Brazucas treinam em Peahi para mundial

Peahi é o real nome da mais temida onda havaiana do momento, situada na ilha de Maui. O apelido Jaws (mandíbulas, em português) veio mais tarde, dado pelo big rider Darrick Doerner.

 

Seja qual for o nome, mais uma vez ela mostrou os dentes nesta temporada, com ondas de até 5 metros nas séries – apesar de a previsão ter indicado um swell com até 8 metros.

 

Mesmo assim, os brasileiros aproveitaram para fazer um bom treino para a Tow-In World Cup, que deve acontecer na próxima semana no local, além de free-surf de gala.

Rodrigo Resende, Danilo Couto, Pato, Edison de

Paula, Romeu Bruno, Jorge Pacelli, Yuri Soledad, Haroldo e eu surfamos altas ondas, na mira das lentes do cinegrafista Bruno Lemos e Fabiana Nigol (namorada de Pato), além da fotógrafa Lika Maia.

 

As ondas estavam muito “fun” e deu para colocar ainda mais as pranchas no pé para o swell de quinta, que segundo os mapas será do tamanho de sábado, quando alcançaram mais de 15 metros de face.

Resende, Jorge e Edison pegaram bons tubos de frontside; e os goofy footers Pato, Danilo e Yuri curtiram altas paredes que lembraram um outside corner Uluwatu gigantesco.

Mais uma vez as pranchas foram para as pedras e minha 6’2 Ricardo Martins acabou ficando sem as quilhas e alguns profundos rombos. Eu a emprestei para o Pato, que fazia tow-in comigo, e ele acabou ficando atrás do pico em uma direita, sendo engolido.

Laird Hamilton pegou um lindo tubo de frontside. É inspirante ver o cara surfando. Ele coloca um pé bem perto do bico e o outro na rabeta e coloca sua prancha onde quer, tanto de backside quanto de front.

Apesar de o vento sudoeste (Kona) ser terral

aqui em Maui e maral em Oahu, pela manhã a galera têm aproveitado as boas condições de Waimea.

Já Maui é o paraiso do tow-in, kitesurf e foilboard. Hoje fecharam o lugar onde colocamos os jets na água (Maliko Goat) e tivemos que andar cerca de 15 km de Maliko. No trajeto eu vi vários outsides quebrando perfeitos. Buzzy Kerbox e Archie Kalepa arrepiavam no foilboard.

SpreaksVile mostrava o quanto uma onda pode ser perfeita, e nessa direita só três skis dividiam o line-up. Essa bancada parece um Maresias de gala, só que você percorre o dobro da distância na onda. 

Estamos no aguardo para ver o que rola na quinta.

Aloha!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Michelle des Bouillons desceu uma onda de quase 25 metros em Nazaré e pode entrar para a história como a mulher que surfou a maior de todos os tempos. Em entrevista exclusiva ao Waves, ela conta como chegou até aqui.

De Bells Beach a Raglan, Brasil vive quatro etapas de domínio histórico: vitórias, finais, nota 10 e os quatro primeiros do ranking mundial com a mesma bandeira.

Maior onda já surfada por uma mulher no Brasil é registrada por Michaela Fregonese durante swell histórico em Jaguaruna (SC)

Doutor Guilherme Vieira Lima, explica como a estabilidade do core define a potência das manobras e protege o corpo de lesões crônicas.