As condições melhoraram em Teahupoo e os brasileiros Wiggolly Dantas e Gabriel Medina encontraram o caminho dos tubos para avançar ao quarto round do Billabong Pro Tahiti neste sábado.
As séries, apesar de limpas e perfeitas, mostraram-se inconsistentes ao longo do dia e muitas baterias foram decididas com poucas ondas surfadas.
Nestas condições, Wiggolly – que já havia despachado o havaiano Ezekiel Lau na repescagem – derrotou Adriano de Souza no duelo brasileiro da terceira fase.
Após um início sem ondas, Wiggolly largou na frente com um belo canudo de frontside que lhe rendeu 8.00. O ubatubense ainda ampliou a vantagem com 5.33 em uma onda de tamanho.
A partir daí a calmaria tomou conta do outside e Mineirinho só conseguiu sua melhor nota a poucos minutos do fim, 8.17. Com apenas 1.40 na segunda melhor onda, o surfista despediu-se do evento na 13o posição.
“Só queria conseguir a melhor onda da bateria. Adriano é muito inteligente nessas condições. Foi um começo devagar, mas a vitória veio e o foco agora é continuar treinando duro. Gosto de surfar sob pressão”, declara Wiggolly, que busca um bom resultado em Teahupoo para garantir vaga na elite no ano que vem.
Na bateria seguinte, Gabriel Medina aumentou a esperança de títulos para o Brasil com uma vitória no último minuto contra o australiano Bede Durbidge, que na última semana anunciou sua aposentadoria do Circuito Mundial na próxima temporada.
O vento oeste deu as caras e atrapalhou a formação das ondas. Medina, que nunca perdeu para Bede em uma bateria do CT, aproveitou as condições para apostar em um aéreo de nota 7.17.
Mas Bede não deixou barato e descolou um tubaço de nota 9.73 em um mar mexido. Bede ainda aumentou a diferença com 3.50 em uma sequência de manobras.
As ondas tornaram-se escassas para desespero do brasileiro, que havia anotado apenas 0.77 na segunda melhor onda. Mas, no final, para alívio do campeão em Teahupoo em 2014, um tubo salvador surfado com frieza para garantir a vitória com nota 7.43.
Já na abertura da terceira fase, Ian Gouveia, dono da melhor atuação no primeiro round, não manteve o ritmo e perdeu o duelo de goofy footers para o australiano Owen Wright.
Ian até encontrou um bom tubo de 6.93, mas somou apenas 3.67 em sua segunda onda e viu o aussie anotar 7.10 e 6.67 para eliminar o brasileiro da competição.
O próximo brasileiro a entrar na água é o potiguar Ítalo Ferreira, que encara o australiano Julian Wilson na nona bateria.
O evento é transmitido ao vivo pelo site da WSL.