Uma das novidades no calendário do Qualifying Series da World Surf League (WSL), o Martinique Surf Pro foi iniciado na última terça-feira, em boas ondas em Martinica, território francês situado no Caribe.
Os brasileiros foram em peso à etapa e fizeram bonito no primeiro dia, no pointbreak de Basse-Pointe. O paulista Renato Galvão registrou a maior nota (9.50) e o pernambucano Alan Donato foi o autor do terceiro maior somatório (17.37 pontos em 20 possíveis). Nesta quarta, o capixaba Rafael Teixeira foi o único que entrou em ação e também arrepiou, registrando 17.40 pontos.
Em depoimento concedido à assessoria de imprensa da World Surf League, Renato Galvão falou sobre a ótima performance. “Fiquei um pouco nervoso no início porque decidi mudar a minha prancha antes da bateria. Testei várias pranchas desde que cheguei aqui, há quatro dias, e sabia que esta seria a certa para as condições de hoje. Peguei uma onda da série com uma prancha pequena e pude encaixar as manobras na parte crítica da onda, então estou amarradão por ter dado certo. Este é um modelo de Filipe Toledo, da Sharp Eye, ele funciona!”, disse Renato.
Já Alan Donato terminou o dia atrás apenas do francês Tristan Guilbaud (18.60) e do brasileiro naturalizado norte-americano Ian Gentil, que representa o Hawaii e obteve 18.20 pontos em sua estreia.
“Estou muito feliz agora porque passei na estreia. Peguei uma boa direita no início e espero fazer melhor no próximo round. Tivemos muitas baterias iradas hoje, todo mundo quebrando! “, disse o pernambucano.
Também avançaram à terceira fase o catarinense Cainã Barletta – segundo na dobradinha com Alan Donato -, o pernambucano Paulo Moura e os paulistas Wesley Dantas e Thiago Guimarães, vencedor da dobradinha com o paranaense Yago Dora.
As baixas do dia foram Jerônimo Vargas na primeira fase e os atletas Luan Wood, Philippe Chagas, Wesley Leite e Tales Araújo no round seguinte.
Na manhã desta quarta-feira, Rafael Teixeira disputou uma das baterias pendentes da segunda fase e já começou forte, totalizando 17.40 pontos para seguir na briga.
“As ondas estavam muito boas, adoro surfar de backside. Treino muito em ondas pequenas em casa no Brasil, então essas condições são boas para mim. Estou amarradão por vencer na estreia e aguardo as próximas”, diz Rafael.