
A última temporada havaiana ficou marcada pelas inúmeras confusões, sempre envolvendo os amigos dos irmãos Irons. O tal do Kalai e sua tchurma, instalados na casa da Volcon, bateram em todos que podiam, de dezembro a março.
Mas, como acontece com todos aqueles que acham que a violência é o melhor caminho, não pensaram nas consequências!
E agora são os atletas havaianos que disputam o circuito mundial que estão pagando. E, desta lista os irmão Irons não escapam.
Nas ilhas Maldivas, Bruce Irons durante uma sessão de free surf dropou uma das maiores do dia. Mas, no meio do caminho o israelense Arno, com 1m80 e 90kg, entrou na onda, jogou Bruce

pra fora e, quando ambos vieram à tona, ainda pegou a prancha e deu belas bicadas no irmão do campeão mundial, que foi saindo de fininho.
Não satisfeito, Arno avisou que os havaianos vão apanhar mais nos próximos campeonatos e que estava descontando a surra que um israelense havia levado na temporada.
Os sul-africanos também estão na bronca de havaianos. Um atleta levou uma surra da tchurma do Kalai em janeiro e não esconde de ninguém que todos os havaianos serão “bem recebidos” nas etapas do WQS e WCT na África, agora em julho.
“O pedido é para dar um tiro no joelho de um dos irmão para eles nunca mais surfarem”, revela um atleta sul-africano.
Também circula a informação de que a ASP recomendou aos irmãos Irons viajarem para a África com seguranças 24 horas.
E quem pensa que no Hawaii a pancadaria e a pressão foi só pra cima de atletas e amadores não muito conhecidos, não imagina o que surgiu nos últimos dias.
Antes do fim da tríplice coroa, Joel Parkson, Mick Fanning, Dean Morrisson e outros australianos de ponta no WCT receberam a visita de Kalai e seus amigos.
Cada um na sua casa, viu os briguentos entrarem, irem direto para onde estavam as pranchas e ouviram o seguinte: “Vou levar esta prancha para você poder surfar aqui no Hawaii”.
Uma cena vista na última temporada resume bem a cabeça de bagre destes havaianos. Um surfista ainda mirim da “tchurminha” foi rabeado por outro mirim de outra “tchurminha”, ambos havaianos.
Resultado, os dois – que no mar tinham feito as pazes – foram obrigados a brigar num ringue montado na famosa casa. Só puderam parar de brigar com a chegada da polícia.
Pelo clima visto nas primeiras etapas do ano fora do Hawaii, o ano promete. Em breve o surf deve deixar as páginas esportivas e aparecer nas páginas policiais.
Parece que só na hora em que alguém for assassinado ou o próprio Andy Irons acabar tendo alguns ossos quebrados a ASP vai tomar alguma atitude.
Hoje, já se fala abertamente na possibilidade de o Hawaii perder alguma das suas etapas. Nenhum competidor mais tem prazer em surfar ou competir na meca do surf mundial.
Mas, isso tudo não é nada. Pior é ver marcas patrocinar e fazer anúncio com o tal Kalai nas revistas Surfer e Surfing! Aguardem os próximos capítulos!
Rodrigo Tusca é jornalista da TV Globo (PR)