero conhecer vários picos, falar mais inglês, me acostumar com a comida e conhecer mais pessoas.

 

Todo mundo me fala que Sydney é uma das cidades mais bonitas do mundo. E é mesmo, pelo pouquinho que deu pra ver. Mas é também gigante. Então vou aproveitar a viagem até o dia 10, quando volto ao Brasil.

 

Pena que nem para casa vou direto, porque já tem o Brasileiro Amador em Maresias.

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.