Depois das ótimas estreias de Adriano de Souza e Italo Ferreira, o Brasil ganhou mais quatro reforços na terceira fase do Hurley Pro 2015, etapa do Championship Tour que acontece em Trestles, Califórnia (EUA).
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Em ótimas ondas de 1 metro e séries pouco maiores, Filipe Toledo, Gabriel Medina, Wiggolly Dantas e Miguel Pupo seguiram adiante na prova, enquanto Tomas Hermes e Jadson André foram eliminados. Outra baixa foi Silvana Lima, derrotada na repescagem do Swatch Women’s Pro.
Um dos principais candidatos ao título em Trestles, Filipe Toledo teve muito trabalho para avançar. O brazuca começou mal e viu o convidado Ian Crane abrir vantagem com 7.33 em uma direita bem surfada até o inside. O brasileiro reagiu com 7.67, mas o californiano disparou na liderança com 9.10 depois de atacar uma longa direita com batidas e rasgadas bem fluidas.
Logo atrás, Toledo agrediu o lip com duas belas rabetadas e ainda acertou uma bela rasgada no inside, mas teve 8.00 e ficou precisando de 8.44 para virar. A nota deixou Filipe na bronca e o atual quarto colocado no Tour chegou a esboçar algumas reclamações na água.
Faltando cerca de três minutos, Ian Crane usou a prioridade numa onda sem muito potencial e deixou Filipe livre no outside. O brasileiro pegou uma onda intermediária, trabalhou bem até inside e finalizou com um aéreo rodando na junção. A partir daí, o suspense tomou conta da praia. Apenas um dos juízes não deu a nota que o brasileiro precisava e a média ficou em 8.50.
“Estava um pouco nervoso no início da bateria e caí em duas ondas boas, cometi esses erros. Ian (Crane) abriu a bateria muito bem, começou forte. Na minha maior onda, uma da série, eu tive e 8.00 e achei que fosse valer mais porque fiz dois grandes turns no outside e finalizei forte. Eles (os juízes) me deram só 8.00. Mas não tem problema, esse é o estilo brasileiro, na última onda, eu gosto. Sigo acreditando até escutar a sirene e nunca desisto”, disse Filipe.
Na terceira bateria, o campeão mundial Gabriel Medina disparou na liderança da bateria com um backside afiado, deixando o compatriota Tomas Hermes em situação complicada.
Sem demorar muito, Medina abriu vantagem com 7.00 e 8.50, para depois trocar sua segunda melhor nota por 9.00 e ainda descartar 7.13 na última onda. Tomas, por sua vez, teve dificuldade para mostrar o que sabe e saiu da água com apenas 6.00 e 3.60 no somatório.
“Trestles é uma onda tão divertida que eu tenho de me controlar”, falou Medina. “A torcida que temos aqui é demais, e contar com a presença da família me deixa ainda melhor”, concluiu o campeão mundial.
No quinto confronto, Wiggolly Dantas abriu a bateria com a maior nota do dia entre os brasileiros (9.23), deixando o californiano Brett Simpson sob pressão. Para garantir a vitória, Guigui atacou outra direita com seu backside abusado e descolou 7.50, fazendo Simpson precisar de 9.80 para virar.
“Tenho lutado no QS por sete anos. Todo ano eu ganho mais suporte e a confiança aumenta. Este ano, estar no CT tem sido incrível e aprendi muito neste processo”, revelou Guigui.
Outro brasileiro que terminou o dia entre os maiores pontuadores foi Miguel Pupo. Na última batalha do dia, Pupo mostrou total sintonia com as direitas de Trestles e venceu o clássico contra o compatriota Jadson André por 17.20 a 14.43.
Jadson lutou pela vitória com batidas potentes no clip, mas Pupo estava muito encaixado com seu surfe fluido e fez uma ótima escolha de ondas para obter 8.17 e 9.03, contra 7.33 e 7.10 do adversário.
O destaque do dia foi o australiano Joel Parkinson. Inspirado, Parko totalizou 18.74 pontos para não dar chance ao californiano C.J. Hobgood, autor de 6.23 e 7.50. O australiano ainda recupera-se de uma contusão no pescoço sofrida durante um treino no Tahiti. “Meu pescoço foi ferido, mas está ficando cada vez melhor e virando para a direita parece estar bem”, conta Parko. “Não tenho tido um grande ano e estou feliz por finalmente fazer algumas notas boas e conseguir os resultados. C.J. é uma inspiração para mim e ele é um verdadeiro campeão”, disse o aussie.