Mais dinheiro, menos surfistas, Mundaka (foto) fora do mapa e convidados de peso. Em entrevista concedida ao site norte-americano Surfline, o CEO da ASP Brodie Carr fala sobre as principais novidades no ASP World Tour 2010.
Em relação aos convidados, conforme já anunciado em primeira mão no Waves.Terra, a grande novidade para os brasileiros é a confirmação do wildcard concedido ao catarinense Neco Padaratz, que precisou afastar-se do tour devido a uma séria contusão sofrida no ano passado.
Depois de abandonar o circuito por motivos pessoais, o tricampeão mundial Andy Irons, do Hawaii, também volta na condição de wildcard da ASP, além do australiano Luke Stedman, que também recebe o convite por contusão.
“Debatemos e levamos tudo em consideração. Foi a decisão mais difícil de wildcards desde que estou aqui”, confessa Brodie Carr na entrevista.
Em relação ao novo formato e unificação do ranking, ele esclarece as principais dúvidas. Os top 45 do World Tour começam 2010 com o formato normal para 48 surfistas, incluindo os três convidados de cada etapa.
Depois da quinta etapa do circuito, em Trestles, Califórnia (EUA), o Tour passa a ter 36 atletas por etapa. Os 12 últimos colocados no ranking caem para o WQS, enquanto os demais atletas disputam todas as provas seguintes do World Tour.
Em 2011, apenas 32 atletas, mais os convidados, competem na elite do surf mundial. O circuito será composto pelos top 22 de 2010 e os 10 melhores do WQS. Serão computados os oito melhores resultados de cada atleta em um ranking unificado.
No World Tour a pontuação máxima por etapa será de 10.000 pontos, enquanto no WQS o máximo será de 6.500 pontos, para as estapas 6 estrelas prime. “Quem estiver marcando 17º e 33º no World Tour estará fora muito rápido, pois as pontuações para estas posições não valerão quase nada”, frisa o CEO da ASP.
A premiação em dinheiro também fica mais gorda e cada etapa distribuirá US$ 400 mil no lugar dos atuais US$ 340 mil. Além dos prêmios por etapa, o campeão masculino terá um bônus de US$ 100 mil. Outro benefício oferecido pela ASP é a adoção de um seguro e um plano de aposentadoria para os atletas. “Além de mais dinheiro em jogo, reduzir o número de surfistas significa maiores pagamentos”, analisa o dirigente.
Já as tradicionais esquerdas de Mundaka no País Basco estão oficialmente fora do tour e dão lugar às ondas de Peniche, que depois da edição histórica do Rip Curl Pro Search 2009, entram definitivamente no calendário, agora como Rip Curl Pro Peniche.
“Chegamos a esta decisão junto com a Billabong e os surfistas. Foi melhor abrir mão desta etapa. Quando esta onda funciona é realmente insana, porém é muito complicado quando temos que lidar com a variação de marés e só podemos ter quatro horas de surf por dia. Este ano foi uma chatice, perdemos o swell por quatro dias”, desabafa Brodie Carr, que está pesquisando um novo lugar em conjunto com a marca no País Basco, para trazer de volta o Billabong Pro em 2011.
Entre outros assuntos, Brodie também falou sobre o possível tour dos rebeldes e deixou claro que isto não interfere em nada nos planos da ASP.
Clique aqui para ler a entrevista completa no Surfline.