Fiji Pro

Brazucas avançam em Fiji

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Gabriel Medina passeia em Cloudbreak e não dá chance a Matt Banting. Foto: WSL / Ed Sloane.

 

Depois de uma longa espera pelas ondas, com seis dias consecutivos de adiamento, o Fiji Pro voltou com tudo em Cloudbreak.

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Em ondas de até 2 metros, a terceira fase foi iniciada com uma bela atuação do brasileiro Gabriel Medina.

Muito à vontade no pico, onde já disputou duas finais e foi campeão em 2014, o brasileiro imprimiu um forte ritmo desde o início da bateria e foi ampliando cada vez mais o placar.

Depois de somar 6.50 e 5.00, Medina trocou sua segunda melhor nota por 7.33 e disparou de vez na liderança com 7.17, deixando o australiano Matt Banting perdido no outside.

Com muita dificuldade para entubar de backside, Banting não conseguiu somar mais do que 1.73 e 2.60 nas duas melhores ondas, dando adeus ao evento.

“Peguei muitos tubos na bateria e foi muito divertido. As ondas estão finalmente de volta depois de todos aqueles adiamentos e estou feliz por estar aqui”, comemorou Medina.

Em seguida, Michel Bourez e Dusty Payne tiveram muito trabalho nos confrontos contra Kanoa Igarashi e Filipe Toledo, respectivamente.

Foram poucos momentos de expressão nas balançadas ondas do pico. Bourez precisou de 3.50 e 4.17 para avançar, enquanto Dusty superou Filipinho com apenas 2.70 e 4.50. O brasileiro perdeu precisando de apenas 3.71 para virar.

Em seguida, o norte-americano Kelly Slater atropelou o sul-africano Jordy Smith com uma ótima performance.

Slater começou com 7.83 e complicou de vez a situação do adversário depois de arrancar 8.73 dos juízes.

A quinta bateria do dia foi vencida pelo brasileiro Wiggolly Dantas, que foi beneficiano por uma interferência do norte-americano Conner Coffin na última onda.

Até então, Guigui tinha apenas 5.17 e 1.77 nas duas melhores ondas, contra 6.83 e 4.37 de Conner.  

“As condições estavam desafiadoras lá fora e eu estava lutando para pegar uma boa onda”, disse Wiggolly. “Estou amarradão por passar a minha bateria. Estou muito feliz e com certeza vou surfar melhor na próxima fase. Tenho surfado em Cloudbreak nos últimos dois dias e tentado melhorar o máximo que posso. Tenho aprendido as diferentes seções e abordado a onda de diferentes maneiras. Tem sido divertido e estou empolgado para a próxima fase”, concluiu o ubatubense.

No sexto confronto, o atual campeão mundial Adriano de Souza não deu mole ao havaiano Keanu Asing e venceu a batalha com uma atuação convincente.

Adriano saiu na frente com 6.17 e conseguiu 9.10 em sua melhor onda, ficando em situação bastante confortável no outside.

“Tenho focado nas ondas boas e tentado melhorar as minhas técnicas”, revelou Adriano. “Depois deste evento ficarei mais uma semana apenas para melhorar mais e mais. Para mim, é um grande aprendizado ver Slater em suas técnicas – eu precisaria viver em Fiji pelos próximos 10 anos – mas estou fazendo o melhor que posso. Sei que há muito o que aprender e melhorar. Keanu é um cara duro e surfou muito bem. Estava preocupado o tempo todo porque ele poderia fazer um 10, e ele é capaz. Estou feliz por avançar e ir ao próximo round”, disse o campeão mundial.

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Adriano de Souza descola uma das maiores nota do dia. Foto: WSL / Ed Sloane.

 
Um duelo 100% brasileiro entrou em cena em Cloudbreak. Os potiguares Jadson André e Italo Ferreira se encontraram pelo segundo ano seguido em Fiji e desta vez deu Jadson, que venceu com 6.67 e 7.83, contra 4.73 e 9.00 de Italo. Foi a primeira vez que Jadson bateu o conterrâneo em duelo homem-a-homem na elite mundial.

“Foi uma bateria incrível para mim”, falou Jadson. “Acho que Italo foi o cara que mais me derrotou. Comecei a bateria bem, com duas boas notas, e Italo não fez nenhuma nota expressiva. Tive a bateria nas minhas mãos até eu remar em uma onda ruim e cair. Italo pegou uma bomba e eu levei a série na cabeça. No fim das contas, fui bem e peguei as ondas certas. Usei a minha prioridade para não segurá-lo por sete minutos porque sei que o quanto ele é perigoso”, contou Jadson.

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Jadson André vence revanche contra Italo Ferreira em Fiji. Foto: WSL / Ed Sloane.

 
Nas batalhas seguintes, Josh Kerr superou Jeremy Flores, Mick Fanning bateu Adam Melling e John John Florence travou um duelo épico com Taj Burrow, que disputou sua última bateria na elite mundial.

John John e Taj deram um verdadeiro show em Cloudbreak, levando a galera ao delírio. O havaiano conseguiu a virada na última onda com 9.33. Até então, já tinha obtido 8.17, 6.17, 9.43 e 8.13.

Disposto a encerrar com chave de ouro a sua campanha no Tour, Taj Burrow também destruiu as esquerdas do pico e recebeu 8.00, 9.20, 8.60, 7.33 e 9.40 em suas melhores ondas.

O Brasil voltou a entrar em cena na 11a bateria, com Miguel Pupo enfrentando o aussie Adrian Buchan. Pupo começou bem, com 7.50 em sua segunda melhor onda, mas a partir daí não conseguiu fazer nenhuma nota expressiva e terminou a bateria precisando de 6.05.

Em situação parecida, Alejo Muniz caiu diante do líder Matt Wilkinson. O brasileiro teve 6.67 na segunda melhor onda, mas teve dificuldade para ampliar o somatório e viu Wilko reagir nos minutos finais da bateria com 5.43 e 8.50.

Round 4

1 Gabriel Medina (BRA), Michel Bourez (PLF) e Dusty Payne (HAV)
2 Kelly Slater (EUA), Wiggolly Dantas (BRA) e Adriano de Souza (BRA)
3 Jadson André (BRA), Josh Kerr (AUS) e Mick Fanning (AUS)
4 John John Florence (HAV), Adrian Buchan (AUS) e Matt Wilkinson (AUS)

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